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Gestão de Eliene Liberato Dias aditiva vínculo com agência de eventos em R$ 2,6 Mi enquanto indicadores revelam fome, falta de esgoto e mortalidade infantil acima da média nacional

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A decisão de renovar o contrato sem nova licitação ocorre em um momento crítico para o município, que enfrenta graves desafios sociais.

Em um movimento que coloca em xeque as prioridades da administração pública, a Prefeitura de Cáceres, liderada por Eliene Liberato Dias (PSB), garantiu a destinação de mais de R$ 2,6 milhões para a realização de festas e eventos no próximo ano. A decisão, formalizada por meio de um termo aditivo que dispensa uma nova licitação, renova por mais 12 meses o contrato com a empresa INFORTOUCH, enquanto a cidade enfrenta uma crise social profunda, marcada pela fome e por um saneamento básico quase inexistente.

A caneta que assinou a prorrogação do Contrato Administrativo nº 109/2024, estendendo sua validade até outubro de 2026, parece distante da realidade vivida por milhares de cacerenses. A medida, publicada no Jornal Oficial dos Municípios em 1º de outubro de 2025, assegura à INFORTOUCH – AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO, EVENTOS, E PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA o valor exato de R$ 2.614.075,00 para a “organização e execução de eventos tradicionais, artísticos, culturais, entretenimentos e outros de natureza semelhante”.

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O contraste dos números

Enquanto a agenda de festividades está garantida, a população lida com uma luta diária pela sobrevivência. Um estudo crítico da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), divulgado em agosto deste ano, acendeu um alerta grave sobre a crise alimentar no município. A pesquisa revelou que o custo da cesta básica já consome 47% de um salário mínimo, uma barreira que torna a segurança alimentar um privilégio para poucas famílias e uma miragem para muitas outras.

O abismo entre o gasto público e a necessidade social se aprofunda quando os holofotes se voltam para o saneamento. Os dados oficiais são alarmantes: apenas 8,13% dos moradores de Cáceres têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 82 mil pessoas vivem sem um serviço essencial para a saúde e a dignidade. Este cenário de abandono sanitário reverbera em outros indicadores trágicos, como a taxa de mortalidade infantil de 20,47 óbitos por mil nascidos vivos, um número que envergonha ao superar com folga a média nacional e que expõe as rachaduras no sistema de saúde voltado para mães e bebês.

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A opção pela não concorrência

Ao optar por simplesmente aditivar o contrato em vez de abrir um novo processo licitatório, a prefeitura não apenas levanta dúvidas sobre a economicidade da decisão, mas também fecha as portas para a concorrência. Essa escolha impede que outras empresas possam apresentar propostas eventualmente mais vantajosas para os cofres públicos, cujos recursos, como se vê, são desesperadamente necessários em áreas críticas como assistência social e infraestrutura básica. A prática de renovar sem competir acende um sinal de alerta sobre como o dinheiro do contribuinte está sendo gerenciado.

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O documento que selou o acordo foi assinado pela prefeira Eliene Liberato Dias, pelo secretário de Turismo e Cultura, Cláudio Henrique Donatoni, e por Marcos Venicio de Freitas, representante da empresa beneficiada. A renovação garante a continuidade dos eventos, mas impõe um questionamento inevitável sobre a alocação de recursos públicos numa cidade onde o básico, como comer e ter um esgoto tratado, ainda não é uma realidade para todos os seus cidadãos.

VÁRZEA GRANDE

Defesa Civil de Várzea Grande e Estado avançam na elaboração de plano e mapeamento de áreas de risco

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A Defesa Civil de Várzea Grande e a Defesa Civil de Mato Grosso se reuniram nesta quarta-feira (9) para discutir a elaboração inédita de um Plano de Contingência para Situações de Risco e Desastres (Plancon) e o mapeamento das principais áreas de risco do município.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores, o foco inicial dos trabalhos será o levantamento das áreas mais suscetíveis a alagamentos e aos impactos provocados por temporais.

“Contamos com o apoio do Estado não só nas ações, mas também na capacitação da Defesa Civil de Várzea Grande. Hoje estamos fazendo o levantamento de três pontos principais, que são os bairros da Manga, Alameda e Construmat. Em breve, também vamos realizar o levantamento em todos os bairros do nosso município”, explicou Jovanil.

O coordenador de Gestão de Risco da Defesa Civil de Mato Grosso, José Bruno de Souza Filho, destacou que o levantamento das áreas de risco e a elaboração do primeiro plano de contingência do município são fundamentais para o planejamento de ações preventivas e para a adoção de medidas eficazes de redução de riscos.

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Segundo ele, o trabalho contempla a identificação e a setorização das áreas mais atingidas por alagamentos e inundações, considerados alguns dos principais riscos enfrentados pelo município de Várzea Grande.

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“Vimos que o município já realiza ações e isso tem tido efeito positivo para amenizar o problema. A reunião teve como objetivo definir algumas áreas prioritárias para que a Defesa Civil do Estado possa apoiar a Defesa Civil Municipal no mapeamento dessas áreas de risco”, afirmou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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