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Enem 2026

Enem 2026: quem foi inscrito automaticamente precisa escolher o idioma da prova até 18 de outubro

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Participantes devem indicar se querem fazer a prova de língua estrangeira em inglês ou em espanhol; o questionário socioeconômico também passou a ser obrigatório

Os estudantes inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 têm até 18 de outubro para escolher o idioma da prova de língua estrangeira: inglês ou espanhol. A escolha é obrigatória.

Quem deixar o prazo passar fará a prova de inglês, e a definição não poderá ser alterada depois. A regra consta da retificação do edital 64/2026, publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Neste ano, pela primeira vez, a inscrição automática alcançou os concluintes do ensino médio da rede pública. O procedimento usou os dados que as redes de ensino enviaram ao Ministério da Educação (MEC).

A prova de língua estrangeira tem cinco questões de múltipla escolha, voltadas à interpretação e à compreensão de textos. Para estudar e ampliar o vocabulário, o MEC oferece a plataforma gratuita MEC Idiomas, com aulas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.

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Questionário socioeconômico também é obrigatório

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A retificação do edital, publicada na quarta-feira (7), determina que os inscritos de forma automática também preencham o Questionário Socioeconômico. O acesso é pela Página do Participante, com a senha da plataforma Gov.br.

O formulário tem cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, que mapeiam a realidade social, econômica e educacional dos participantes. Os dados informados não podem ser alterados.

Só quem responder ao questionário poderá ver o local de prova, em data que o Inep ainda vai divulgar.

Datas e duração das provas

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As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, dias 8 e 15, no turno da tarde.

  • Primeiro dia (8 de novembro): duração de 5 horas e 30 minutos. Os candidatos fazem a redação e as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação) e de Ciências Humanas e suas Tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).
  • Segundo dia (15 de novembro): duração de 5 horas. Os candidatos fazem as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (biologia, química e física) e de Matemática.
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Mais informações estão no Guia do Enem, do MEC.

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OMS recomenda alimentação saudável e exercícios, e não canetas emagrecedoras, para crianças com obesidade

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Primeiras diretrizes da entidade sobre o tema contraindicam remédios para emagrecer e cirurgia bariátrica em menores de 10 anos

Crianças com menos de 10 anos não devem usar medicamentos contra a obesidade nem injeções para perda de peso, e também não devem ser submetidas a cirurgias bariátricas. A recomendação consta das diretrizes inéditas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira (7), o primeiro guia da entidade para o enfrentamento da obesidade em crianças e adolescentes.

Para essa faixa etária, a OMS indica alimentação saudável, atividade física e acompanhamento comportamental. O documento afirma que algumas tecnologias digitais podem ajudar, como o monitoramento da atividade física e jogos online que estimulem as crianças a se movimentar mais.

“A base do tratamento da obesidade em crianças e adolescentes não é o medicamento nem a cirurgia, mas o acesso a um apoio abrangente que permita alimentação saudável, atividade física e mudanças sustentáveis de comportamento”, disse Luz María De Regil, diretora do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS.

Segundo ela, não há evidências suficientes sobre os medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, para crianças com menos de 10 anos.

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Jovens de 10 a 19 anos

Para crianças e adolescentes de 10 a 19 anos com obesidade, a OMS admite o uso de medicamentos para perda de peso, mas apenas depois de intervenções supervisionadas que não tenham dado resultado. A cirurgia bariátrica pode ser considerada para adolescentes com maturidade física e mental e obesidade grave, depois de seis meses de tratamento sem sucesso.

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As diretrizes também destacam o cuidado com a saúde mental durante o tratamento. Ansiedade, depressão, baixa autoestima e dificuldade de regulação emocional podem contribuir para maus hábitos alimentares, sedentarismo e isolamento social. A OMS descreve um ciclo que se retroalimenta e lembra que crianças e adolescentes com obesidade podem sofrer estigma e bullying, o que prejudica o bem-estar emocional.

Obesidade infantil em alta

Dados do Unicef indicam que a obesidade superou o baixo peso como o problema nutricional mais comum entre crianças em idade escolar e adolescentes no mundo. Em 2024, 170 milhões de pessoas de 5 a 19 anos viviam com obesidade: 70 milhões de crianças de 5 a 9 anos e 100 milhões de adolescentes de 10 a 19 anos. Nessa faixa etária, a incidência quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

No Brasil, 15,9% dos menores de 5 anos e 31,7% das crianças de 5 a 9 anos tinham excesso de peso, segundo dados de 2020 do Ministério da Saúde, que consideram as crianças acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de canetas emagrecedoras em crianças e adolescentes a partir de 10 anos apenas para o tratamento de diabetes tipo 2, e proíbe o uso estético.

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que o uso sem indicação e sem acompanhamento médico pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos, como déficit de crescimento e desenvolvimento, desidratação, perda de massa muscular, pancreatite aguda e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, afirmou a entidade.

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