AGRONEGÓCIO
Jovem da Zona da Mata aposta na pecuária leiteira e amplia produção familiar
A sucessão familiar no campo tem ganhado força na Zona da Mata mineira, com jovens assumindo o protagonismo na produção rural. É o caso de Filipe de Oliveira Reis, de 19 anos, que decidiu investir na pecuária leiteira e dar continuidade ao trabalho da família no município de Lima Duarte (MG).
Vocação para o campo desde a infância
Criado no sítio Grota da Pedra, na zona rural do município, Filipe sempre teve contato com a rotina rural. As experiências da infância, aliadas ao interesse por cavalos e pela bovinocultura, foram determinantes para sua escolha profissional.
“Acredito que é possível se dedicar à atividade rural, tornar o trabalho mais produtivo e rentável. Quero conquistar cada vez mais minha autonomia financeira”, afirma o jovem produtor.
Meta é ampliar produção de leite
Há cerca de um ano, Filipe atua diretamente na bovinocultura leiteira ao lado do pai, Luiz Antônio Reis. O objetivo da família é expandir a produção diária para 250 litros de leite, aumentando a renda da propriedade.
Atualmente, melhorias na gestão e na produção já resultaram em avanços significativos, com o volume saltando de 40 para 90 litros por dia.
Assistência técnica impulsiona resultados
O apoio da assistência técnica da Emater-MG tem sido essencial para o desenvolvimento da atividade. Segundo o pai, a parceria permitiu melhorias importantes na propriedade.
“Conseguimos aprimorar a gestão, realizar análise de solo, ajustar a alimentação do rebanho e investir na melhoria genética dos animais”, destaca Luiz Antônio.
Entre as ações implementadas estão:
- Separação de piquetes
- Definição de áreas para silagem
- Recuperação de pastagens
- Implantação de inseminação artificial
- Sucessão familiar e permanência do jovem no campo
De acordo com o extensionista da Emater-MG, Júlio Cezar Mendes Coelho, um dos principais desafios do setor é manter os jovens na atividade rural com geração de renda.
Na região de Lima Duarte, cerca de 15 jovens já investem no campo, contando com apoio técnico e capacitação por meio de parcerias com instituições de ensino.
Programa incentiva novos produtores rurais
Uma das iniciativas que fortalecem esse movimento é o programa Futuro no Campo, desenvolvido pela Emater-MG. No município, o projeto teve início em março de 2025, com nove inscritos, sendo dois selecionados.
Filipe participa do programa há mais de oito meses, com foco na gestão da propriedade rural, o que tem contribuído diretamente para a organização e planejamento das atividades.
A extensionista Roberta Brangioni Fontes destaca que o interesse desses jovens pelo campo vem desde cedo.
“Já acompanhávamos essas famílias e eles sempre demonstraram afinidade com o trabalho rural”, explica.
Perspectivas para o futuro da propriedade
Com os avanços já alcançados e o suporte técnico contínuo, a expectativa é de crescimento sustentável da produção leiteira e maior eficiência na gestão da propriedade.
O caso de Filipe reforça o papel da sucessão familiar e da assistência técnica como fatores decisivos para a modernização e continuidade da atividade rural no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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