AGRONEGÓCIO
Ipea projeta crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2026 mesmo com tensões geopolíticas globais
A economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento. A estimativa considera o atual cenário de instabilidade internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços globais.
Cenário global adverso não impede projeção positiva
A previsão do Ipea leva em conta as incertezas geradas pela guerra iniciada em 28 de fevereiro envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem pressionado os preços internacionais do petróleo.
Mesmo diante desse contexto, considerado o mais tenso desde o fim da Guerra Fria, o instituto aponta “motivos para moderado otimismo”, conforme destacado na Carta de Conjuntura nº 70.
Consumo das famílias segue como principal motor da economia
No cenário doméstico, o crescimento da economia brasileira continua sendo impulsionado principalmente pelo consumo das famílias.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento real do salário mínimo tem papel relevante na expansão da renda disponível, fortalecendo o poder de compra e estimulando a atividade econômica.
Crédito e investimentos reforçam expansão do PIB
Outro fator importante destacado pelo Ipea é a expansão do crédito no país, que contribui para viabilizar investimentos privados.
Além disso, o crescimento econômico também é influenciado pelos gastos públicos e pelo desempenho do setor externo, considerando a diferença entre exportações e importações.
Política fiscal combina aumento de gastos e receitas
Segundo o Ipea, o governo deve manter a política baseada no novo arcabouço fiscal, caracterizada pela combinação de aumento dos gastos sociais e elevação das receitas públicas.
Entre os principais fatores estão a política de valorização do salário mínimo e a reindexação dos gastos com saúde à receita corrente líquida da União, o que contribui para sustentar a demanda interna.
Comércio exterior pode se beneficiar do cenário internacional
No campo externo, o instituto avalia que o comércio internacional pode ser favorecido por políticas fiscais expansionistas em diversas economias, impulsionadas por investimentos em tecnologia, como inteligência artificial, e pelo aumento dos gastos com defesa.
O Ipea destaca ainda que, mesmo em contextos de conflito, como a guerra na Ucrânia iniciada em 2022, o comércio global já demonstrou capacidade de crescimento.
Crescimento acumulado pode superar períodos anteriores
Caso a projeção para 2026 se confirme, o crescimento acumulado do PIB brasileiro entre 2023 e 2026 deve atingir 10,7%.
Esse resultado será superior ao registrado no quadriênio anterior (2019-2022), que somou 5,7%, e também acima do período de 2015 a 2018, quando o crescimento total foi de 9,9%.
Perspectiva para 2027 é de crescimento moderado
Para 2027, o Ipea projeta crescimento de 2% do PIB brasileiro, indicando continuidade de expansão econômica, ainda que em ritmo moderado, diante dos desafios do cenário global e das condições internas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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