AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz avança no Rio Grande do Sul e atinge 79,3% da área plantada
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul já alcança 79,3% da área semeada, mantendo desempenho considerado positivo no Estado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
O avanço dos trabalhos reflete boas condições gerais ao longo da safra, embora o ritmo comece a desacelerar com a aproximação da fase final da colheita.
Regiões da Planície Costeira Externa e Zona Sul lideram colheita
Entre as regionais produtoras, a Planície Costeira Externa (PCE) apresenta o maior avanço, com 88% da área colhida. Na sequência, a Zona Sul (ZS) registra 83,56%, também com ritmo acima da média estadual.
O desempenho dessas regiões indica maior adiantamento dos trabalhos em comparação com outras áreas produtoras do Estado.
Fase final da safra reduz ritmo das operações
Com a safra entrando na etapa final, é esperado um ritmo mais lento de colheita. Esse comportamento é típico do período, quando restam áreas menores ou com condições mais desafiadoras para a operação.
Além disso, as chuvas registradas ao longo da semana contribuíram para uma redução na velocidade dos trabalhos em campo.
Clima influencia andamento da colheita no Estado
As condições climáticas seguem como fator determinante para o avanço da colheita. A ocorrência de precipitações recentes impactou diretamente o ritmo das atividades, dificultando o acesso às lavouras em algumas regiões.
Mesmo assim, o desempenho geral continua dentro das expectativas para o ciclo.
Safra mantém evolução consistente no Rio Grande do Sul
De acordo com a diretora técnica do Irga, Flávia Tomita, o andamento da colheita segue consistente em todo o Estado.
Segundo ela, o avanço observado nas principais regionais confirma o bom desempenho da safra, apesar da desaceleração natural neste estágio final, influenciada também pelas condições climáticas recentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil
A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.
Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.
Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes
Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.
O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.
Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro
Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.
Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.
Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor
De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.
Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.
O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.
Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor
Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.
Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.
Brasil possui potencial para expandir produção nacional
O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.
Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.
Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva
Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.
Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro
O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.
Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.
Caminho é de transição gradual, aponta setor
Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.
Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.
Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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