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Manifestantes vão às ruas contra PL que equipara aborto a homicídio

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Manifestantes realizaram atos em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contra o projeto de lei que equipara o aborto a homicídio, e argumentam que a aprovação da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, vai colocar em risco a vida de milhares de brasileiras, especialmente meninas, que são as principais vítimas da violência sexual no país, além de desrespeitar os direitos das mulheres já previstos em lei.

O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.

Rio de Janeiro (RJ) 13/06/2024 – Manifestação de protesto contra o PL 1904/24, que equipara aborto a homicídio, com pena de até 20 anos, reúne mulheres na Cinelândia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Protesto contra o PL 1904/24 reuniu mulheres na Cinelândia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Atualmente, a legislação permite o aborto ou a interrupção de gravidez em casos em que a gestação decorre de estupro, coloca em risco a vida da mãe e de bebês anencefálicos. Não está previsto um tempo máximo da gestação para que seja realizado. Na legislação atual, o aborto é punido com penas que variam de um a três anos de prisão, quando provocado pela gestante; de um a quatro anos, quando médico ou outra pessoa provoque um aborto com o consentimento da gestante; e de três a dez anos, para quem provocar o aborto sem o aval da mulher.

Na noite de ontem (12), a Câmara dos Deputados aprovou urgência para a votação do projeto de lei, ou seja, o texto pode ser votado diretamente no plenário sem passar por discussão nas comissões.

Em São Paulo, o protesto foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), sob gritos de “Criança não é mãe”, “Respeitem as mulheres” e “Fora Lira” [Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados].

São Paulo (SP) 13/06/2024 - Ato na Avenida Paulista contra o PL 1904, que criminaliza o aborto. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP) – Manifestantes dizem que projeto coloca em risco crianças e adolescentes. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Para as manifestantes, a aprovação da proposta vai afetar principalmente as crianças, cujos casos de abuso sexual e gestações demoram a ser identificados, resultando em busca tardia aos serviços de aborto legal. De acordo com dados do Fórum de Segurança Pública, 74.930 pessoas foram estupradas no Brasil em 2022. Desse total, 61,4% eram crianças com até 13 anos de idade.

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“Esse projeto de lei é totalmente inconstitucional, uma vez que ele coloca em risco milhões de meninas que serão obrigadas a serem mães dos filhos de seus estupradores e mulheres que serão obrigadas a levar uma gestação sendo vítima de violência sexual”, disse Rebeca Mendes, advogada e diretora-executiva do Projeto Vivas – entidade que atua junto a mulheres que necessitam de acesso ao aborto legal, em entrevista à Agência Brasil.

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Outra crítica é que se o projeto de lei for aprovado, a pena para as mulheres vítimas de estupro será maior do que a dos estupradores, já que a punição para o crime de estupro é de 10 anos de prisão, e as mulheres que abortarem, conforme o projeto, podem ser condenadas a até 20 anos de prisão. “Esse PL protege o estuprador, não a vítima. E isso diz muito sobre a nossa sociedade”, acrescentou.

Quem também participou do ato na Avenida Paulista foi Jennyffer Tupinambá, uma mulher indígena do povo Tupinambá de Olivença e que sofreu violência sexual quando criança. “”Estou aqui na Paulista muito emocionada. Fui vítima de violência sexual na primeira infância, entre os 3 e 11 anos, e poderia ter engravidado. Olho isso hoje sabendo que nossos representantes iriam me forçar a ter um filho de um estuprador. Esse é um trauma que até hoje, aos 40 anos, tento superar. E não há superação. Como é que uma vítima, que está totalmente abalada e traumatizada, poderia ser mãe?”, questionou ela. “É inadmissível que hoje o Brasil esteja aceitando isso e que deputados estejam direcionando o que o nosso povo deve fazer”, ressaltou.

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No ato, houve críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por ter colocado o projeto de lei em votação. “Hoje estamos aqui contra o absurdo que foi feito pelo presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira, onde ele, em 23 segundos, conseguiu colocar em risco milhões de meninas e mulheres que são vítimas de violência sexual. Nossos direitos foram barganhados em 23 segundos ontem no Congresso Nacional”, disse Rebeca Mendes.

