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Governo libera R$ 56 milhões para apoiar comercialização de arroz no Brasil

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quarta-feira (15), a liberação de R$ 56 milhões para apoiar a comercialização de arroz no país. Os recursos serão destinados à Companhia Nacional de Abastecimento e foram confirmados após reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Recursos vão viabilizar edital para leilões de apoio ao produtor

De acordo com o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o montante será utilizado para viabilizar a publicação de um edital que permitirá a realização de operações de subvenção ao produtor.

A medida deve ocorrer por meio de mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), instrumentos amplamente utilizados pelo governo federal para equilibrar o mercado.

PEP e Pepro garantem melhores condições de comercialização

Os programas PEP e Pepro são ferramentas que visam assegurar preços mínimos ao produtor e facilitar o escoamento da produção, especialmente em momentos de excesso de oferta ou queda nas cotações.

Com esses mecanismos, o governo subsidia a comercialização, permitindo que o produto seja vendido em melhores condições, reduzindo impactos negativos sobre a renda dos produtores.

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Setor orizícola busca estabilidade de preços e mercado

Segundo a Federarroz, a liberação dos recursos por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) representa um avanço importante para o setor orizícola, que aguardava medidas de apoio para enfrentar o atual cenário de mercado.

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A expectativa é que a iniciativa contribua para maior estabilidade nos preços e melhor organização do fluxo de comercialização do arroz no país.

Edital deve ser publicado nos próximos dias

A entidade destaca que a próxima etapa será a publicação do edital pela Conab, o que deve ocorrer nos próximos dias. A partir disso, os produtores poderão acessar os mecanismos de apoio e participar das operações de comercialização.

A medida é vista como estratégica para dar suporte ao setor em um momento de desafios, garantindo maior previsibilidade e segurança para os agentes da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita da safra de verão avança com desafios de preços e clima; especialistas alertam para seguro e gestão de perdas

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O avanço da colheita das lavouras de verão no Brasil ocorre em um cenário de produtividade variável e preços pressionados, exigindo atenção redobrada dos produtores rurais. Diante das incertezas climáticas e financeiras, especialistas reforçam a importância de documentar perdas e adotar medidas para resguardar direitos.

Produtividade varia entre culturas e regiões

No caso do arroz, a produtividade tem sido considerada satisfatória em diversas regiões produtoras. No entanto, os preços permanecem abaixo do custo de produção, comprometendo a rentabilidade.

Já a soja apresenta bom potencial produtivo na maior parte do país, embora enfrente impactos pontuais causados pela irregularidade das chuvas, especialmente em áreas afetadas por estiagens.

Riscos climáticos e oscilações afetam atividade rural

Segundo o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, a atividade rural está sujeita a uma série de riscos, como variações climáticas, oscilações de mercado e mudanças cambiais.

Em estados como o Rio Grande do Sul, eventos climáticos extremos, como estiagens e excesso de chuvas, têm provocado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho.

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Documentação é essencial para comprovar perdas

Um dos principais desafios enfrentados pelos produtores é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito devido à ausência de documentação adequada que comprove os prejuízos.

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De acordo com Buss, em casos de redução de produtividade causada por fatores climáticos, é fundamental a elaboração de um laudo técnico por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, que permita quantificar e justificar as perdas.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como comprovação. No entanto, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a necessidade de comprovação individual.

Seguro agrícola exige comunicação imediata

Outro ponto de atenção é o acionamento do seguro agrícola. Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para dar continuidade aos trabalhos.

Durante as vistorias, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. Além disso, o produtor deve ler atentamente o laudo antes de assiná-lo e, em caso de discordância, registrar formalmente sua posição.

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Mesmo quando há cobertura securitária, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura continuam sendo medidas essenciais.

Registros podem garantir direitos e facilitar renegociação

A organização de documentos pode ser decisiva em disputas administrativas ou judiciais. Com base nesses registros, o produtor pode avaliar a viabilidade de renegociar ou prorrogar compromissos financeiros.

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O Manual de Crédito Rural prevê a possibilidade de prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem incidência de juros ou multas, desde que a solicitação seja formalizada antes do vencimento.

Orientação jurídica é recomendada em contratos fora do crédito rural

Para contratos que não fazem parte do sistema de crédito rural, a recomendação segue a mesma linha. Em situações de dificuldade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e iniciar negociações de forma preventiva, antes que o caso evolua para disputas judiciais.

Diante de um cenário desafiador, a adoção de boas práticas de gestão, documentação e planejamento financeiro se torna fundamental para minimizar riscos e garantir a sustentabilidade da atividade no campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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