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Evento literário

AML e IHG-MT celebram a convivência na Casa Barão com programação gratuita nesta quinta-feira (08)

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Casa Aberta de outubro tem bate-papo acadêmico, oficinas, exposição, Slam da Academia e microfone aberto

A Academia Mato-grossense de Letras (AML) realiza, na quinta-feira (08/10), a edição de outubro do Casa Aberta, com o tema “Casa Barão: Coirmãos”. A programação tem entrada grátis. Ela celebra a presença da Academia e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHG-MT), que dividem o mesmo prédio histórico como sede.

A Casa Barão de Melgaço foi cedida pelo Governo do Estado, em 1931, para que a AML e o IHG-MT ali se instalassem. O prédio foi construído em estilo colonial e inaugurado no começo do século 19. É patrimônio tombado em níveis estadual e nacional.

O imóvel foi residência do militar franco-brasileiro Augusto João Manoel Leverger (1802–1880), o Barão de Melgaço, e de familiares herdeiros. Leverger chegou a Cuiabá em 1830. Foi escritor, historiador e geógrafo, e é considerado um dos nomes mais importantes da literatura mato-grossense de sua época.

“Celebramos de forma pública o que é fato: Academia Mato-Grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso compartilham um espaço, um território que guarda o passado, comunga o presente e tece o futuro. Somos dois grandes espelhos da nossa gente”, ressalta Luciene Carvalho, presidente da AML.

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Um dos destaques do dia é o Bate-papo Acadêmico, com Edson Rondon (presidente do IHG-MT), Luciene Carvalho e Anna Maria Ribeiro, que é membro das duas instituições. A programação de outubro tem atividades à tarde e à noite.

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Casa Aberta

O Casa Aberta é realizado pela AML desde o ano passado, em parceria com o Governo de MT, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Acontece mensalmente, sempre na segunda quinta-feira do mês, com programação diversificada e entrada grátis.

Desde o início, o projeto tem como uma de suas principais características a presença das artes urbanas, com artistas de manifestações como slam (batalha de poesias), rap, break e grafite. A programação também privilegia povos originários e a comunidade LGBTQIA+, sujeitos políticos, coletivos de direitos humanos e populações com identidades estruturais e ancestrais.

Programação

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Período vespertino

Toda a programação da tarde acontece no Ponto das Letras, o ponto de cultura da AML. A oficina de fotografia é direcionada a público específico.

  • 14h30 às 16h: exposição da produção bibliográfica das duas instituições
  • 14h30 às 15h10: oficina de fotografia, imagens e leitura, com Pedro Thame
  • 15h10 às 15h50: oficina de escrita criativa, com Luciene Carvalho
  • 15h50 às 16h: lanche
  • 16h10: encerramento, com entrega de certificado
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Período noturno

  • 18h às 21h30: instalação artística “Sopa de Letrinhas”, espaço para escrita dos convidados
  • 18h às 21h30: brechó Vintagerias, Fogo Fátuo e Marcio Artesanatos
  • 18h às 21h30: comida e bebida com Delícias da Cata
  • 18h às 21h30: exposição de produção bibliográfica e acadêmica das duas instituições
  • 19h: Bate-papo Acadêmico, com Edson Rondon, Luciene Carvalho e Anna Maria Ribeiro
  • 20h: Slam da Academia, final com os vencedores das edições anteriores
  • 21h: microfone aberto e encerramento

Serviço

  • O quê: projeto Casa Aberta da Academia Mato-grossense de Letras
  • Quando: quinta-feira (08/10), períodos vespertino e noturno
  • Quanto: entrada grátis
  • Onde: Rua Barão de Melgaço, 3869, Centro, Cuiabá-MT

CULTURA

Projeto Imaginarte transforma desenhos de crianças em bonecos de feltro feitos à mão em Poconé

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Idealizada pela artesã Alcione Rute de Arruda, a iniciativa usou desenhos infantis como referência para criar protótipos de personagens, criaturas fantásticas e amigos imaginários

Em Poconé, o projeto Imaginarte transformou desenhos feitos por crianças em bonecos artesanais personalizados. As peças, de feltro, preservam as cores, os traços e os detalhes dos desenhos originais.

A iniciativa foi idealizada pela artesã Alcione Rute de Arruda, que responde pela coordenação e pela produção artesanal do projeto. A proposta era aproximar infância, criatividade e artesanato por meio de peças únicas. Desenhos infantis foram selecionados como referência para a criação de protótipos, e deles saíram personagens, criaturas fantásticas e amigos imaginários confeccionados à mão.

Do papel ao feltro

Cada boneco partiu das características do desenho escolhido. Cores, formatos e elementos criados pelas crianças orientaram a confecção das peças, com respeito à identidade de cada criação.

A produção dos protótipos envolveu técnicas de costura e montagem em feltro, que converteram ilustrações em peças tridimensionais. Cada uma delas leva elementos da história e da imaginação da criança que a inspirou.

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O valor da história que a criança conta

Para Alcione Rute de Arruda, transformar os desenhos em bonecos é também reconhecer o valor das histórias criadas pelas crianças.

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“Quando transformamos o desenho de uma criança em um boneco, não estamos apenas confeccionando um brinquedo. Estamos valorizando a imaginação, a identidade e a história que ela colocou naquele papel”, destaca a artesã.

Plataforma digital e plano de negócios

O Imaginarte também tratou da continuidade da iniciativa. O projeto envolveu o desenvolvimento de uma plataforma digital, a estruturação de um plano de negócios e a criação de estratégias para ampliar a produção e a comercialização das peças.

A proposta abre caminhos para parcerias com escolas e instituições, para a realização de oficinas criativas e para o desenvolvimento de novos produtos artesanais a partir das criações infantis. Ao reunir técnica manual, criatividade e empreendedorismo, o projeto contribui para o fortalecimento do artesanato e da economia criativa e apresenta o brinquedo artesanal como alternativa aos produtos industrializados, com peças personalizadas e exclusivas.

Um desenho que vira memória

Com a conclusão desta etapa, o Imaginarte deixa como resultado uma proposta que conecta arte, infância, afeto e produção artesanal: um desenho aparentemente simples pode se tornar um objeto de memória e dar nova forma a uma ideia criada na infância.

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