AGRONEGÓCIO
Custeio do milho em Mato Grosso sobe 3,3% e pressiona rentabilidade da safra 2026/27
Mercado Externo
O mercado global de insumos segue impactado por tensões geopolíticas que limitam a oferta e sustentam preços elevados, especialmente no segmento de fertilizantes. A restrição logística e a dependência de grandes exportadores mantêm o custo de produção agrícola pressionado, refletindo diretamente nas lavouras brasileiras. Esse cenário internacional continua sendo um dos principais vetores de alta nos custos do milho.
Mercado Interno
Em Mato Grosso, o custeio da safra de milho 2026/27 apresentou avanço mensal de 3,38% em março, alcançando R$ 3.686,80 por hectare, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O aumento foi impulsionado, principalmente, pelos maiores gastos com fertilizantes e corretivos, que subiram 5,67%, e pelos defensivos agrícolas, com alta de 3,12%.
Os custos com fertilizantes atingiram R$ 1.474,59 por hectare, enquanto os defensivos chegaram a R$ 895,70 por hectare, consolidando-se como os principais componentes de pressão sobre o orçamento do produtor.
Preços
Apesar da elevação nos custos, o preço médio do milho disponível para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 43,48 por saca em março. No entanto, a valorização não tem sido suficiente para compensar o aumento expressivo nos insumos, deteriorando as margens de rentabilidade.
Indicadores
A relação de troca — importante indicador para o produtor — apresentou piora significativa no período. Para aquisição de fertilizantes, foram necessárias:
- 99,06 sacas de milho por hectare para 1 tonelada de ureia (+20,30%)
- 125,37 sacas por hectare para MAP (+13,55%)
- 81,85 sacas por hectare para KCl (+11,44%)
Os dados evidenciam o encarecimento dos insumos frente ao poder de compra do produtor, reduzindo a eficiência econômica da atividade.
Além disso, o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em Mato Grosso até março ficaram abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, sinalizando cautela nas aquisições.
Análise
O avanço do custeio do milho reforça um cenário de margens cada vez mais apertadas no campo. A combinação de insumos caros e preços agrícolas ainda limitados exige do produtor uma gestão mais estratégica, especialmente na compra antecipada de insumos e no uso eficiente de tecnologias.
Diante desse ambiente desafiador, o planejamento financeiro e operacional se torna essencial para mitigar riscos e evitar prejuízos na safra 2026/27. A tendência é que a volatilidade no mercado internacional continue sendo um fator determinante para os custos de produção no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento
Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.
Regiões costeiras lideram avanço da colheita
As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.
Na sequência, aparecem:
- Planície Costeira Interna: 88,99%
- Fronteira Oeste: 88,13%
- Campanha: 83,22%
- Região Central: 76,52% (menor índice)
Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.
Ritmo lento preocupa produtores e técnicos
De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.
O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.
Levantamento final vai consolidar dados da safra
A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.
O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:
- Produtividade média
- Área efetivamente colhida
- Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado
Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.
A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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