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12ª edição do Curso Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades aborda domínio de cidades e respostas de alto impacto

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Bacabal, 14/4/2026 – Começou, na segunda-feira (13), a 12ª edição do Curso Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades. A iniciativa é da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), e ocorre em Bacabal (MA).

O objetivo é capacitar profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para atuar em situações de alta complexidade.

A programação inclui conteúdos voltados ao atendimento de múltiplas crises simultâneas, com foco em medidas preventivas e respostas imediatas que priorizem a preservação da vida e da ordem pública.

O enfrentamento ao crime organizado e a ataques a instituições financeiras também fazem parte da grade, que inclui disciplinas como domínio de cidades, preservação de local de crime, análise de risco, estudo de casos, legislação aplicada e exercícios práticos.

A ação educacional é realizada na modalidade presencial, com carga de 52 horas-aula, e reúne profissionais da segurança pública que buscam aprimorar conhecimentos sobre novas práticas criminais.

Atualização constante para respostas de alto impacto

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Compreender fenômenos como o domínio de cidades é essencial para fortalecer a segurança pública em um cenário em constante transformação. Essa prática é caracterizada pela atuação coordenada de grupos criminosos que assumem o controle de territórios por meio de ações simultâneas e planejadas, desafiando os modelos tradicionais de enfrentamento ao crime.

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A análise dessas dinâmicas permite que as instituições antecipem riscos, desenvolvam estratégias mais eficazes e aprimorem protocolos de prevenção e resposta rápida.

Além disso, o estudo dessa prática contribui para a formulação de políticas públicas mais integradas e baseadas em evidências, com articulação entre inteligência, tecnologia e atuação policial. Investir no monitoramento dessas modalidades criminosas é fundamental para proteger a população, preservar a ordem pública e garantir a atuação eficiente do Estado diante das ameaças contemporâneas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Compliance Zero avança e mira corrupção no alto escalão do sistema financeiro

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Brasília, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou os resultados da quarta fase da Operação Compliance Zero em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (16), no Palácio da Justiça.

Deflagrada hoje, a fase atual investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com foco na corrupção de gestores envolvidos nas negociações sob investigação. A Polícia Federal cumpre dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal (DF) e em São Paulo (SP).

Participaram da coletiva o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

O ministro Wellington Lima reforçou que a divulgação de informações ocorre dentro dos limites legais. “É dever do Ministério da Justiça e da Polícia Federal prestar informações à população, mas com rigorosa observância do sigilo.”

Segundo Murad, esse é um desdobramento direto das investigações iniciais e se concentra na apuração de corrupção associada à operação financeira investigada desde o início. “Temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos.” Ao reforçar as limitações na divulgação de detalhes, ele ressaltou que parte significativa das investigações segue sob sigilo.

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Fases da Operação Compliance Zero

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A Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar fraudes contra o sistema financeiro nacional, com foco na emissão e na negociação de títulos de crédito falsos.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, e apontam que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro, posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB) e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, após fiscalização do Banco Central do Brasil.

A operação foi estruturada em diferentes fases interligadas:

1ª fase (nov/2025): foco nas fraudes envolvendo a negociação de créditos fraudulentos entre instituições financeiras. Segundo Murad, tratava-se de “créditos fraudulentos inexistentes […] que davam lastro à negociação”. Foram cumpridos 25 mandados de busca, sete prisões e houve bloqueio de R$ 1,3 bilhão, além do afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

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2ª fase (jan/2026): aprofundamento das fraudes estruturais no sistema financeiro, com uso de fundos para sustentar o esquema. O diretor-executivo da PF apontou um sofisticado esquema com camadas distintas de fundos. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueados cerca de R$ 6 bilhões.

3ª fase (mar/2026): investigação de corrupção de agentes públicos e obstrução de justiça, com quatro prisões e afastamento de dois servidores do Banco Central.

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4ª fase (atual): foco na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a etapa investiga a corrupção dos gestores e o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, corrupção e lavagem de dinheiro. As medidas judiciais incluem prisões preventivas, buscas e apreensões, afastamento de cargos públicos e o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens, com o objetivo de interromper as atividades do grupo e garantir a recuperação de ativos.

Foto: Tom Costa/MJSP
Foto: Tom Costa/MJSP

Durante a coletiva, o Governo Federal destacou que a operação se insere em uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado. Segundo o secretário Chico Lucas, a diretriz é “atacar o andar de cima e os magnatas do crime”, com foco na chamada asfixia financeira das organizações criminosas.

As autoridades também enfatizaram o compromisso com a institucionalidade e a autonomia das investigações.
“Não há caminho fora da institucionalidade. Não se persegue nem se protege, a atuação se dá nos limites da lei”, enfatizou o ministro Wellington Lima.

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A Polícia Federal reforçou que novas fases não estão descartadas e que seguirá atuando com autonomia para aprofundar os desdobramentos das investigações.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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