VÁRZEA GRANDE
Secretaria de Educação realiza 1º Encontro Formativo para Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) de Várzea Grande deu início, nesta segunda-feira (13), ao 1º Encontro Formativo para Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEE), cujo objetivo é debater pautas focadas na inclusão e no apoio a alunos com necessidades específicas, como rotina, atribuições, acompanhamento e suporte no ambiente escolar, estímulo à autonomia do estudante com deficiência (PCD), psicomotricidade, bem como estratégias de atuação durante momentos de crise.
A formação está sendo realizada no Anexo II e, até o momento, 1.491 TDEEs estão inscritos. Para que todos os profissionais possam participar ativamente, a Secretaria adotou um cronograma de capacitação por regiões. O primeiro encontro contempla os TDEEs da região sul, com uma turma no período da manhã e outra no período da tarde.
Nesta terça-feira (14), será a vez dos profissionais das regiões leste e centro; na quarta-feira (15), dos profissionais da região oeste; e, na quinta-feira (16), dos profissionais que atuam na região norte.
Como explica a coordenadora pedagógica, Marilene Maria da Silva, esse processo de formação continuada é necessário para a melhoria da qualidade do ensino na rede municipal. “Esses encontros serão organizados de maneira contínua durante todo o ano letivo”, observou.
A coordenadora destaca ainda que o encontro está sendo realizado tanto no período da manhã quanto no período da tarde, para que os profissionais possam participar no contraturno, sem comprometer seu horário de trabalho.
Encontros Formativos: A equipe do Núcleo da Diversidade, com as frentes da Educação Especial Inclusiva, Étnico-Racial e Povos Migratórios, em conjunto com o Núcleo de Programas e Modalidades da EJA, da Superintendência Pedagógica, iniciou, no mês de abril, encontros formativos com o objetivo de acolher e fortalecer todos os profissionais envolvidos com o público da Educação Especial: professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), assessores da Superintendência Pedagógica e os TDEEs da rede municipal de Várzea Grande.
Os encontros estão sendo planejados com base nas funções e atribuições de cada segmento, conforme os documentos norteadores: Normativa 007/2023/CME-VG e Decreto nº 12.773/2025. As formações tiveram início neste mês com os professores das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), abordando suas atribuições, bem como a elaboração de estudo de caso e o trabalho colaborativo com todos os envolvidos na unidade escolar.
Os assessores da Superintendência Pedagógica também participaram da formação, uma vez que irão acompanhar as unidades escolares durante o ano letivo de 2026. Durante o encontro, foram discutidas orientações para a elaboração do Plano Educacional Individualizado (PEI), construído em 2024 pela equipe da Educação Especial da Superintendência Pedagógica.
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VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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