Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Ministério da Saúde abre inscrições para curso de epidemiologia de campo

Publicado em

O Ministério da Saúde (MS) abriu processo seletivo para a 23ª Turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) no nível avançado. As informações estão disponíveis no Edital nº 11/2026 e as inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma eletrônica do EpiSUS, até 30 de agosto de 2026. O início das atividades está previsto para 1º de março de 2027.

Podem se candidatar profissionais de nível superior das áreas de biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva/saúde pública e terapia ocupacional, entre outras áreas correlatas. Devem possuir pós-graduação concluída em áreas relacionadas à epidemiologia, vigilância em saúde ou saúde coletiva e, pelo menos, três anos de experiência profissional em serviços de saúde nas áreas de vigilância epidemiológica, sanitária, hospitalar, ambiental ou em atenção primária.

Os candidatos selecionados deverão residir na capital federal durante os dois anos de treinamento, com disponibilidade para atuação em qualquer localidade do país ou do exterior. Estão abertas à concorrência 12 vagas, sendo 10 destinadas a candidatos brasileiros, natos ou naturalizados, e duas a candidatos de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da Região das Américas.

Da formação à prática nos serviços de vigilância

A enfermeira Mariana Sanches de Mello, de 36 anos, participou da 19ª turma do EpiSUS avançado em 2022 e esteve em uma investigação de campo em área indígena localizada em Roraima, em 2023, como parte das atividades práticas da formação. A profissional reside em Belo Horizonte, atua na Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e declara que as informações e vivências do curso fazem parte da sua rotina de trabalho.

Advertisement

“Os conhecimentos absorvidos no EpiSUS estão presentes nas investigações de casos e surtos, na análise e interpretação de informações epidemiológicas, na avaliação da qualidade dos dados e, principalmente, na tomada de decisões. As habilidades metodológicas adquiridas, assim como o domínio de ferramentas para análise de dados, fazem parte do meu dia a dia e demonstram que o conhecimento desenvolvido durante a formação é plenamente aplicável à prática dos serviços de vigilância. Mais do que ensinar técnicas, o EpiSUS prepara profissionais capazes de transformar informações em ações coordenadas, com impactos mensuráveis e reais para a saúde da população”, explica.

Leia Também:  Cooperação técnica entre Brasil-Angola promove qualificação sobre assistência a pacientes queimados

Segundo ela, o diferencial do programa é a formação em serviço. “Vivenciar investigações epidemiológicas, responder a emergências em saúde pública, desenvolver estudos e apoiar decisões em cenários reais proporciona um aprendizado que dificilmente seria alcançado apenas em sala de aula. É uma formação que ensina não apenas a aplicar métodos epidemiológicos, mas também a compreender os desafios cotidianos dos serviços, considerando os contextos sociais e a realidade dos territórios para construir soluções viáveis e efetivas”.

Mariana conta que um exemplo recente foi a implantação da Vigilância Sentinela das Doenças Invasivas Bacterianas em Minas Gerais. Desde a análise das bases de dados até a definição de indicadores, a elaboração de protocolos e a articulação entre vigilância, assistência e laboratório, a iniciativa foi sustentada por competências desenvolvidas durante o EpiSUS. “Essa experiência reforçou, na prática, como a epidemiologia aplicada é capaz de transformar dados em estratégias concretas para fortalecer a resposta do sistema de saúde”.

Etapas do processo seletivo

O processo é composto por três etapas eliminatórias e classificatórias: análise curricular com base na formação acadêmica e na experiência profissional; entrevista por videoconferência com arguição sobre conhecimentos gerais, motivação e resolução de situações-problema; avaliação presencial de conhecimentos e habilidades em epidemiologia aplicada, realizada em Brasília, ao longo de cinco dias.

Advertisement

Os candidatos selecionados e com vaga homologada recebem bolsa mensal concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante os dois anos de formação, além de auxílios para deslocamento e participação em eventos técnico-científicos, conforme o Regulamento Interno do Programa.

Leia Também:  IML de Barra do Garças chega a dois meses de interdição ética sem definição pública sobre reabertura

Sobre o programa

O EpiSUS é um programa de formação em serviço, com duração de dois anos e dedicação exclusiva, voltado à capacitação de profissionais de nível superior para atuação em epidemiologia de campo. A formação tem carga horária mínima de 3.600 horas presenciais, das quais aproximadamente 80% correspondem a atividades práticas e 20% a atividades teóricas.

