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Feriado de 15 de Novembro: O que funciona em Cuiabá e Várzea Grande

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No próximo feriado de 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, os moradores de Cuiabá e Várzea Grande devem estar atentos às alterações nos serviços públicos e privados.

Comércio

O comércio de rua e os shoppings estão autorizados a funcionar normalmente. Conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de Cuiabá e Várzea Grande, os empresários que optarem por abrir seus estabelecimentos devem remunerar as horas trabalhadas em dobro, incluindo as comissões de vendas.

Órgãos Públicos

As repartições públicas estaduais e municipais não terão expediente no feriado. Entretanto, serviços essenciais como saúde, segurança pública e coleta de lixo continuarão operando para atender à população.

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Bancos

As agências bancárias estarão fechadas no dia 15 de novembro. Contas com vencimento na data poderão ser pagas no próximo dia útil sem acréscimo de juros. Os canais de autoatendimento, como caixas eletrônicos e aplicativos bancários, permanecerão disponíveis para operações básicas.

Serviços Essenciais

Unidades de saúde de urgência e emergência, como UPAs e hospitais municipais, funcionarão normalmente. A coleta de lixo e a manutenção de serviços básicos também serão mantidas para garantir o bem-estar da comunidade.

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Eclipse com “lua de sangue” poderá ser visto em Mato Grosso

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O céu de agosto reserva dois eclipses, e apenas um deles interessa a quem vai olhar para cima em Mato Grosso. O eclipse solar total do dia 12 fica restrito ao hemisfério norte, sem qualquer visibilidade no Brasil. Já o eclipse lunar da virada de 27 para 28 de agosto será observável de todo o território nacional, a olho nu, sem equipamento e sem precisar sair da cidade.

Em Cuiabá e nas demais cidades do estado, a fase interessante começa às 22h33 do dia 27, quando a sombra da Terra passa a avançar visivelmente sobre o disco lunar. O ponto máximo ocorre às 0h12 do dia 28, já na madrugada de sexta-feira. Os horários seguem o fuso de Mato Grosso, uma hora atrás de Brasília, onde o mesmo instante marca 23h33 e 1h12. A fase parcial se estende por cerca de três horas e 18 minutos.

Tecnicamente, o fenômeno é um eclipse parcial. Na prática, chega perto do limite. Os cálculos da Nasa apontam magnitude umbral de 0,930, o que significa que 93% do diâmetro da Lua entrará na umbra, a parte central e mais escura da sombra terrestre. A porção encoberta não desaparece: ganha um tom avermelhado, resultado da luz solar que atravessa a atmosfera da Terra e é desviada para a superfície lunar.

“Este eclipse será apenas parcial, mas será quase total, já que 93% da Lua vai entrar na sombra escura da Terra”, afirmou a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, em entrevista divulgada pela instituição.

A posição da Lua no céu favorece o observador brasileiro. No momento de maior cobertura, o satélite estará alto, o que dispensa a busca por mirantes, morros ou horizontes abertos. Um quintal, uma varanda ou uma rua com pouca iluminação artificial bastam. A duração longa também dá margem a nuvens passageiras sem que a observação se perca.

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Por que a Lua fica vermelha

Dentro da umbra, a Lua não fica no escuro absoluto. Ela continua recebendo luz do Sol, só que filtrada pela atmosfera da Terra. O ar espalha os tons azuis e deixa passar os avermelhados — o mesmo processo que tinge o céu no fim da tarde. Essa luz vermelha é desviada pela borda da atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar, o que dá ao disco eclipsado a cor de cobre.

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A intensidade do tom varia. Quanto mais poeira, fumaça e nuvem houver na atmosfera no momento do eclipse, mais escura fica a Lua. Em anos de grandes erupções vulcânicas, o disco chega a quase sumir da vista.

O eclipse lunar só acontece na Lua cheia, quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem. Como a órbita lunar é inclinada cerca de cinco graus em relação ao plano da órbita terrestre, o alinhamento perfeito não se repete todo mês — daí a raridade relativa do fenômeno.

A sombra projetada pela Terra tem duas camadas. A penumbra é uma sombra branda, que escurece a Lua de forma quase imperceptível. A umbra é a região central, onde a luz solar direta fica bloqueada. O eclipse penumbral costuma passar despercebido; o parcial e o total acontecem quando a Lua penetra a umbra.

Segundo o Observatório Nacional, este será o último eclipse lunar de grande magnitude visível de todo o país até o fim da década. Os previstos para 2027 são penumbrais. Em 2028, os dois parciais terão coberturas bem menores, inferiores a 3% e a 33%.

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O eclipse do Sol, e por que ele não chega aqui

O fenômeno do dia 12 é de outra natureza. Nele, a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol e projeta uma sombra estreita sobre a superfície do planeta. Só quem está dentro dessa faixa vê o Sol completamente encoberto.

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A trajetória começa no extremo norte da Sibéria, na Rússia, cruza o Oceano Ártico, passa pela Groenlândia e pela Islândia e atinge a Europa continental no fim da tarde. Na Espanha, a faixa de totalidade se estende da costa norte — com Oviedo, A Coruña e Bilbao — até as Ilhas Baleares, e uma pequena área de Portugal também é alcançada. No ponto de maior eclipse, em águas internacionais, a totalidade dura pouco mais de dois minutos.

Fora dessa faixa, o Sol aparece apenas parcialmente coberto. É o caso da França, de boa parte da Europa, do norte da África e de trechos da América do Norte. O Brasil fica fora de qualquer uma das duas condições.

O eclipse solar total resulta de uma coincidência geométrica. O Sol tem diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, mas está aproximadamente 400 vezes mais distante. Os dois discos, vistos da Terra, acabam com tamanho aparente semelhante.

Proteção só é exigida no eclipse solar

A diferença de segurança entre os dois fenômenos é absoluta. O eclipse lunar não oferece risco algum: pode ser acompanhado a olho nu, com binóculo ou telescópio, do começo ao fim.

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Já o eclipse solar exige filtro certificado pela norma ISO 12312-2 ou máscara de solda com vidro número 14. Óculos escuros comuns, chapas de raio X, filmes fotográficos, vidros escurecidos e telas de celular não protegem a retina. A exposição direta sem filtro adequado pode causar lesão permanente na visão.

Quem quiser acompanhar o eclipse solar de longe encontra transmissões ao vivo. A Agência Espacial Europeia exibe o fenômeno em seu canal no YouTube, e o Observatório Nacional também transmite os dois eventos gratuitamente pela mesma plataforma.

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