TECNOLOGIA
Investimento de R$ 12,6 milhões amplia diagnósticos e fortalece pesquisa em saúde no Nordeste
O acesso a diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes começa dentro de um laboratório. Foi com o objetivo de aproximar a ciência da vida das pessoas que a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anunciou nesta segunda-feira (4) a expansão do Laboratório Multiusuário de Pesquisa Translacional e do Biobanco do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). A iniciativa, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), prevê investimento de R$ 12,6 milhões para fortalecer a pesquisa em saúde e ampliar a oferta de exames especializados no Nordeste. O recurso é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Durante a visita ao Imip, no Recife (PE), a titular da pasta conheceu os detalhes do projeto, que inclui a modernização da infraestrutura, aquisição de equipamentos e incorporação de tecnologias avançadas, como o sequenciamento genômico. A proposta também prevê capacitação de profissionais e apoio a estudos científicos, com impacto direto na qualidade do atendimento à população.
Com a ampliação, a capacidade de realização de testes genéticos e celulares poderá crescer em até cinco vezes, reduzindo custos e permitindo análises mais precisas, inclusive do genoma humano. A estrutura do laboratório passará de 265 m² para 340 m², com expansão do parque tecnológico de 44 para 78 equipamentos.
“Quando apostamos em investimentos assim, estamos apostando em diagnósticos mais rápidos e precisos, em maior capacidade para investigar doenças e em esperança para milhares de famílias brasileiras”, afirmou a ministra Luciana Santos.
A iniciativa integra a chamada Proinfra Desenvolvimento Regional Norte, Nordeste e Centro-Oeste, lançada para desconcentrar recursos e fortalecer a infraestrutura científica em regiões historicamente menos atendidas. O projeto tem prazo de execução de 36 meses.
A superintendente-geral do Imip, Tereza Campos, destacou o papel histórico da instituição na integração entre assistência, ensino e pesquisa. “Isso é fruto de um passado e de um presente de governos que apostam na ciência. O Imip devolve à sociedade resultados concretos, seja na assistência, seja na produção de conhecimento”, disse.
Com 66 anos de atuação, o instituto mantém linhas de pesquisa em áreas como oncologia, doenças raras, imunologia e neurologia, além de parcerias nacionais e internacionais. O biobanco da instituição é referência no estado, com destaque para o armazenamento e estudo de tumores.
Para a vereadora do Recife Cida Pedrosa, que acompanhou a visita da ministra, o investimento fortalece a soberania nacional e melhora a qualidade de vida da população. “Investir em ciência é investir em cuidado com o povo. Aqui, o conhecimento chega à ponta e transforma vidas”, afirmou.
A visita também reforçou o papel da pesquisa translacional, que conecta descobertas científicas a soluções aplicadas no sistema de saúde. Ao integrar laboratório, diagnóstico e atendimento, a iniciativa amplia a capacidade de resposta a desafios complexos, como doenças raras e câncer, e contribui para o desenvolvimento científico do País.
TECNOLOGIA
MCTI reforça ações de prevenção ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) intensificou, em 2026, suas ações de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho. As iniciativas fazem parte da adesão do órgão ao Programa de Enfrentamento e Prevenção ao Assédio e à Discriminação (Ecoa), política estruturante do Governo do Brasil para a promoção de ambientes mais seguros, respeitosos e inclusivos.
No âmbito do MCTI, a agenda inclui campanhas internas de conscientização, capacitações periódicas para servidores e colaboradores, além do fortalecimento dos canais de escuta e acolhimento. As ações buscam não apenas informar sobre o que caracteriza o assédio moral, sexual e outras formas de intimidação, mas também orientar sobre prevenção e caminhos disponíveis para denúncia.
Entre as medidas adotadas, o ministério estruturou fluxos internos para atendimento de casos, com atuação integrada de áreas como ouvidoria, corregedoria e gestão de pessoas. O objetivo é garantir tratamento adequado às denúncias, com proteção à vítima e a garantia dos princípios de confidencialidade e imparcialidade.
Outro eixo importante é o investimento em ações educativas. O MCTI tem promovido atividades e distribuído materiais informativos que reforçam valores como respeito, ética e responsabilidade no serviço público. A campanha mais recente contou com peças visuais com frases como O Assédio Reflete em Você e Respeitar as Mulheres Não é Favor, é um Dever de Cidadania espalhadas pela sede do ministério. A estratégia acompanha as diretrizes do Ecoa, que orienta os órgãos federais a atuarem de forma preventiva, com foco na mudança de cultura organizacional.
As iniciativas do ministério também dialogam com a política de integridade pública, fortalecendo mecanismos de governança e transparência. Ao integrar prevenção, acolhimento e responsabilização, o MCTI busca consolidar práticas institucionais alinhadas aos princípios da administração pública e às demandas contemporâneas por ambientes de trabalho mais justos.
Com a ampliação dessas ações, o ministério reafirma seu compromisso com a valorização das pessoas e com a promoção de um ambiente institucional baseado no respeito e na dignidade.
Servidores capacitados em prevenção e enfrentamento ao assédio
Como parte do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, servidores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participaram do curso on-line Prevenção e Enfrentamento do Assédio Sexual e Moral, da Escola Virtual de Governo.
“Melhorar o ambiente de trabalho e capacitar os servidores para lidar com o tema do assédio e da discriminação é essencial para garantir relações profissionais respeitosas, seguras e saudáveis, bem como para promover a dignidade humana e proteger a saúde física e mental das pessoas”, reforça o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno (AECI) do ministério, Fernando Roriz.
O curso tem carga horária de seis horas e deve ser feito por toda a força de trabalho do ministério, servidores e colaboradores. A capacitação está disponível para qualquer interessado, mesmo que não seja servidor. Basta se cadastrar na plataforma.
“Juntos promoveremos a transformação da cultura organizacional do MCTI, fortalecendo práticas institucionais que valorizem a diversidade, a igualdade e a integridade no serviço público, fortalecendo o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no nosso País”, afirma a ministra Luciana Santos
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