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Violência doméstica

Homem é preso em flagrante após agredir mulher em plantação de milho em MT

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prisao violencia domestica canarana

Vítima de 39 anos sofreu socos, chutes e enforcamentos. Suspeito mantinha arma de fogo escondida em caminhonete e alegou à polícia também ter sido agredido.

Policiais militares do 13º Comando Regional prenderam em flagrante, na madrugada desta sexta-feira (24.7), um homem de 41 anos em Canarana, suspeito de violência doméstica e ameaça contra uma mulher. O fato foi gerado a partir de um texto base distribuído institucionalmente.

A ocorrência, que teve início após uma discussão motivada por ciúmes, escalou para violência física e ameaças de morte. A situação resultou na autuação do denunciado também por porte ilegal de arma de fogo.

Dinâmica das agressões e isolamento

Segundo os dados da apuração original, a mulher relatou que mantém um relacionamento com o suspeito desde fevereiro e que ambos residiam juntos há cerca de dois meses. A escalada da violência ocorreu após um desentendimento. O material pontua, ipsis litteris: “Após uma discussão motivada por ciúmes, o homem passou a agredi-la com socos e chutes.”

Para agravar a situação, o suspeito isolou a vítima. O texto da denúncia detalha de forma exata que “a vítima informou ainda que o suspeito a colocou em uma caminhonete e a levou até uma região plantação de milho”, local onde o quadro de agressão se intensificou.

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Nesta zona rural, o homem “continuou com as agressões físicas, enforcamentos e ameaças de morte com uma arma de fogo”, conforme o relato colhido pelas autoridades policiais.

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Localização da arma e versão do suspeito

Além da violência física, o uso do armamento foi um fator central da ocorrência. A vítima indicou o paradeiro do armamento utilizado nas ameaças. O documento oficializa que “a mulher relatou que o suspeito possuía uma arma de fogo escondida na caminhonete, que estava estacionada na oficina onde ele trabalhava.”

Com base nestas informações, os militares do 13º Comando Regional realizaram buscas, identificaram e localizaram o suspeito. No momento da abordagem e confronto dos fatos, o homem apresentou sua versão sobre os ferimentos. O registro aponta que, ipsis litteris: “À PM, ele relatou que também havia sido agredido durante a discussão.”

Durante a vistoria, os policiais de fato encontraram a arma de fogo escondida no veículo do denunciado, confirmando o relato inicial da vítima. Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado à delegacia do município para o registro oficial do boletim de ocorrência e providências legais cabíveis.

Canais de denúncia

A sociedade mato-grossense possui meios oficiais para comunicar crimes deste tipo de forma anônima. A contribuição com as ações da Polícia Militar pode ser feita de qualquer cidade do Estado por meio dos números 190 ou pelo Disque-denúncia no 0800.065.3939.

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Glossário — Entenda os termos

  • Flagrante: Prisão efetuada no exato momento em que o crime está sendo cometido ou logo em seguida, antes que a situação se desfaça.
  • Autuado: Indivíduo contra quem a autoridade policial lavrou o auto de infração ou de prisão devido à comprovação preliminar do crime.
  • Porte ilegal: Transportar ou manter consigo arma de fogo fora de sua residência ou local de trabalho sem a devida autorização (porte) do Estado.
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EXCLUSIVO:Mato Grosso prende 13,8% mais em um ano e estoura a capacidade das prisões

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encarceramento em Mato Grosso

A população prisional cresce 13,8% em um ano, a quarta maior alta do país, e as vagas encolhem enquanto os homicídios recuam

A população prisional de Mato Grosso cresceu 13,8% em um único ano, a quarta maior alta do país, e passou a superar a capacidade das unidades. O estado passou de 19.606 para 22.636 pessoas encarceradas entre 2024 e 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O salto ocorreu no mesmo período em que os homicídios caíram mais de 20% no estado.

Encarceramento em Mato Grosso sobe 13,8%

A taxa de encarceramento de Mato Grosso subiu de 511,1 para 581,4 presos por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025. O aumento ficou atrás apenas dos registrados por Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul, entre as unidades da federação com dados comparáveis, e foi mais que o dobro do avanço nacional.

