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POLÍTICA NACIONAL

Dra. Eudócia quer investigação sobre supostos vínculos entre BMG e Banco Master

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) informou que protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo, explicou ela, é investigar possíveis relações entre o Banco BMG, que atuou no mercado de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, e o Banco Master.

— O esquema do BMG com os consignados é o mesmo do Master. A gente está vendo aqui a mesma história. O dono do BMG, por sinal, é sócio de Vorcaro numa empresa criada para emprestar dinheiro para sócios de um clube de futebol em Minas Gerais. Por todo esse conjunto de evidências, protocolei o pedido para a criação da CPMI do BMG e do Master — declarou.

Além disso, a senadora voltou a criticar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), citando reportagem da Folha de S.Paulo e declarações de um advogado sobre supostas ligações do parlamentar com operações do Banco BMG. Ela também cobrou esclarecimentos sobre a relação de Renan com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. E contestou o projeto apresentado por Renan, o PL 2.502/2026para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cubra prejuízos de fundos públicos de previdência que investiram em produtos do Banco Master.

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— Em vez de defender que o próprio Vorcaro arque com os prejuízos, como deveria ser, ele quer que essa conta seja paga por todos nós, brasileiros. Eu fiz várias perguntas ao senador Renan Calheiros, duas semanas atrás, sobre sua ligação com o Vorcaro. Ele, como de costume, fugiu das respostas e preferiu fazer um ataque machista contra mim em um vídeo — protestou ela.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Congresso recebe Agenda Legislativa Mulheres do Brasil na próxima quarta

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O Congresso Nacional terá sessão solene na quarta-feira (10) — a partir das 10h no Plenário do Senado — para receber a Agenda Legislativa Mulheres do Brasil. A sessão foi requerida pelas senadoras Daniella Ribeiro (PP-PB) e Professora Dorinha Seabra (União -TO) e pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O grupo Mulheres do Brasil, criado em 2013, é uma rede civil suprapartidária que reúne mais de 140 mil mulheres no Brasil e em outros países em prol da melhoria de políticas públicas.

— A construção de uma agenda legislativa voltada às mulheres é resultado da mobilização de quem conhece os desafios vividos diariamente por brasileiras de diferentes realidades. O Congresso tem a responsabilidade de ouvir essas vozes e transformar essas demandas em políticas efetivas. Quando as mulheres avançam, toda a sociedade avança junto — afirmou Dorinha nesta quarta-feira (3).

As parlamentares informam que o grupo articula ações com o poder público, o setor privado e a sociedade civil em áreas como combate à violência contra mulheres e meninas, autonomia econômica, inclusão produtiva, saúde, proteção social, sustentabilidade, entre outros. Assim, atua com mobilização social, articulação institucional e formulação de propostas para o aprimoramento de políticas públicas.

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O documento que será apresentado ao Senado reúne propostas em eixos temáticos, “com impacto direto na vida das mulheres e no cotidiano da sociedade”. Para as parlamentares, a agenda vai contribuir com o processo legislativo, com o aprimoramento de políticas públicas e com a integração de iniciativas da sociedade civil.

Mulheres na sociedade

As autoras do requerimento explicam que a Agenda Legislativa Mulheres do Brasil foi subsidiada com análise de proposições em tramitação no Congresso e com as prioridades identificadas nos comitês e núcleos do grupo espalhados pelo país. Um exemplo de projeto que tem apoio do grupo é o PLP 121/2025, que institui a Agenda Transversal das Mulheres na administração pública com o objetivo de eliminar a violência e a discriminação social, política e econômica contra as mulheres. A autora da proposta é a senadora Daniella Ribeiro.

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O texto determina que a agenda seja formulada e gerida a partir de revisões de estruturas, processos e políticas para identificar desigualdades de gênero — explícitas ou ocultas — e adoção de medidas para enfrentar suas causas, levando em conta recortes de raça, etnia, idade, orientação sexual e território. Também prevê investimento em transparência digital e estímulo à participação social. 

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Outro exemplo que está na lista da agenda é o PLP 41/2026, que cria um sistema nacional de combate à violência contra a mulher e destina R$ 5 bilhões para o combate ao feminicídio. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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