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EDUCAÇÃO

Pisa: Brasil está entre os países que mais avançaram em educação nos últimos 20 anos

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Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 foram divulgados nesta terça-feira, 8 de setembro, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A avaliação reúne dados sobre conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos em diferentes países e economias.

Gráfico 1
Dados Pisa/INEP

Na comparação entre os resultados de 2006 e 2025, o Brasil aparece entre os países que registraram crescimento de proficiência nas três áreas avaliadas. O país ocupa a 7ª posição em leitura e matemática e a 8ª em ciências, em uma lista com mais de 50 países. No Pisa 2025, o Brasil registrou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências.

Gráfico 2
Dados Pisa/INEP

Melhoria no desempenho – A diferença entre os resultados brasileiros e a média dos países da OCDE também foi reduzida em relação a 2006. Em leitura, a diferença passou de 102 para 58 pontos; em matemática, de 131 para 92 pontos; e, em ciências, de 113 para 77 pontos.

Nos últimos sete anos, período que inclui os anos da pandemia de Covid-19, o desempenho brasileiro variou de forma diferente entre os três domínios. Em ciências, o resultado de 2025 ficou acima do apontado em 2018. Em leitura e matemática, as perdas registradas no período foram menores que as observadas, em média, nos países da OCDE.

No Brasil, a aplicação do Pisa é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2025, ciências foi o domínio principal da avaliação, com maior cobertura de itens.

Gráfico 3
Dados Pisa/INEP

Avaliação – O Pisa avalia a capacidade dos estudantes de aplicar conhecimentos e habilidades a situações e problemas do cotidiano. Em leitura, a avaliação considera a capacidade de compreender, usar, avaliar e refletir sobre textos.

Em matemática, são avaliadas capacidades relacionadas ao raciocínio matemático e à habilidade de formular, empregar e interpretar conhecimentos matemáticos para resolver problemas. Em ciências, o foco está na capacidade de se envolver em discussões fundamentadas sobre ciência, sustentabilidade e tecnologia e utilizar conhecimentos científicos para embasar ações.

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Participação brasileira – A edição de 2025 envolveu cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias. No Brasil, participaram 30.140 estudantes, da seguinte forma:

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  • 72,4% estudavam em escolas da rede estadual;
  • 96,9% estavam matriculados em escolas localizadas em áreas urbanas;
  • 78,1% frequentavam escolas localizadas no interior;
  • 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio no período de aplicação da avaliação.

As provas foram aplicadas no Brasil entre abril e maio de 2025.

Mundo digital – Na avaliação, foi introduzido o domínio “Aprendizagem no Mundo Digital”, que contempla dois atributos: Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada. Na divulgação do primeiro volume de resultados de 2025, a OCDE apresentou dados relativos à Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC). Os resultados sobre Processos de Aprendizagem Autorregulada serão divulgados em 2027.

Para a RPFC, foi estabelecida a média de 500 pontos na escala dos países da OCDE. O Brasil registrou 406 pontos. Entre os 19 países e economias selecionados para essa comparação, a Coreia do Sul teve a maior média, com 538 pontos, enquanto o Paraguai registrou 352 pontos.

Experiências e aprendizagem – Além das provas, o Pisa aplica aos estudantes questionários contextuais que reúnem informações sobre experiências escolares e de aprendizagem, atitudes, disposições e crenças dos participantes.

Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros informaram frequentar escolas com restrições ao uso de celulares. Na média dos países da OCDE, o percentual em 2025 foi de 49%. Os questionários também apontaram mudanças nas respostas dos estudantes brasileiros sobre a percepção da escola. Em 2025, 16% afirmaram considerar a escola uma perda de tempo, ante 24% na média da OCDE. Em relação à curiosidade, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos. Já 59% disseram se esforçar mais diante de desafios.

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Os dados também mostram uma associação entre a valorização da escola e o desempenho em ciências. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e não consideram a escola uma perda de tempo obtiveram, em média, 35 pontos a mais em ciências. Na média da OCDE, a diferença foi de 27 pontos.

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Questões ambientais – Os questionários do Pisa 2025 também abordaram atitudes e percepções relacionadas ao meio ambiente. No Brasil, os resultados revelam que:

  • 84% dos estudantes afirmaram acreditar que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente;
  • 87% disseram confiar na força da ação coletiva para enfrentar desafios ambientais;
  • 77% afirmaram saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas;
  • Cerca de 67% disseram que gostariam de contribuir para a proteção ambiental em suas futuras carreiras.

Na média da OCDE, o percentual de estudantes que demonstrou interesse em contribuir para a proteção ambiental em suas futuras carreiras foi de 62%. Entre os estudantes brasileiros, 60% afirmaram conversar com familiares e amigos sobre sustentabilidade e 58% disseram fazer escolhas de consumo considerando critérios ambientais.

Sobre o Pisa – O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é uma avaliação internacional coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo produz dados comparáveis sobre conhecimentos, habilidades, experiências e atitudes de estudantes de 15 anos em leitura, matemática e ciências.

O Pisa é realizado desde 2000, e o Brasil participa da avaliação desde a primeira edição. Os resultados permitem acompanhar o desempenho dos estudantes em diferentes áreas e analisar informações relacionadas aos contextos de aprendizagem.

Acesse o Resultado do Pisa

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

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Fonte: Ministério da Educação

EDUCAÇÃO

CadEJA integra estratégia de superação do analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Em 2025, a taxa caiu para 4,9% entre a população com 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da Federação. Em 2024, essa taxa era de 5,3%. A superação do analfabetismo no Brasil tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Segundo o Censo Escolar de 2025, o país registra 2.252.069 estudantes matriculados na EJA, em 29.696 instituições de ensino.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.  

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – É o estudante com 15 anos ou mais que deseja voltar a estudar. Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

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Operador  É o responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento para oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no retorno aos estudos. 

Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda por EJA. Esse agente deve ser servidor público em exercício nos governos federal, estadual, distrital ou municipal. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um termo de responsabilidade. 

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Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

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Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de instituições de ensino 

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Rede pública 

Total de matrículas nas instituições de ensino 

Rede pública 

Total 

29.696 

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28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

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4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

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80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

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334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

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1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

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83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

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2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

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161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

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211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

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16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

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3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

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1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

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1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

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644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

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1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

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1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

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1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

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477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

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5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

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4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

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1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

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308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

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1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

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1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

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1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

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565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

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393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

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683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

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802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

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122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

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209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

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359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

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112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC para a EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

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Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade de jovens, adultos e idosos; ampliar as matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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