Pesquisar
Close this search box.

ECONOMIA

Brasil e EUA debatem parcerias comerciais e tarifaço em reunião na Casa Branca

Publicado em

“Uma reunião excelente”, classificou o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, sobre o encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado nesta quinta-feira (07/05), na Casa Branca.

No encontro que durou três horas, foram debatidos diversos temas comerciais, como terras raras, investimentos brasileiros nos EUA e de empresas norte-americanas no Brasil, além de caminhos para eliminar as tarifas impostas pelo governo estadunidense a produtos brasileiros e encerrar a investigação da Seção 301.

Para isso, será criado um grupo de trabalho composto pelo MDIC, pelo MRE e pelo Departamento de Comércio dos EUA. “Ficamos de nos reunir nos próximos 30 dias para avaliarmos a situação ou chegarmos a uma conclusão. Na nossa expectativa, uma conclusão que leve também ao encerramento da Seção 301”, afirmou o ministro em exercício.

A Seção 301 é um dispositivo da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais consideradas injustas por eles e aplicar medidas como tarifas adicionais sobre importações. O mecanismo ganhou destaque nas disputas comerciais entre EUA e China e é um dos principais instrumentos da política comercial americana.

Leia Também:  Sem política industrial, o Brasil não avança na geração de emprego e renda’, afirma Márcio Elias Rosa

“O ideal é que os Estados Unidos voltem a ser um parceiro dinâmico e crescente; que as importações e exportações voltem a subir, e não a cair, como aconteceu no ano passado”, destacou Elias Rosa. Ele concluiu pontuando que as informações brasileiras foram bem recebidas e que o governo brasileiro ouviu atentamente as reivindicações dos EUA.

Advertisement

Democracia e Soberania

Em entrevista coletiva, o presidente Lula destacou que o encontro de três horas foi um passo importante na relação entre Brasil e Estados Unidos.

“Saio daqui com a ideia de que demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos”, disse Lula. “Foi uma reunião importante. O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, completou.

Após o encontro, Donald Trump afirmou em uma rede social que teve uma reunião “muito boa” com Lula. Segundo o presidente norte-americano, novos encontros entre representantes dos dois países já estão agendados.

Leia Também:  Descarbonização industrial entra em nova etapa com foco em projetos e investimentos

Na conversa com jornalistas, Lula ressaltou o otimismo com o andamento das negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. “Eu sugeri ao Trump que a gente colocasse os nossos ministros para, em 30 dias, resolver esse problema para nós decidirmos o que vai acontecer. Eu acho que vai terminar bem, num acordo entre o Brasil e os Estados Unidos na questão comercial”, declarou.  

Advertisement


– Confira matéria completa no site do Planalto

Entrevista coletiva após reunião entre os presidentes Lula e Trump

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

ECONOMIA

Promulgado o acordo para facilitar comércio e reduzir burocracia entre países do Mercosul

Published

on

Foi promulgado nesta sexta-feira (08/05), o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, que garante validade jurídica e aplicação do tratado no território brasileiro. O Decreto nº 12.958, de 7 de maio de 2026, foi publicado no Diário Oficial da União

O acordo já estava em vigor no plano internacional para Brasil e Argentina desde 9 de fevereiro de 2026. Com a promulgação, o tratado passa agora a produzir efeitos também no plano interno brasileiro. Na prática, significa que as regras do acordo podem ser aplicadas perante a administração pública e o Poder Judiciário brasileiro.

O compromisso estabelece medidas para simplificar e agilizar operações de importação, exportação e trânsito de mercadorias entre os países do Mercosul, com foco em redução de burocracia, maior transparência, harmonização de procedimentos e cooperação entre autoridades aduaneiras.

A iniciativa aproxima o Mercosul das melhores práticas internacionais em facilitação de comércio, em linha com os compromissos assumidos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), e fortalece a integração regional por meio de procedimentos mais simples, transparentes e previsíveis.

Leia Também:  Corrente de comércio do país cresce 10,8% em abril, comparado ao mesmo período de 2025

Entre os instrumentos previstos estão o uso de tecnologias da informação, gestão de riscos, integração entre órgãos de fronteira, tramitação eletrônica de documentos e consultas periódicas com o setor privado.

Advertisement

A medida também está alinhada aos esforços conduzidos pelo governo brasileiro para modernização do comércio exterior, digitalização de processos e redução do chamado “Custo Brasil”.

A diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio (DPFAC) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Janaína Batista Silva, afirmou que a promulgação representa mais um avanço na agenda de integração econômica do Mercosul e fortalece a previsibilidade para empresas que atuam no comércio regional.

“A entrada em vigor do acordo no plano interno reforça o compromisso do Brasil com a modernização do comércio exterior e com a construção de um ambiente mais transparente, eficiente e integrado no Mercosul. A medida reduz burocracias, amplia a segurança jurídica e facilita as operações para empresas que exportam e importam na região”, afirmou Janaína.

Mercosul e indústria brasileira

O comércio regional possui relevância estratégica para o Brasil, especialmente por concentrar exportações de maior valor agregado e maior participação da indústria de transformação. Em 2025, a corrente de comércio brasileira com os parceiros do Mercosul foi de US$ 44 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,3 bilhões para o Brasil. Do total exportado pelo país ao bloco, 91,8% correspondem a produtos da indústria de transformação.

Advertisement

Ao promover maior previsibilidade, transparência e eficiência nos processos administrativos e aduaneiros, o acordo cria condições mais favoráveis para a integração das cadeias regionais de valor, fortalecimento da integração produtiva e ampliação do fluxo comercial no Mercosul.

Leia Também:  Reunião no MDIC reforça parceria estratégica entre Brasil e União Europeia

A redução de custos administrativos e de entraves operacionais tende a beneficiar especialmente micro, pequenas e médias empresas, ampliando sua capacidade de participação no comércio regional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA