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Ana Hickmann se declara a Edu Guedes durante lua de mel: ‘Agradecer por tudo’

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A apresentadora Ana Hickmann encantou os seguidores ao compartilhar um momento especial ao lado do marido, Edu Guedes. Casados há pouco menos de um mês, os dois estão vivendo uma nova fase juntos, marcada por momentos românticos e declarações de amor.

Nas redes sociais, a apresentadora publicou um registro ao lado do amado e aproveitou a ocasião para falar sobre o momento que está vivendo. “Que a vida continue me surpreendendo de um jeito bonito!!! E que eu nunca perca a capacidade de agradecer por tudo que estou vivendo”, escreveu Ana na legenda.

O casal oficializou a união no dia 12 de setembro, em uma cerimônia intimista, cercada por familiares e amigos. Desde então, Ana e Edu têm dividido com os seguidores alguns momentos especiais dessa nova etapa, incluindo os registros da celebração e da viagem de lua de mel pela Itália.

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Fonte: TOP FAMOSOS

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Conheça a doença que levou à morte o influenciador Lito Sousa

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A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) — rara, degenerativa e sem cura — foi a causa da morte do influenciador do canal Aviões e Música, nesta quinta-feira (1º).

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 547 casos da doença entre 2005 e 2021, a partir de 1.576 notificações suspeitas registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) nos primeiros 17 anos em que a DCJ passou a ser de notificação compulsória — pouco mais de um terço delas teve o diagnóstico fechado.

A esposa de Lito, Mila, havia revelado o diagnóstico em vídeo publicado em 21 de agosto, relatando que ele demorou a ser fechado e que, nas semanas anteriores, o influenciador já havia perdido parte da capacidade motora.

Concentração em poucos estados

As regiões Sul, Sudeste e Nordeste concentram as confirmações, com cinco estados reunindo quase 70% do total nacional: São Paulo lidera com 202 casos (37%), seguido por Minas Gerais (57), Paraná (44), Rio de Janeiro (38) e Rio Grande do Sul (35).

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Idosos e evolução rápida

A faixa de 55 a 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos — perfil ligado ao caráter degenerativo da doença, que tende a aparecer com o avanço da idade. O avanço costuma ser rápido: segundo a literatura científica adotada pelo ministério, cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, com sobrevida média de cinco meses. O boletim registra 290 óbitos entre as notificações analisadas.

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Sem relação com a “vaca louca”

Nenhum caso brasileiro foi atribuído à variante da DCJ associada ao consumo de carne bovina contaminada pela encefalopatia espongiforme bovina — a chamada “doença da vaca louca”. Desde 2005, o ministério não registrou caso nem morte pela variante no país; a forma esporádica, sem relação com alimentação, responde pela maior parte do quadro.

Como a doença age

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A DCJ pertence ao grupo das doenças priônicas: proteínas que já existem no cérebro começam a se deformar e, ao contrário de células cancerígenas, não se multiplicam — mas cada príon deformado induz os demais a se deformarem também, fazendo a doença evoluir. É esse mecanismo que explica a perda de memória, as mudanças de comportamento e o comprometimento da coordenação e dos movimentos se intensificarem em poucos meses, um ritmo bem mais acelerado que o de outras doenças neurodegenerativas — no caso de Lito, um mês após o anúncio do diagnóstico ele já apresentava dificuldade de locomoção, fala e visão.

Estimativas usadas por órgãos como o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) apontam de um a dois casos por milhão de habitantes por ano, mesmo em países com sistemas de vigilância bem estruturados.

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Diagnóstico difícil, sem sintoma exclusivo

Não há sintoma inicial exclusivo da DCJ — perda de memória, alterações de comportamento, desequilíbrio e dificuldade para caminhar são sinais comuns a condições muito mais frequentes. O professor Marcio Luiz Figueredo Balthazar, do Departamento de Neurologia da Unicamp, em entrevista ao g1, explicou que o Alzheimer evolui ao longo de anos ou décadas, enquanto a DCJ se instala depressa e deixa sobrevida bem mais curta — uma rapidez que ajuda a levantar a suspeita, mas não fecha o diagnóstico sozinha, já que a DCJ entra no grupo das demências rapidamente progressivas, que incluem encefalites, doenças autoimunes e alterações metabólicas, algumas tratáveis, o que obriga o médico a descartá-las antes.

Nenhum exame isolado resolve a investigação: o neurologista combina histórico clínico, ressonância magnética, punção lombar, eletroencefalograma e testes de sangue e líquor. Um avanço recente é o RT-QuIC (conversão induzida por tremor em tempo real), que detecta indiretamente a atividade dos príons no líquor e, em alguns estudos, atingiu especificidade próxima de 100% — embora a sensibilidade varie e alguns casos possam escapar. Segundo a neurologista Jerusa Smid, do Hospital das Clínicas da USP, do Instituto Emílio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein, em entrevista ao g1, o exame ajuda a fechar o diagnóstico na maior parte dos casos, mas ainda não está amplamente disponível no Brasil.

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