O EpiSUS integra a Rede Internacional de Programas de Treinamento em Epidemiologia e Intervenções em Saúde Pública (TEPHINET) e tem como finalidade formar epidemiologistas de campo capazes de apoiar ações de preparação, vigilância e resposta a eventos em saúde pública de interesse nacional ou internacional.

Na prática, os profissionais são capacitados para investigar surtos e eventos de saúde pública, analisar dados epidemiológicos e apoiar a definição de medidas de prevenção e controle. Esse trabalho pode contribuir, por exemplo, para identificar as causas de um aumento inesperado de casos de uma doença específica e subsidiar a adoção de medidas de resposta naquele local.

Advertisement

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

SAÚDE

Meu SUS Digital oferecerá até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas

Published

on

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a disponibilizar, a partir desta terça-feira (4), até 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas. O serviço disponibiliza atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, com orientação e acompanhamento profissional, além de suporte aos familiares. A iniciativa amplia o acesso ao cuidado em saúde mental e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Durante agenda na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou o passo a passo para acessar a plataforma e destacou a importância do teleatendimento. “Muitas vezes, as pessoas não procuram ajuda por vergonha ou estigma. Com o autoteste e o teleatendimento, elas podem identificar sinais de risco e se sentir mais à vontade fazendo esse atendimento em casa, pelo celular”, ressaltou. 

O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa. A equipe é formada por profissionais de psicologia, enfermeiros e outros profissionais de saúde capacitados para oferecer escuta qualificada, com uma abordagem acolhedora, sem julgamentos e centrada nas necessidades de cada pessoa.

Quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação sobre a nova oferta do teleatendimento, com a mensagem: “O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento”. O recado é importante para que mais pessoas conheçam o serviço e tenham acesso oportuno ao atendimento.

O serviço de teleatendimento voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas iniciou em março, com oferta inicial de 600 atendimentos mensais, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Diante da alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital, a capacidade de atendimento foi ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais.

Advertisement

Como acessar

Leia Também:  Cooperação técnica entre Brasil-Angola promove qualificação sobre assistência a pacientes queimados

Para acessar o serviço, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital com a conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em “Miniapps” e selecionar a opção “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”. Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS.

Na plataforma, é preciso aceitar o Termo de Uso para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário sobre sua situação. Em seguida, o usuário preenche seus dados cadastrais, informa se o atendimento é destinado ao próprio apostador ou a um familiar, escolhe a forma de contato e finaliza a solicitação.

Ao concluir essa etapa, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento do pedido. Após o agendamento da consulta, o usuário recebe automaticamente a confirmação do atendimento, o link para a videochamada, orientações para a preparação da consulta e lembretes sobre o horário e os equipamentos necessários.

As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana. O profissional de psicologia poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial.

Advertisement

Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), as pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas podem contar com serviços como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Atualmente, o Brasil conta com 3.120 CAPS em funcionamento, distribuídos por todo o território nacional.

Leia Também:  Meu SUS Digital oferecerá até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas

Sinais de alerta

Entre os sinais que podem indicar uma relação problemática com jogos e apostas estão alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando, dificuldade para reduzir ou interromper as apostas e sentimentos de culpa ou vergonha. Também merecem atenção comportamentos como esconder ou mentir sobre as apostas, comprometer o orçamento ou as relações pessoais e profissionais e recorrer aos jogos como forma de lidar com situações de estresse, ansiedade ou frustração.

Plataforma de autoexclusão

O Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda mantêm, em parceria, o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, iniciativa voltada ao monitoramento dos impactos das apostas na saúde e ao desenvolvimento de ações de prevenção e cuidado. Entre as ferramentas disponibilizadas pelo observatório está a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao cidadão solicitar o bloqueio voluntário do CPF para impedir o acesso às plataformas de apostas autorizadas.

Advertisement

Mais de 1 milhão de pessoas já solicitaram a autoexclusão do CPF por meio da ferramenta. Entre os usuários, 35% indicaram a perda de controle sobre o jogo como motivo para a solicitação. Outros motivos informados foram a decisão voluntária de interromper as apostas (15,26%), dificuldades financeiras (11,82%) e recomendação de profissional da área da saúde (1,32%).

Só no período da Copa do Mundo, de 11 de junho a 19 de julho, 387.645 cidadãos solicitaram o bloqueio do CPF. O número representa 38% do total de autoexclusões registradas pela plataforma.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA