Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preço do leite sobe em 2026 e pressiona mercado lácteo no Brasil, aponta Cepea

Publicado em

Mercado Externo

A balança comercial de lácteos brasileira apresentou deterioração em março de 2026, mesmo com avanço simultâneo nas importações e exportações. Dados da Secex analisados pelo Cepea indicam que as importações cresceram expressivos 33,3% em relação a fevereiro, totalizando 242,65 milhões de litros em equivalente-leite (EqL).

Já as exportações registraram alta mais moderada, de 11,2% no mesmo período, somando 5,6 milhões de litros EqL. O descompasso entre compras e embarques ampliou o déficit comercial do setor, reforçando a dependência do mercado externo para abastecimento interno.

Mercado Interno

No campo, a oferta reduzida de leite segue como principal vetor de sustentação dos preços. A menor disponibilidade da matéria-prima está ligada à sazonalidade da produção e à postura mais cautelosa dos produtores em relação a novos investimentos.

Esse cenário intensificou a concorrência entre indústrias pela captação de leite cru, refletindo diretamente na valorização dos derivados lácteos, especialmente no atacado paulista ao longo de março.

Preços

O preço do leite pago ao produtor registrou nova alta em fevereiro de 2026. Segundo o Cepea/Esalq-USP, a “Média Brasil” avançou 5,43% frente a janeiro, fechando em R$ 2,1464 por litro — o segundo aumento mensal consecutivo.

Advertisement

Apesar da recuperação recente, o valor ainda permanece 25,45% abaixo do observado em fevereiro de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação (IPCA).

Leia Também:  MPA participa da Seafood Expo Global 2026 para ampliar mercados e fortalecer a imagem do pescado brasileiro

No mercado atacadista, os derivados também apresentaram valorização em março, acompanhando o movimento de alta do leite cru e a restrição de oferta.

Indicadores

Os custos de produção da pecuária leiteira continuam em trajetória de alta. Em março, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% na “Média Brasil”, impulsionado principalmente pelo aumento das despesas com operações agrícolas.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o COE avançou 2,11%, sinalizando pressão contínua sobre as margens dos produtores, mesmo diante da leve recuperação nos preços do leite.

Análise

O mercado lácteo brasileiro inicia 2026 com sinais mistos. De um lado, a elevação dos preços ao produtor e dos derivados indica reação diante da oferta limitada. De outro, a forte alta das importações e o avanço dos custos de produção impõem desafios à sustentabilidade da atividade.

Advertisement

A tendência para os próximos meses dependerá do comportamento da oferta interna, da dinâmica dos custos e da competitividade do produto brasileiro frente ao mercado internacional. A manutenção do equilíbrio entre preços e custos será determinante para a rentabilidade do setor.

Leia Também:  EUA começam a devolver hoje os bilhões cobrados a mais no “tarifaço” de Trump

Boletim do Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento

Published

on

Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.

Regiões costeiras lideram avanço da colheita

As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.

Na sequência, aparecem:

  • Planície Costeira Interna: 88,99%
  • Fronteira Oeste: 88,13%
  • Campanha: 83,22%
  • Região Central: 76,52% (menor índice)

Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.

Ritmo lento preocupa produtores e técnicos

De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.

Advertisement

O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.

Leia Também:  El Niño 2026 acende alerta no agro: clima irregular e risco crescente exigem cautela no campo
Levantamento final vai consolidar dados da safra

A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.

O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:

  • Produtividade média
  • Área efetivamente colhida
  • Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado

Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.

A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA