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Cuiabá caminha para 39°C no domingo, e Mato Grosso volta ao alerta laranja de baixa umidade

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calor em Cuiabá

Modelos apontam aquecimento diário na capital até 9 de agosto; o aviso mais severo do INMET vale para o nordeste do estado, onde a umidade pode cair a 12%

A máxima em Cuiabá deve subir a cada tarde desta semana até chegar a 39°C no domingo, 9 de agosto. O número aparece nas previsões estendidas do painel meteorológico do Google e do Ventusky, que convergem para o mesmo valor no mesmo dia.

O aquecimento é gradual. O painel do Google projeta 36°C nesta terça-feira, 37°C de quarta a sexta, 38°C no sábado e 39°C no domingo. O Ventusky diverge um pouco nos primeiros dias, mas repete 37°C na quinta e na sexta, 38°C no sábado e 39°C no domingo.

Vale a ressalva de sempre para previsão de fim de semana: 39°C é saída de modelo a seis dias, não medição. O valor pode mudar a cada nova rodada, e quanto mais distante o horizonte, maior a margem.

O boletim diário mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), publicado na segunda-feira, 3 de agosto, às 14h59 e alterado às 15h12, alcança apenas esta terça e a quarta-feira. Nesse intervalo curto, o instituto indicou máxima de até 36°C em Cuiabá. Não há, até agora, publicação textual do órgão que fixe 39°C para domingo.

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A projeção, ainda assim, não destoa do que a capital já registrou neste período seco. No informativo semanal anterior, o INMET anotou 38,6°C na estação de Cuiabá.

Alerta laranja volta ao estado

Mato Grosso voltou ao nível laranja de perigo por baixa umidade. O aviso nº 55234 vigora nesta terça-feira, das 12h às 18h, e prevê umidade relativa entre 20% e 12% nas áreas atingidas — faixa associada a risco de incêndio florestal e a efeitos sobre a saúde nas horas mais quentes.

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A área do alerta está concentrada no nordeste mato-grossense. Isso significa que os 12% não são previsão para Cuiabá: são o piso possível dentro do território coberto pelo aviso. A capital enfrenta calor e ar seco, mas sem número oficial de umidade mínima para hoje.

Parte do centro-leste do estado está sob aviso amarelo, de perigo potencial, com umidade prevista entre 30% e 20%.

Os dois recortes descrevem o mesmo ambiente de calor e estiagem, mas em escalas diferentes: os 39°C são projeção para a capital no domingo; os 12%, faixa de umidade para o nordeste do estado nesta terça.

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Tempo firme sustenta a alta

O padrão para Cuiabá é de céu com pouca nebulosidade e sem chuva relevante. Com menos nuvem e pouca umidade no ar, a superfície absorve radiação solar durante todo o dia e a temperatura sobe rápido.

Pancadas isoladas ainda podem ocorrer no oeste e no sudoeste. O boletim semanal do INMET prevê cerca de 10 milímetros no noroeste até 10 de agosto — volume localizado, que não altera o quadro de estiagem no restante do território.

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Sem chuva de abrangência, solo, pastagem e vegetação seguem perdendo umidade. Palhada agrícola, terreno urbano baldio, margem de rodovia e vegetação nativa ficam mais vulneráveis ao fogo. Pantanal, Cerrado e Amazônia mato-grossense atravessam o trecho sazonalmente mais crítico para incêndios, e o uso do fogo em atividade rural está proibido no estado até 30 de novembro.

Cuidados durante o calor e a baixa umidade

O INMET recomenda beber mais líquido, evitar exposição prolongada ao sol e reduzir esforço físico nos horários mais quentes. Ambientes internos podem ser umidificados. Em emergência, a orientação é procurar a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

Trabalhador rural e equipe de campo precisam reforçar hidratação, pausa e sombra. Quem pulveriza deve medir temperatura, umidade e vento no local: ar muito seco evapora a gota antes que ela chegue ao alvo e aumenta o risco de deriva.

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As previsões para domingo serão atualizadas todos os dias. No cenário desta terça-feira, duas projeções independentes apontam para 39°C em Cuiabá no dia 9.

 

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CLIMA

Cuiabá pode chegar a 37°C e agosto começa sob alerta de baixa umidade em Mato Grosso

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Inmet manteve aviso de perigo potencial para o estado neste sábado, depois de um alerta laranja que colocou municípios do centro-leste mato-grossense na faixa mais crítica de umidade. Colheita de milho termina no mês em que o risco de fogo é maior.

Mato Grosso entra em agosto com a combinação que historicamente concentra o maior número de incêndios no estado: calor acima da média, ar seco e vegetação ressecada. O Instituto Nacional de Meteorologia publicou aviso válido das 11h às 22h deste sábado, com umidade relativa do ar entre 30% e 20% e classificação de perigo potencial. Na véspera, o quadro havia sido mais severo: o alerta era laranja, de perigo, válido entre 12h e 18h de sexta-feira, com umidade entre 20% e 12%, e abrangeu 501 municípios de oito estados e do Distrito Federal.

O recorte do aviso de sexta mostra onde o problema se concentra. O aviso laranja alcançou o centro-leste de Mato Grosso, em municípios como Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra, enquanto as demais áreas do estado ficaram sob aviso amarelo — com exceção do noroeste mato-grossense. Para o sábado, o instituto previu predomínio de poucas nuvens e tempo firme na maior parte da região, mantendo as condições de baixa umidade durante a tarde.

Em Cuiabá, a previsão do Inmet indica máxima de 37°C tanto no sábado quanto no domingo, com umidade mínima de 20%. Os mesmos 37°C aparecem na projeção do instituto para Rondonópolis, Sinop e Sorriso, e Várzea Grande fica um grau abaixo no sábado. A capital fechou julho em aquecimento contínuo: os registros oficiais do Inmet apontam 37,8°C na quinta-feira e 38,0°C na sexta-feira, com umidade mínima de 18%. A maior marca do ano até agora foi de 38,6°C, no domingo (26).

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A única perspectiva de chuva no estado está na ponta oposta ao eixo do alerta. Na previsão semanal para o período de 27 de julho a 3 de agosto, o Inmet indicou chuvas fracas apenas em áreas do noroeste de Mato Grosso, com acumulados em torno de 5 mm. Para Sorriso, a previsão do instituto aponta possibilidade de chuva isolada na noite deste sábado. O Climatempo projeta que, no domingo, o calor e a umidade favoreçam pancadas moderadas a fortes no extremo oeste, sudoeste e noroeste do estado, enquanto no leste mato-grossense os índices de umidade ficam entre 12% e 20%.

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No horizonte mensal, o cenário não muda. O prognóstico do Inmet para agosto prevê temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, com os maiores desvios concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste. Para o trimestre, o boletim agroclimatológico do instituto aponta que a combinação entre estiagem e calor acima da média deve intensificar o déficit hídrico, especialmente em Mato Grosso e Goiás — condição que limita pastagens e culturas de sequeiro, mas favorece a conclusão da colheita e o preparo do solo.

Fogo

O estado já opera sob regime de exceção ambiental desde abril. O Decreto 2.015/2026 declarou estado de emergência ambiental em Mato Grosso entre abril e dezembro e proibiu o uso de fogo para limpeza e manejo de áreas de 1º de julho a 30 de novembro. A norma também instituiu a Sala de Situação Central, que atua como órgão consultivo e deliberativo na fase de resposta durante a temporada de incêndios. Quando o decreto foi publicado, o estado somava 704 focos de calor nos quatro primeiros meses do ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O ritmo mudou de patamar em julho. Dados do Programa Queimadas, do Inpe, apontam 558 ocorrências de fogo em Mato Grosso entre 27 de junho e 27 de julho, o equivalente a 12,4% dos registros nacionais no período. O Cerrado concentrou 60,2% dos focos no território mato-grossense.

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Saúde

A rede pública já se organiza para a curva que costuma acompanhar a fumaça. Em Rondonópolis, a Secretaria Municipal de Saúde definiu um fluxo específico de atendimento para o período de queimadas. O levantamento da pasta indica que o aumento dos atendimentos respiratórios começa em julho, com piora da qualidade do ar em agosto e pico em setembro. No plano estadual, a Secretaria de Estado de Saúde vem capacitando profissionais e bombeiros e avaliando riscos de desidratação e de agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares em idosos, acamados e doentes crônicos.

Índices abaixo de 30% podem provocar ressecamento das mucosas, irritação nos olhos e na garganta, sangramento nasal e agravamento de asma e rinite, segundo o Inmet. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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Lavoura

O tempo seco que amplia o risco de fogo é o mesmo que fecha a safra. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, cerca de 80% das lavouras de milho segunda safra 2025/26 haviam sido colhidas até 23 de julho, com expectativa de conclusão entre a primeira e a segunda semana de agosto e produtividade acima de 128,64 sacas por hectare, recorde para o estado. A estimativa da safra foi revisada para 57,06 milhões de toneladas, e o Valor Bruto da Produção do cereal foi projetado em R$ 42,27 bilhões, alta de quase 8% sobre 2025.

Isso significa maquinário em campo, transporte pesado e armazenagem operando em pico justamente na janela de menor umidade — condições em que uma faísca em resteva encontra combustível abundante.

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