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SAÚDE

Ciência em ação: PPSUS Inovação marca nova etapa de investimentos em pesquisas para a saúde pública

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De Norte a Sul, passando pelo Nordeste e Sudeste, até chegar ao Centro-Oeste, a diversidade da ciência brasileira desembarcou em Brasília para dar início a uma jornada colaborativa entre a comunidade acadêmica e os gestores de saúde, todos com um mesmo objetivo: transformar o conhecimento científico produzido nas diferentes regiões, em soluções concretas para o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento Seminário Marco Zero do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS) ocorreu nos dias 6 e 7 de maio, em Brasília, na presença de aproximadamente 200 especialistas de todo o país, para o lançamento do PPSUS Inovação.

O seminário foi promovido pelo Ministério da Saúde, por meio do principal agente de fomento em pesquisas para o SUS, o Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE). A cerimônia de abertura contou com representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais das de Amparo à Pesquisa (Confap).

A secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, destacou que o PPSUS Inovação é uma oportunidade de reunir vários atores que podem contribuir com o SUS. “Espaços como esse do Marco Zero são fundamentais para trocar informação e, para mostrar para o sistema de saúde tudo o que a ciência brasileira consegue produzir de resultados que possam ser usados na gestão do SUS para fortalecer a atenção a saúde no Brasil”, ressaltou De Negri, em mensagem de vídeo exibida na abertura do evento.

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Ao financiar pesquisas alinhadas às demandas locais, a iniciativa aposta na produção científica regional como uma ferramenta para reduzir desigualdades na saúde pública. Assim, o PPSUS Inovação pretende assegurar que o conhecimento alcance a ponta do sistema — hospitais, postos e unidades de saúde — beneficiando diretamente os usuários do SUS. Para isso, o Ministério da Saúde destinou cerca de R$ 42 milhões a uma chamada pública nacional, que selecionou 74 propostas de inovação tecnológica, social e institucional em todas as regiões do país.

Inovação na prática

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O PPSUS Inovação busca impulsionar projetos que já estavam dando resultados reais, que não tiveram financiamento anteriormente e, que precisavam de fôlego para que os estudos não fossem interrompidos. São 74 propostas que estavam prestes a se transformarem em produtos ou serviços para a população como, por exemplo, o desenvolvimento de fármacos, novas moléculas, equipamentos, dispositivos médicos, políticas e tecnologias sociais. 

Diferente das edições passadas, o PPSUS Inovação abriu inscrições para todo o país, mas sem divisão por estado. A seleção priorizou o contexto regional de forma que os eixos das pesquisas estivessem alinhados aos desafios tecnológicos, às demandas produtivas e às necessidades específicas de cada localidade.

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Outro diferencial é que, embora o PPSUS mantenha sua essência de gestão compartilhada e descentralizada, não houve contrapartida financeira dos estados; os recursos foram aportados diretamente pelo Ministério da Saúde. Contudo, durante a execução das propostas, as parcerias permanecem. No âmbito estadual, articulada pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e Secretarias Estaduais de Saúde (SES), e no federal com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Já as FAPs poderão suplementar os projetos com até 20% do valor total aprovado, desde que o aporte ocorra dentro de 12 meses após o início das atividades.

 O montante destinado para as cinco regiões do país ficou distribuído desta forma:

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  • Nordeste: R$ 14,8 milhões
  • Norte: R$ 10,3 milhões
  • Sudeste: R$ 6,7 milhões
  • Sul: R$ 5 milhões
  • Centro-Oeste: R$ 4,9 milhões

Veja os projetos aprovados no PPSUS Inovação e seus impactos na saúde pública

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde institui Programa Nacional de Pesquisa Clínica e fortalece protagonismo do Brasil

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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (08/05) a portaria que oficializa o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin). A medida representa um marco para a consolidação de um ecossistema nacional de pesquisa clínica mais integrado, moderno e orientado às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa tem entre os objetivos posicionar o Brasil como polo estratégico na rede global de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de tecnologias em saúde, com ampliação da capacidade nacional para condução de ensaios clínicos em todas as fases de desenvolvimento. A redução das desigualdades regionais no acesso e na condução de pesquisas clínicas e o aperfeiçoamento do ambiente normativo e regulatório nacional também estão nas prioridades.

Já a secretaria-executiva do PPClin será exercida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTIE) em Saúde do Ministério da Saúde.

A iniciativa já havia sido anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em abril, na abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro. “O grande esforço do Governo do Brasil é fazer com que mais brasileiros tenham acesso às inovações na área da saúde e que sejam adequadas às características da população brasileira”, destacou o ministro na ocasião.

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O PPClin está organizado em cinco diretrizes estruturantes, que incluem:

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  • transformação digital e transparência ativa;
  • engajamento social e centralidade no participante de pesquisa;
  • convergência regulatória e científica alinhada a padrões internacionais de qualidade e Boas Práticas Clínicas (BPC);
  • articulação com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e com políticas de inovação;
  • equidade regional e ampliação do acesso.

A portaria também formaliza a consolidação e expansão da Rede Brasileira de Pesquisa Clínica, instância de articulação e consultoria viabilizada em parceria com o os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e da Educação (MEC).

O programa prevê mecanismos de aceleração e resposta rápida para pesquisas em contextos de urgência e emergência em saúde pública, incluindo chamadas estratégicas, projetos multicêntricos coordenados e ampliação da capacidade operacional dos centros de pesquisa.

A norma estabelece, ainda, qualificação e certificação de centros de pesquisa, formação de recursos humanos especializados, capacitação contínua e estratégias para retenção de profissionais qualificados no ecossistema nacional de pesquisa clínica.

No campo regulatório, a iniciativa reforça a integração entre as instâncias ética e sanitária, promovendo harmonização de fluxos regulatórios, simplificação administrativa, mecanismos de avaliação acelerada e fortalecimento da coordenação entre a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), a Anvisa e os centros de pesquisa.

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A portaria também estabelece instrumentos permanentes de monitoramento, transparência e avaliação de projetos, com indicadores de desempenho, integridade de dados, impacto científico, contribuição clínica e geração de ativos tecnológicos, como patentes, novos produtos, transferência de tecnologia e atualização de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.

Estratégia de expansão 

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O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou recentemente o investimento inicial de R$ 120 milhões para apoio à infraestrutura de pesquisa clínica, modernização de centros de pesquisa e ampliação da capacidade nacional de estudos clínicos.

Planejamento Estratégico, Inteligência de Dados e Participação Social 

A elaboração do PPClin contou com a participação da sociedade, por meio da Consulta Pública 69/2025 sobre pesquisa clínica no Brasil, realizada pelo Ministério da Saúde. O processo recebeu 114 contribuições de universidades, centros de pesquisa, hospitais, empresas, gestores, profissionais de saúde e organizações da sociedade civil, assegurando transparência, diálogo social e incorporação dessas contribuições ao desenho e à divulgação do programa.

Acesse a portaria que oficializa o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin)

Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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