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Polícia Civil prende preventivamente suspeito de aplicar medicamento indevido para tentar matar esposa

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Um homem, que estaria aplicando sedativos indevidamente na esposa com o fim de retardar a evolução do seu quadro de saúde, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (3.7), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

O suspeito, de 49 anos, teve o mandado de prisão decretado pela Vara Única de Guarantã do Norte por crime de tentativa de feminicídio.

As investigações iniciaram após a Polícia Civil ser acionada sobre uma ocorrência suspeita durante a internação hospitalar de uma mulher que se encontrava em recuperação clínica, apresentando evolução positiva e perspectiva de alta médica nos dias subsequentes.

Segundo informações, a vítima, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por determinado período, passou a apresentou significativa piora em seu quadro de saúde, circunstância que despertou suspeitas de que alguma substância medicamentosa poderia ter sido administrada de forma indevida, uma vez que o suspeito foi visto retirando e colocando novamente o soro intravenoso da paciente.

Durante a apuração dos fatos, foram realizadas diversas diligências, colhidos depoimentos, apreendidos materiais para perícia e requisitados exames laboratoriais.

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Os resultados preliminares apontaram a presença de substância de efeito sedativo em materiais biológicos da vítima, elementos que subsidiaram o aprofundamento das investigações e a representação pela prisão preventiva do investigado.

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Dentro do trabalho investigativo, também houve o deferimento de medidas protetivas em favor da vítima. Com base nos indícios reunidos, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do suspeito, medida cautelar devidamente cumprida pela Polícia Civil nesta data.

As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e a reunião de outros elementos probatórios.

O delegado Mauro Apoitia ressalta que muitas vítimas encontram-se impossibilitadas de pedir ajuda ou têm receio de denunciar seus agressores. “Por esta razão, informações podem ser repassadas pela população e por profissionais que percebam situações suspeitas são essenciais para a pronta atuação das forças de segurança, a proteção das vítimas e a responsabilização dos autores”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

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O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

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Veja a Representação

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Fonte: Política

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