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POLÍCIA

Polícia Civil prende jovem que vendeu conta para receber R$ 50 mil de golpe contra idoso

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.

Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.

Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.

A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.

Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.

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Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.

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“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Operação Via do Cobre interdita dois sucatões em Cuiabá

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Ação coordenada pela Sesp-MT fiscalizou três estabelecimentos nesta sexta-feira (9); três pessoas foram conduzidas à delegacia

A Operação Integrada Via do Cobre fiscalizou três estabelecimentos do ramo de sucata em Cuiabá nesta sexta-feira (9). O resultado foram duas interdições e a condução de três pessoas à delegacia, uma delas por furto de energia elétrica e crime ambiental, segundo a Prefeitura. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), combate o furto, o roubo e a receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre.

A Prefeitura participou por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), ao lado de órgãos municipais e estaduais. A operação verificou possíveis irregularidades administrativas, ambientais e criminais na compra e na venda de materiais de origem suspeita.

Inteligência apontou os alvos

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, disse que informações de inteligência indicaram os estabelecimentos como possíveis receptadores ou colaboradores do comércio clandestino. Ela defendeu combater não só o furto, mas também a receptação. “A compra e venda de sucata é uma atividade permitida, mas precisa cumprir as exigências legais, como alvarás e licenças municipais e ambientais”, afirmou.

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A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, destacou que a atuação integrada reúne, numa só operação, os órgãos responsáveis pela fiscalização e pela segurança pública. “Cuiabá é uma parceira importante nesse trabalho, que deverá ser ampliado para outros municípios”, disse.

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O que os fiscais encontraram

Na região do Novo Colorado, um estabelecimento funcionava sem licenciamento municipal. Não tinha alvará de funcionamento nem sanitário e acumulava entulho e lixo. A Prefeitura aplicou multa de R$ 5,2 mil, equivalente a 130 Unidades Padrão Municipal (UPMs), e interditou a atividade. O local já havia sido fiscalizado e notificado para se regularizar, mas não cumpriu as determinações. Segundo a Prefeitura, ele permanece interditado até resolver as pendências.

Na região central, a equipe identificou a necessidade de atualizar a área cadastrada do imóvel e regularizar o alvará de publicidade. O estabelecimento tinha alvarás de funcionamento e sanitário e a documentação do Corpo de Bombeiros.

No bairro Nova Esperança, a área declarada na documentação era de 250 metros quadrados, e o imóvel mede 1.284,92 metros quadrados. Os fiscais também apontaram pendências nos alvarás de localização e funcionamento e sanitário, além da necessidade de regularizar o licenciamento ambiental.

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Frente policial

O delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, Mário Roberto de Souza Santiago Junior, explicou que, depois de identificadas as irregularidades administrativas, a Polícia Civil verifica a possível ocorrência de crimes, como receptação de produtos roubados ou furtados e infrações ambientais.

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) deu apoio técnico na identificação de possíveis ilícitos e encontrou um motor com numeração adulterada.

A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) também atuou. Segundo o delegado Marcelo Maidame, a equipe identificou danos ambientais nos locais fiscalizados, o que levou ao encaminhamento de envolvidos à delegacia. Ele informou que foram lavrados três autos de prisão em flagrante relacionados a crimes de poluição.

A operação reuniu 48 agentes da Polícia Militar, incluindo Força Tática, Batalhão Ambiental e Inteligência, além de 24 policiais civis, 11 servidores da Sorp, 8 agentes do Corpo de Bombeiros Militar e 4 da Politec.

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