Pesquisar
Close this search box.

Ministério Público MT

Gaeco apura atuação de advogada em favor de organização criminosa 

Publicado em

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Dupla Face para cumprir mandados de busca e apreensão em Nova Mutum e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma residência e em um escritório de advocacia, em Nova Mutum, além da Penitenciária Central do Estado.A pedido do Gaeco, a Justiça também autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos investigados, bem como a extração e a análise pericial de dados armazenados em dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.As investigações apontam indícios de que uma advogada investigada prestava apoio à organização criminosa. Durante as investigações, foi possível coletar provas que fundamentaram as medidas cautelares autorizadas pela Justiça.Durante o cumprimento do mandado no escritório de advocacia, foram observadas todas as garantias legais previstas no Estatuto da Advocacia. A diligência ocorreu com comunicação prévia e acompanhamento de representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conforme determinação judicial.O material apreendido será submetido à análise pericial e deverá contribuir para o aprofundamento das investigações, que tramitam sob sigilo judicial.A operação contou com o apoio do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, em Nova Mutum.O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.O grupo atua de forma especializada no combate às organizações criminosas e na investigação de crimes de maior complexidade.

Leia Também:  Procurador do MPMT destaca desafios do trabalho infantil online

Fonte: Ministério Público MT – MT

Ministério Público MT

Justiça condena pai e filho por abusos contra irmãs em Cuiabá

Published

on

A Justiça de Mato Grosso condenou dois réus pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra duas irmãs, em Cuiabá. Conforme sentença proferida pela 14ª Vara Criminal da Capital, o réu G.R.B., pai das vítimas, foi condenado a 40 anos de reclusão em regime fechado pelos abusos cometidos de forma reiterada contra as filhas T.F.B. e T.F.B. Já o réu M.R.B., irmão por parte de pai de uma das vítimas, recebeu pena de 21 anos de reclusão, também em regime fechado, por estupro de vulnerável praticado contra uma delas.A condenação ocorreu em ação penal ajuizada a partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo. Na acusação, o MPMT sustentou a responsabilização dos réus pelos crimes praticados contra as vítimas ainda na adolescência, requerendo a condenação de ambos ao final da instrução processual.De acordo com os autos, os crimes ocorreram ao longo de vários anos no ambiente familiar. A ação penal reuniu provas periciais, depoimentos das vítimas e de testemunha, além da confissão judicial de G.R.B. Durante a instrução processual, as vítimas relataram os abusos sofridos ainda na adolescência, período em que tinham menos de 14 anos quando os crimes foram iniciados.Em relação a G.R.B., a sentença aponta que os abusos contra uma das filhas ocorreram entre os anos de 2010 e 2014, enquanto os crimes contra a outra vítima teriam sido praticados entre 2016 e 2020. O magistrado destacou que os fatos foram corroborados por laudo pericial de violência sexual, depoimentos prestados em juízo e por exame de DNA que confirmou a paternidade biológica de duas filhas geradas por uma das vítimas em decorrência dos abusos sofridos.Quanto a M.R.B., a condenação teve como base o depoimento da vítima prestado em juízo, considerado firme e coerente pelo Juízo, além de elementos testemunhais constantes no processo. A decisão ressalta que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos dos autos.Na dosimetria da pena, o magistrado considerou a gravidade dos crimes, o contexto de violência intrafamiliar, a vulnerabilidade das vítimas, as ameaças utilizadas para mantê-las em silêncio e os danos psicológicos causados. Também foi reconhecida a incidência de agravantes relacionadas às relações familiares e de confiança existentes entre os réus e as vítimas.Além das condenações, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 50 mil para cada vítima pelos danos sofridos. No caso de uma das vítimas, o valor deverá ser pago solidariamente por G.R.B. e M.R.B.; para a segunda vítima, a indenização deverá ser paga por G.R.B. A sentença também determinou a perda do poder familiar de G.R.B. em relação aos filhos menores e manteve a prisão preventiva dos dois condenados.A decisão foi proferida em 13 de julho pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, após audiência de instrução e julgamento realizada na Comarca de Cuiabá.

Leia Também:  MPMT, MPF e MPT promovem 2ª edição da Jornada de Diálogos Jurídicos

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA