Feito histórico no esporte
Brasil faz história e conquista prata inédita no conjunto geral do mundial de GR
A seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou a inédita medalha de prata na prova geral do Campeonato Mundial, no Rio de Janeiro, com a pontuação total de 55.250, garantindo também vaga nas finais por aparelhos.
Com performance emocionante ao som de “evidências”, equipe garante vaga nas finais por aparelhos e sobe ao pódio em casa.
Assista no final da matéria o vídeo divulgado pela Confederação Brasileira de Ginástica
Um choro contido, um abraço coletivo e o som ensurdecedor da torcida na Arena Carioca 1. Neste sábado, 23 de agosto, a seleção brasileira de ginástica rítmica transformou a pressão de competir em casa em um combustível para a glória. Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha cravaram seus nomes na história do esporte nacional ao conquistar uma inédita e emocionante medalha de prata na prova geral do Campeonato Mundial.
A jornada até o pódio foi uma montanha-russa de emoções, consolidada pela soma de duas apresentações que beiraram a perfeição. A performance garantiu ao Brasil um lugar que, por anos, pareceu um sonho distante.
A consagração ao som do sertanejo
O ponto alto da competição veio com a série mista, embalada por “Evidências”, clássico sertanejo que ecoou por todo o Parque Olímpico nas vozes do público. Com três arcos e duas bolas, as ginastas executaram uma coreografia complexa e expressiva, que lhes rendeu a nota de 27.850. Pouco depois, o conjunto retornou ao tablado para a série de cinco fitas, uma celebração vibrante da cultura brasileira que levantou a arena e somou outros 27.400 pontos.
A pontuação total de 55.250 foi superada apenas pela equipe do Japão, que cravou 55.550 para levar o ouro. O pódio foi completado pela Espanha, que ficou com o bronze ao somar 54.750. O resultado não é apenas um feito isolado; ele representa a consolidação de um trabalho de anos.
Para entender melhor:
- Prova geral: É a principal disputa por conjuntos na ginástica rítmica. A nota final é a soma das pontuações obtidas em duas coreografias diferentes: a série de cinco aparelhos iguais (neste caso, cinco fitas) e a série mista (com dois tipos de aparelhos, aqui, três arcos e duas bolas). A equipe com a maior soma vence.
- Finais por aparelho: As oito equipes mais bem pontuadas em cada uma das séries (fitas e mista) se classificam para disputar medalhas específicas para cada aparelho, em um novo dia de competição.
“A chance da nossa vida”
Para a treinadora Camila Ferezin, a medalha é a materialização de um sonho construído com suor e superação. “É muito bom ver nosso sonho sendo realizado depois de tantos anos de trabalho. Deus é tão maravilhoso que colocou a gente dentro da nossa casa, cheia de torcida, familiares e com o nosso time no mais alto nível”, afirmou em coletiva de imprensa, visivelmente emocionada. “Foi a chance da nossa vida e, graças a Deus, com muito trabalho conseguimos essa medalha”, completou.
A superação, aliás, foi a tônica do discurso da equipe. A capitã Duda Arakaki destacou a resiliência do grupo. “Como em todos os momentos da nossa vida, os bons e os ruins, a gente superou trabalhando. E dessa vez não seria diferente”, declarou. “A medalha chegou para concretizar tudo o que trabalhamos nesses anos. Brigamos por medalha em etapas de Copa do Mundo, Mundial, e ela chegou”, celebrou Arakaki.
De olho em mais pódios
O resultado histórico de ontem não encerra a participação brasileira no Mundial. Pelo contrário, abre novas portas. A excelente performance garantiu a presença do conjunto nas duas finais por aparelhos, que acontecem neste domingo (24). A disputa na série com cinco fitas está marcada para as 12h50 (horário de Brasília), enquanto a final da série mista ocorre às 15h50.
Com a confiança renovada e o apoio da torcida, a pergunta que fica é: até onde esse time pode chegar?
Assista ao vídeo:
CIDADES
Polícia Civil caça grupo que matou animal doméstico para torturar família em sítio
Polícia Civil de MT deflagra operação contra quadrilha que aterrorizou família em sítio, agrediu vítimas e matou animais domésticos durante roubo.
Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças; justiça bloqueou R$ 87 mil dos investigados após noite de terror na zona rural.
Agentes da Polícia Civil deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (22), uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em terror rural. A Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais contra suspeitos de roubo, extorsão e tortura psicológica. As equipes vasculham endereços em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças.
O alvo é uma rede estruturada que não apenas roubava, mas impunha horas de pânico às vítimas.
A justiça determinou buscas e apreensões em 15 endereços ligados ao bando. Além da devassa nas residências, o Judiciário autorizou a quebra de sigilo de dados e o bloqueio de até R$ 87 mil nas contas dos envolvidos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).
Noite de terror e crueldade
As investigações começaram após um crime brutal em novembro de 2024. O cenário foi um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento.
Naquela noite, uma família inteira acabou rendida.
Os criminosos amarraram adultos e crianças. As vítimas permaneceram sob a mira de armas e agressões físicas por horas. Enquanto mantinham a família em cárcere privado, os assaltantes exigiam transferências bancárias via Pix.
A violência não se restringiu aos humanos. Para demonstrar controle e silenciar o ambiente, o grupo executou um papagaio da família e feriu um cachorro da propriedade. A crueldade serviu como ferramenta de intimidação extrema.
Ao fugirem, os bandidos levaram um Citroën C3, notebooks, celulares e ferramentas de trabalho das vítimas.
Rede organizada
A apuração da DERFVA revelou que o grupo opera com planejamento prévio e divisão clara de tarefas. Há os executores diretos, os responsáveis pela logística e os encarregados de dar destino aos bens roubados.
O delegado Maurício Maciel Pereira Junior, responsável pelo caso, afirma que o mapeamento permitiu identificar não apenas os assaltantes, mas a rota do dinheiro.
“Com o avanço das apurações, foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso, mapear a atuação da organização e identificar eventuais empresas utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro”, explica o delegado.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0. A ação integra a operação Inter Partes, braço do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, focado na asfixia financeira e logística de facções.
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