No conjunto do país, a taxa passou de 427,9 para 452,0 presos por 100 mil habitantes, alta de 5,6%. O Brasil chegou a 960.976 pessoas no sistema penitenciário em 2025, ante 905.843 no ano anterior. Com a taxa de 581,4, Mato Grosso encarcera cerca de 29% mais pessoas, em proporção à população, do que a média brasileira, e terminou o período com a nona maior taxa entre os estados.

O número de presos apenas no sistema penitenciário, sem contar a custódia policial, saiu de 19.548 para 22.557 em doze meses, um acréscimo de mais de três mil pessoas. A parcela sob custódia das polícias, bem menor, subiu de 58 para 79, na contramão do país, onde esse grupo recuou de 3.751 para 3.692 pessoas. Somadas as duas, o estado encarcerava 22.636 pessoas ao fim de 2025, quase todo o acréscimo concentrado nas unidades penitenciárias.

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Menos vagas, mais presos

Enquanto prendia mais, o estado perdeu vagas. O sistema penitenciário mato-grossense tinha 22.204 vagas em 2024 e passou a 21.178 em 2025, uma redução de mais de mil lugares. A combinação de mais presos com menos vagas inverteu a relação entre lotação e capacidade.

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Em 2024, havia folga: a razão entre presos e vagas era de 0,9, com mais lugares do que detentos e nenhum déficit registrado. Em 2025, o indicador chegou a 1,1, e o sistema acumulou um déficit de 1.379 vagas. O número significa que, ao fim do ano, o estado tinha mais presos do que lugares oficialmente disponíveis nas unidades penais, o oposto do que ocorria doze meses antes.

Mesmo com a piora, a superlotação de Mato Grosso ainda é menor que a média nacional, onde há 1,4 preso para cada vaga. A diferença está na direção: no país, essa razão ficou estável entre 2024 e 2025, enquanto no estado subiu de 0,9 para 1,1.

Mais de um terço sem condenação definitiva

Parte do crescimento vem de presos ainda sem condenação. Os provisórios de Mato Grosso passaram de 7.108 para 8.550 entre 2024 e 2025, e sua participação no total subiu de 36,3% para 37,8%. Mais de um terço da população prisional do estado aguarda julgamento.

O peso desse grupo pressiona diretamente as vagas, já que cada pessoa detida sem condenação ocupa um lugar no sistema enquanto espera a decisão da Justiça. O número de provisórios cresceu cerca de 20% no período, ritmo superior ao do conjunto da população prisional.

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A proporção coloca Mato Grosso na quinta posição do país em fatia de presos provisórios, atrás de Bahia, Piauí, Minas Gerais e Pernambuco. O índice está bem acima da média nacional, de 25,7%. Os condenados seguem maioria, com 14.086 pessoas, mas perderam participação relativa, ao caírem de 63,7% para 62,2% do total. O grupo sem julgamento definitivo cresceu mais rápido que o de sentenciados no período.

Mortes atrás das grades recuam

Na contramão da lotação, os óbitos registrados no sistema prisional caíram. As mortes por causas naturais ou de saúde passaram de 15 para 9 entre 2024 e 2025, e as de origem criminal, de 12 para 6. As duas categorias medidas pelo levantamento recuaram no período, mesmo com o aumento do número de presos.

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Prende mais, mata menos

O aumento do encarceramento coincidiu com a forte queda dos homicídios no estado. No mesmo intervalo, a taxa de homicídios dolosos de Mato Grosso caiu 22,1%, a quarta maior redução do país. Os dois movimentos, em sentidos opostos, alimentam a discussão sobre a relação entre prender e conter a violência.

O debate tem dois lados conhecidos. De um, a ideia de que retirar mais pessoas de circulação reduz a prática de crimes. De outro, a constatação de que a queda de homicídios costuma responder a uma combinação de fatores, e que ampliar o encarceramento tem custo elevado sem resultado assegurado sobre a violência. Os números de 2025 alimentam a controvérsia, sem encerrá-la.

Os dados do anuário não permitem estabelecer relação de causa entre um fenômeno e outro. Eles registram que o encarceramento cresceu e que os homicídios caíram no mesmo período, sem demonstrar que um explica o outro. A variação das mortes violentas depende de múltiplos fatores, e o recorte do levantamento não isola a contribuição do encarceramento.

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Os dados de 2025 do sistema prisional foram compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A continuidade da alta das prisões e a evolução do déficit de vagas dirão se a superlotação registrada em 2025 se aprofunda nos próximos anos.

 

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