TECNOLOGIA
MCTI e CNPq lançam edital de R$ 2,5 milhões para apoiar eventos de inovação e empreendedorismo
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão vinculado ao MCTI, lançaram nesta sexta-feira (8) uma chamada pública que vai apoiar eventos de promoção do empreendedorismo e da inovação em todo o Brasil. O investimento previsto é de R$ 2,5 milhões para financiar encontros nacionais e internacionais no País, com foco na troca de conhecimento, no fortalecimento de redes de colaboração e no estímulo a novos negócios inovadores.
A chamada tem como objetivo apoiar atividades que contribuam para o fortalecimento de ambientes inovadores e para a integração entre universidades, centros de pesquisa, startups, empresas, investidores e gestores públicos. Entre os formatos contemplados estão congressos, conferências, seminários, fóruns e encontros temáticos. Serão elegíveis ações regulares de grande porte, promovidas anualmente, ou a cada dois anos, por entidades científicas, tecnológicas ou de inovação, com histórico mínimo de três edições, incluindo a atual. O edital estabelece ainda que empreendedorismo e inovação devem ser os temas centrais.
Eventos como esses impulsionam a criação de produtos e serviços inovadores, além de estimular a competitividade nacional e fortalecer um ecossistema empreendedor mais dinâmico, sustentável e inclusivo. Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel de Almeida Filho, a chamada pública é estratégica para o futuro do País. “Essas iniciativas são decisivas para a difusão de conhecimento, a geração de negócios e a valorização da cultura empreendedora. Por isso, esse recurso é um importante instrumento de fortalecimento do nosso ecossistema nacional de inovação”, analisou.
Para o coordenador-geral de Promoção à Inovação e ao Transbordamento do Conhecimento em CT&I do CNPq, Marcio de Oliveira, a chamada pública tem foco especial em empreendedores. “O CNPq sempre apoiou firmemente a ciência e a tecnologia no Brasil, mas também estamos fortalecendo a inovação e o empreendedorismo no País, e esta chamada atende justamente esse nicho específico.”
As submissões ocorrerão em duas rodadas, de acordo com o período de realização dos eventos. O prazo da primeira rodada, para eventos no segundo semestre de 2026, vai até 28 de maio, com divulgação dos resultados prevista para junho deste ano. Os recursos serão distribuídos em duas faixas de financiamento: até R$ 200 mil para eventos internacionais e até R$ 150 mil para nacionais.
TECNOLOGIA
Governo do Brasil lança edital de arborização e mapeamento de ilhas de calor
O Governo do Brasil anunciou a destinação de R$ 19 milhões para o financiamento de projetos de arborização e da plataforma Geocau de mapeamento de calor. Os anúncios ocorreram durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, em Brasília (DF). As ações integram o projeto CITinova II, estruturado por meio de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Cidades.
Nos últimos 11 anos, o mundo tem enfrentado os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO). Esses impactos são sentidos mais intensamente nas cidades. Por isso, o edital ArborizaCidades alocará os R$ 19 milhões a partir do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo Clima. A chamada pública é direcionada a municípios com população de 20 mil a 750 mil habitantes, com teto de R$ 2 milhões por projeto e prazo de execução de 36 meses.
Na área de monitoramento, o sistema Geocau foi desenvolvido com a Embrapa Agricultura Digital. A plataforma cruza dados de temperatura com a malha de setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de ilhas de calor em todos os municípios brasileiros. Como suporte, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, composta por cinco volumes. A publicação contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil.
Impactos climáticos
A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade (CGEB), Claudia Morosi Czarneski, relatou a centralidade das áreas urbanas no cenário climático. “É nelas que se concentra a maior parte da população, da atividade econômica e das emissões de gases de efeito estufa.” Segundo a coordenadora, os impactos climáticos, como enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.
Para mitigar esses efeitos, o governo utiliza Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Czarneski detalhou que “áreas verdes, corredores ecológicos, parques urbanos, arborização e sistemas naturais de drenagem são exemplos de intervenções que geram múltiplos benefícios: reduzem riscos, melhoram a qualidade de vida, fortalecem a resiliência e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas”. Ela acrescentou que a expansão dessas áreas e a arborização podem reduzir as temperaturas e combater ilhas de calor.
Financiamento e articulação
A viabilização econômica das propostas é um dos eixos do projeto CITinova II. A coordenadora definiu a iniciativa como uma ação que “reconhece a complexidade dos desafios urbanos e busca integrar planejamento, governança e financiamento para promover transformações estruturais”.
Sobre a mobilização de capital, Claudia pontuou a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros nacionais. “Isso significa mobilizar recursos e criar condições para que projetos com foco em clima e biodiversidade sejam estruturados de forma adequada, tornando-se financiáveis e atrativos”. O objetivo é apoiar estados e municípios na incorporação das temáticas de clima desde a concepção das iniciativas.
O Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes é promovido pelo MMA, em parceria com Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Cool Coalition, além do apoio da C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. Atualmente, o programa tem a adesão de 1,3 mil municípios (23% do total nacional) e a iniciativa AdaptaCidades presta assistência técnica a 581 prefeituras, englobando 53 milhões de pessoas.
A programação também inclui o Programa Mutirão Brasil, com sessões técnicas sobre planejamento climático na Amazônia e gestão de resíduos, além da apresentação da Bússola Climática, ferramenta baseada em inteligência artificial para apoio à tomada de decisão climática com base em dados. Conforme concluiu Czarneski, “o enfrentamento do calor extremo e das mudanças climáticas exige ação coordenada, inovação e compromisso”.
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