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TECNOLOGIA

MCTI reforça ações de prevenção ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) intensificou, em 2026, suas ações de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho. As iniciativas fazem parte da adesão do órgão ao Programa de Enfrentamento e Prevenção ao Assédio e à Discriminação (Ecoa), política estruturante do Governo do Brasil para a promoção de ambientes mais seguros, respeitosos e inclusivos.

No âmbito do MCTI, a agenda inclui campanhas internas de conscientização, capacitações periódicas para servidores e colaboradores, além do fortalecimento dos canais de escuta e acolhimento. As ações buscam não apenas informar sobre o que caracteriza o assédio moral, sexual e outras formas de intimidação, mas também orientar sobre prevenção e caminhos disponíveis para denúncia.

Entre as medidas adotadas, o ministério estruturou fluxos internos para atendimento de casos, com atuação integrada de áreas como ouvidoria, corregedoria e gestão de pessoas. O objetivo é garantir tratamento adequado às denúncias, com proteção à vítima e a garantia dos princípios de confidencialidade e imparcialidade.

Outro eixo importante é o investimento em ações educativas. O MCTI tem promovido atividades e distribuído materiais informativos que reforçam valores como respeito, ética e responsabilidade no serviço público. A campanha mais recente contou com peças visuais com frases como O Assédio Reflete em Você e Respeitar as Mulheres Não é Favor, é um Dever de Cidadania espalhadas pela sede do ministério. A estratégia acompanha as diretrizes do Ecoa, que orienta os órgãos federais a atuarem de forma preventiva, com foco na mudança de cultura organizacional.

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As iniciativas do ministério também dialogam com a política de integridade pública, fortalecendo mecanismos de governança e transparência. Ao integrar prevenção, acolhimento e responsabilização, o MCTI busca consolidar práticas institucionais alinhadas aos princípios da administração pública e às demandas contemporâneas por ambientes de trabalho mais justos.

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Com a ampliação dessas ações, o ministério reafirma seu compromisso com a valorização das pessoas e com a promoção de um ambiente institucional baseado no respeito e na dignidade.

Servidores capacitados em prevenção e enfrentamento ao assédio

Como parte do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, servidores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participaram do curso on-line Prevenção e Enfrentamento do Assédio Sexual e Moral, da Escola Virtual de Governo.

“Melhorar o ambiente de trabalho e capacitar os servidores para lidar com o tema do assédio e da discriminação é essencial para garantir relações profissionais respeitosas, seguras e saudáveis, bem como para promover a dignidade humana e proteger a saúde física e mental das pessoas”, reforça o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno (AECI) do ministério, Fernando Roriz.

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O curso tem carga horária de seis horas e deve ser feito por toda a força de trabalho do ministério, servidores e colaboradores. A capacitação está disponível para qualquer interessado, mesmo que não seja servidor. Basta se cadastrar na plataforma.

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“Juntos promoveremos a transformação da cultura organizacional do MCTI, fortalecendo práticas institucionais que valorizem a diversidade, a igualdade e a integridade no serviço público, fortalecendo o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no nosso País”, afirma a ministra Luciana Santos

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil avança em projeto de gêmeo digital do oceano para monitorar o Atlântico Sul em tempo real

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O Brasil deu mais um passo na construção de sistemas avançados de monitoramento oceânico com o workshop internacional Data to Decision: Towards a Digital Twin Ocean Platform for the South Atlantic, nessa segunda-feira (4)O objetivo é colaborar para o projeto global Gêmeo Digital do Oceano, que consiste em uma representação virtual de alta resolução que combina dados observacionais, modelagem numérica e simulações preditivas. O País quer aumentar a capacidade de prever fenômenos oceânicos, monitorar mudanças ambientais e responder a eventos extremos. 

O encontro foi promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a organização europeia Mercator Ocean International. 