Brasília (DF) 13/06/2024 – Ato contra o PL da Gravidez Infantil no Museu Nacional. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF) – Ato contra o projeto de lei foi realizado na Esplanada dos Ministérios. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na Câmara, Lira afirmou que o projeto foi colocado em votação para ser apreciado em regime de urgência após acordo entre os líderes partidários.

Em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia a utilização da chamada assistolia fetal para interrupção de gravidez. O procedimento é usado pela medicina nos casos de abortos previstos em lei, como o caso de estupro.

EBC

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Lucas do Rio Verde

Nova Rota inicia hoje (1º) intervenções na BR-163 em Lucas do Rio Verde

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A Nova Rota do Oeste inicia, nesta quinta-feira (1º), uma série de intervenções na BR-163, no perímetro urbano de Lucas do Rio Verde. O cronograma foi tratado nesta quarta-feira (30), durante reunião entre representantes da concessionária, o prefeito Miguel Vaz, o secretário de Governo e Administração, Alan Togni, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Danilo Messias, o secretário de Segurança Pública, coronel Marcos Cunha, e técnicos da Prefeitura.

As intervenções contemplam a construção de novas agulhas de acesso entre a pista principal e as vias marginais, ampliação de terceira faixa e melhorias no sistema de drenagem. Também está prevista a recuperação das vias marginais, com intervenções na pavimentação, recapeamento e nova sinalização horizontal e vertical.

Segundo o gerente de Engenharia da Nova Rota do Oeste, Paulo Adriano, os trabalhos começam agora e serão executados ao longo dos próximos meses.

“Essas intervenções se resumem à construção de algumas agulhas e terceira faixa, recuperação das faixas de rolamento das vias marginais, melhorias de sinalização, além da semaforização”, explicou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)

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Melhor fluxo nas travessias urbanas

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De acordo com o secretário Danilo Messias, as intervenções são resultado das tratativas realizadas entre a Prefeitura e a concessionária durante as audiências públicas, quando a população apresentou a necessidade de melhorias imediatas nas travessias urbanas.

“As intervenções vão dar muito mais fluxo e capacidade nas travessias urbanas para a gente conseguir coordenar esse tráfego até o contorno rodoviário ficar pronto”, destacou.

Além das agulhas, estão previstas a recuperação, recapeamento e nova sinalização das vias marginais, que também passarão por mudança de circulação. A previsão é de que, a partir do final de dezembro, a marginal norte opere somente no sentido norte, enquanto a marginal sul siga exclusivamente no sentido sul.

Intervenções preparam a cidade para o contorno rodoviário

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As adequações fazem parte de uma solução de transição para melhorar a circulação na BR-163 enquanto avança o projeto do contorno rodoviário de Lucas do Rio Verde.

Segundo Danilo, o contorno está em fase final de aprovação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com previsão de início da execução a partir do começo do próximo ano.

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“Para a gente ter uma cidade muito mais conectada”, afirmou o secretário, ao destacar a perspectiva de, no futuro, o tráfego rodoviário ser direcionado para a região do Distrito Industrial, enquanto o atual perímetro urbano poderá receber uma nova configuração viária.

Semaforização será feita em parceria

O projeto também prevê a implantação de semáforos nos entroncamentos da BR-163 com as vias urbanas. A infraestrutura necessária para as adequações será executada pela Nova Rota do Oeste, enquanto a Prefeitura será parceira e ficará responsável pela implantação da semaforização.

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Segundo Paulo Adriano, a medida será necessária para complementar as mudanças previstas no sistema viário.

“As adequações das vias marginais, as agulhas e as mudanças precisam ser complementadas com uma rede de semáforos para que todo o sistema funcione”, explicou.

A Prefeitura acompanha o cronograma de execução junto à concessionária, com o objetivo de organizar as etapas das intervenções e orientar a população sobre as mudanças que serão implantadas no trânsito ao longo dos próximos meses.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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