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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem é preso em Cuiabá por enforcar, ameaçar companheira com faca e fugir com o filho

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Imagem ilustrativa

Um operador de empilhador de 27 anos, T.L.S., foi preso em flagrante neste domingo (2), no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele é acusado de agredir, enforcar e ameaçar de morte sua companheira, M.E.S.C., de 21 anos. Após o crime, ele fugiu levando o filho do casal, de apenas 1 ano e 7 meses, mas foi localizado pela Polícia Militar.

 

O dia do terror

 

A tranquilidade da Rua Osvaldo Cruz foi quebrada por volta das 13h30. A PM foi acionada via CIOSP para atender uma ocorrência grave de violência doméstica. A denúncia inicial informava que um homem havia agredido a parceira e fugido com a criança.

No local, os policiais encontraram M.E.S.C. Ela estava visivelmente abalada. A vítima contou que as discussões com o companheiro, com quem vivia há oito anos, começaram ainda de madrugada. Por volta das 02h20, T.L.S. já a havia agredido.

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Ela relatou que ele a enforcou. A vítima também disse que o suspeito “colocou uma toalha em sua boca para perder a respiração e desmaiar”.

A situação escalou horas depois, no início da tarde, quando, segundo o depoimento dela, o suspeito novamente a enforcou, pegou uma faca, colocou em seu pescoço e disse: “Você é uma praga, eu vou te matar!”.

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M.E.S.C. reagiu, afirmando que chamaria a polícia. A resposta foi outra ameaça grave, registrada no boletim de ocorrência: “SE EU FOR PRESO, VOU DAR UM TIRO NA SUA CARA”. Logo depois, T.L.S. pegou o filho pequeno e desapareceu.

 

A captura e o silêncio

 

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A guarnição da PM, liderada pelo SGT. Emerson Teles de Oliveira, iniciou rondas pela região. Eles agiram rápido. O suspeito foi localizado pouco tempo depois, ainda em posse da criança.

O menino foi resgatado e entregue à mãe, em segurança.

T.L.S. apresentava escoriações leves. Aos policiais, ele alegou que os arranhões foram causados pela vítima, no momento em que ela tentava se defender das agressões.

Levado ao Plantão da Delegacia da Mulher, o suspeito usou seu direito constitucional. T.L.S. declarou que permaneceria em silêncio e que se manifestaria somente perante o Juiz.

 

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Um histórico de violência

 

O depoimento da vítima à autoridade policial, Delegado João Henrique de Brito Santos, descortinou um cenário muito mais sombrio. A convivência de oito anos era, aparentemente, marcada por um ciclo persistente de violência.

M.E.S.C. detalhou agressões ocorridas nos últimos cinco meses. Ela citou empurrões “praticamente todas as quintas-feiras”, puxões de cabelo, mordidas e outros enforcamentos.

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Ela relatou um ciúme excessivo do companheiro sobre suas roupas, maquiagem e até visitas à própria mãe, e afirmou que T.L.S. também a enforcou quando ela estava grávida de 6 meses.

A vítima também revelou um episódio de estupro ocorrido há cerca de um mês, descrevendo sexo oral forçado e conjunção carnal contra sua vontade.

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M.E.S.C. afirmou que nunca havia registrado um boletim de ocorrência anterior. Desta vez, ela manifestou o desejo de representar criminalmente contra o agressor e solicitou medidas protetivas de urgência.

 

Sem fiança

 

O delegado João Henrique de Brito Santos analisou os fatos. Ele ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de vias de fato e ameaça, ambos no contexto da Lei Maria da Penha.

A autoridade policial tomou uma decisão firme: não arbitrou fiança.

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No despacho, o delegado justificou que a liberação imediata do agressor poderia “perpetuar o ciclo de violência doméstica, muitas vezes até o agravando”.

T.L.S. foi encaminhado à Gerência de Custódia e Escolta Metropolitana e aguardará a Audiência de Custódia preso. O pedido de medida protetiva da vítima foi imediatamente ajuizado. A faca, citada por M.E.S.C. na ameaça de morte, não consta nos autos de apreensão do relatório policial.

CUIABÁ

Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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