AGRONEGÓCIO
Mapa discute cenário de fertilizantes e estratégias para fortalecimento da produção nacional com a Anda
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quarta-feira (15), na sede da Pasta, o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Elias Lima, em reunião para tratar do cenário do mercado interno e externo de fertilizantes.
A Anda representa o setor de adubos e fertilizantes com mais de 120 associados, abrangendo desde pequenos misturadores e entidades de classe até grandes multinacionais. Entre as pautas discutidas, estiveram a abertura de mercados e os bioinsumos no Brasil.
Em sua fala, o ministro André de Paula agradeceu a visita institucional e enfatizou que o primeiro contato com a Associação é essencial para priorizar demandas estratégicas do setor de fertilizantes.
Durante a reunião, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, destacou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), ressaltando a importância de reduzir a dependência externa do país, ampliar a competitividade da produção nacional e contribuir para a segurança alimentar.
O horizonte do PNF é alcançar, até 2050, uma produção nacional capaz de atender entre 45% e 50% da demanda interna.
“Reconhecemos o quão necessária é a implementação do PNF para a redução da dependência de fertilizantes, especialmente pelo seu impacto na segurança alimentar do nosso país”, afirmou o presidente Elias Lima.
Também participaram da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o diretor-executivo da Anda, Ricardo Tortorella; e o conselheiro da Anda, Marcelo Silvestre.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, o que reforça a importância de avançar na diversificação de fornecedores e no fortalecimento da produção nacional. Esse cenário também evidencia oportunidades para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais adaptadas às condições de solo e clima tropicais, ampliando a eficiência agronômica e reduzindo impactos ambientais.
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AGRONEGÓCIO
Brasil pode colher safra recorde de café em 2026/27, aponta Safras & Mercado
A produção brasileira de café para a safra 2026/27 deve atingir um novo recorde, segundo estimativa divulgada pela consultoria Safras & Mercado. O volume projetado é de 75,65 milhões de sacas de 60 quilos, representando um aumento de 4,65 milhões de sacas em relação à previsão anterior.
Clima favorável impulsiona produtividade
De acordo com o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, as condições climáticas tiveram papel fundamental no avanço da produção. O registro de chuvas em bom volume aliado a temperaturas mais amenas favoreceu o desenvolvimento das lavouras.
Esse cenário resultou em uma carga produtiva mais elevada, reforçando as expectativas de uma safra histórica para o país.
Café arábica lidera crescimento da produção
O principal responsável pela expansão da safra é o café arábica. A produção dessa variedade está estimada em 49,95 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 29% em relação à safra anterior.
O avanço ocorre após um ciclo anterior impactado por condições climáticas adversas, especialmente a seca, que limitou o potencial produtivo.
Conilon apresenta leve recuo, mas acima do esperado
Para o café conilon (robusta), a projeção é de uma produção de 25,70 milhões de sacas. O volume representa uma leve queda de 1,2% em comparação ao ciclo anterior.
Apesar do recuo, o desempenho é melhor do que o inicialmente projetado pela consultoria, que previa uma redução de cerca de 6%.
Comercialização da nova safra segue lenta
Mesmo com a perspectiva de produção recorde, a comercialização da safra 2026/27 ainda avança de forma gradual. Segundo a Safras & Mercado, os produtores seguem priorizando a venda do café disponível no mercado.
Até o dia 9 de abril, cerca de 14% da produção estimada da nova safra havia sido negociada. O número representa um avanço de 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Vendas abaixo da média histórica
Apesar da evolução mensal, o ritmo de comercialização ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 23% para o período.
O cenário indica cautela por parte dos produtores, que acompanham as condições de mercado antes de intensificar as negociações da nova safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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