Durante a abertura, o diretor-geral do Inpo, Segen Estefen, destacou que o projeto é um avanço na articulação entre ciência e aplicação prática. Segundo ele, a proposta é construir uma plataforma colaborativa, conectando infraestrutura de dados, modelagem e usuários finais. “Estamos falando de integrar dados, desenvolver modelos regionais mais precisos e garantir que o sistema seja construído a partir das necessidades reais dos usuários.” 

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Na parte da manhã, a discussão foi dedicada a uma visão geral dos sistemas oceânicos digitais desenvolvidos pela Mercator Ocean International. No período da tarde, as apresentações abordaram aspectos técnicos dos sistemas de previsão oceânica operacional e os requisitos dos usuários, além de dar um panorama das iniciativas já existentes no Brasil e possíveis frentes de colaboração internacional. 

O workshop está inserido na estratégia brasileira de colaborar para projetos como o Copernicus Marine Service — ou Serviço de Monitorização do Meio Marinho Copernicus. Este é o instrumento marítimo do programa de observação da Terra da União Europeia (UE), executado pela Mercator Ocean International

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Estavam presentes representantes do Governo do Brasil, da marinha, da academia e de instituições internacionais para discutir a criação de uma plataforma digital capaz de integrar dados oceânicos em tempo real e transformá-los em suporte à tomada de decisão. 

De dados a decisões: o desafio central 

Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de transformar grandes volumes de dados em inteligência acionável. A proposta do gêmeo digital vai além de um repositório de informações: trata-se de uma plataforma que permite simular cenários e antecipar impactos. 

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Na prática, isso significa prever eventos extremos com maior antecedência; monitorar deslocamento de espécies marinhas; apoiar a navegação e operações offshore; e orientar políticas de adaptação climática.  

A Marinha do Brasil destacou que já tem papel estruturante nesse processo, especialmente na gestão e consolidação de dados oceanográficos. Segundo o vice-almirante Ricardo Jaques, o País ainda precisa avançar na integração e compartilhamento dessas informações. “O desafio de transformar dados em decisões requer confiança, coordenação e clareza de objetivos”, afirmou. 

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Segundo interlocutores do Inpo, tecnologias desse tipo permitem: 

  • Antecipar eventos extremos como tempestades e ciclones 

  • Monitorar vazamentos de óleo 

  • Acompanhar mudanças na temperatura do mar que afetam o clima 

  • Entender impactos econômicos, como a migração de peixes e efeitos sobre a pesca 

A relação com fenômenos climáticos como o El Niño também foi citada como exemplo da relevância do monitoramento oceânico. 

Integração internacional e papel estratégico do Brasil 

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A parceria com a Mercator Ocean International é central para o projeto. A organização lidera, há três décadas, o desenvolvimento de sistemas operacionais de oceanografia digital, capazes de monitorar variáveis como temperatura, salinidade, correntes e oxigênio em escala global. 

Segundo o diretor-geral da Mercator, Pierre Bahurel, o desafio atual não é mais apenas produzir dados, mas torná-los operacionais. “Estamos entrando em uma nova fase, em que precisamos transformar conhecimento em sistemas capazes de entregar informação confiável no momento em que ela é necessária”, afirmou. 

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Hoje, os sistemas da Mercator operam com dezenas de variáveis oceânicas atualizadas em alta frequência, a partir da integração entre satélites, medições in situ e modelagem computacional. Esses dados alimentam serviços utilizados por governos, empresas e pesquisadores em todo o mundo. 

Nesse contexto, o Brasil é visto como um parceiro estratégico, especialmente pela relevância do Atlântico Sul no sistema climático global e pela capacidade científica já instalada no País. 

O workshop marca a implementação do acordo firmado entre Inpo e Mercator em 2025 e deve resultar na elaboração de um plano de ação com metas concretas. A proposta é apresentar avanços na Conferência da Década do Oceano, prevista para 2027, no Rio de Janeiro.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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