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Jogo educativo sobre prevenção de incêndios vence prêmio no SBoardGames 2026

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O jogo de tabuleiro “É Fogo!”, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Arena Lúdica, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), venceu a categoria de Melhor Narrativa no Festival de Jogos de Tabuleiro SBoardGames 2026, realizado em Goiânia na última semana. O projeto também foi finalista nas categorias de Melhor Game Design e Melhor Jogo, dentro da modalidade Serious Game. O jogo pode ser acessado de forma gratuita na plataforma de jogos de tabuleiro Tabletopia.

O jogo cooperativo de cartas coloca os participantes no papel de uma equipe que precisa combater o fogo através de ações coordenadas, evitando que o impacto ambiental se transforme em uma catástrofe. Cada ação dentro do jogo reproduz situações do mundo real, desde o reconhecimento da área e as ações de combate até a restauração ambiental, garantindo que a vida e o trabalho no campo permaneçam protegidos até o fim da partida.

A coordenadora de educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema, Juliana Carvalho, destaca que o jogo é uma ferramenta para que os participantes desenvolvam a capacidade de diálogo, planejamento territorial e cooperação. “Essas habilidades são essenciais para prevenção e resposta aos incêndios florestais. Também foi muito importante a participação das juventudes na criação dos jogos, um dos grupos prioritários para estimularmos os debates sobrer as emergências climáticas”.

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Para a professora da UFMT responsável pelo Grupo de Pesquisa Arena Lúdica, Hélia Vannucchi, o projeto tem potencial transformador para a educação ambiental, pois aborda, de forma lúdica, a importância da prevenção e do combate aos incêndios.

“Nós reconhecemos que temas urgentes como a preservação ambiental ganham força quando tratados de forma leve e acessível: a discussão nasce espontaneamente durante a partida, em um momento de descontração voluntária e isso gera um engajamento muito maior e uma receptividade mais positiva do que métodos tradicionais. O jogo torna a educação ambiental uma experiência vivida e compartilhada”, afirmou a professora.

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Segundo Hélia, o reconhecimento no SBoardGames tem um significado ainda mais especial por se tratar de um festival que integra o SBGames, o Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, considerado o maior evento acadêmico e científico da área de jogos na América Latina. Voltado à valorização da cultura dos jogos de tabuleiro, o evento reúne pesquisadores, estudantes, profissionais da indústria e criadores para discutir avanços em computação, arte e design, cultura, educação e saúde.

“É sobretudo, uma comprovação de que é possível unir rigor de projeto, relevância social e excelência criativa: um jogo feito em parceria com o poder público, com finalidade educativa e ambiental, conseguiu se destacar entre produções de todo o Brasil”, ressaltou a educadora.

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A professora de gestão ambiental e ciências do ambiente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Simone Raquel, foi convidada a realizar uma partida experimental junto com os seus alunos. Para ela, a experiência demonstrou de forma prática a importância do trabalho em equipe e de cada etapa da prevenção e do combate aos incêndios.

“A proposta foi muito bem aceita pelos alunos. Muitos termos que os alunos não sabem exatamente o que significa, ao longo do jogo, eles foram aprendendo, entendendo a importância deles e como isso faz diferença na prevenção dos incêndios nos nossos ecossistemas”, destacou a professora.

Como jogar

Para entender melhor como funciona o jogo “É Fogo!” a equipe do grupo de pesquisa Arena Lúdica preparou dois vídeos explicativos

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*Texto com supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

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A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

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Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

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O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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