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AGRONEGÓCIO

Agro exporta quase R$ 6 bilhões em abril com disparada da soja e do milho

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As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul registraram forte recuperação em abril e movimentaram cerca de R$ 5,85 bilhões, impulsionadas principalmente pelo avanço dos embarques de soja, milho, óleo de soja e proteínas animais. Os dados constam no relatório mensal de comércio exterior divulgado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Segundo o levantamento, o agro gaúcho exportou US$ 1,17 bilhão no mês, alta de 37,6% em relação a abril do ano passado. Em volume, os embarques cresceram 59,3%, alcançando 1,78 milhão de toneladas. O setor respondeu sozinho por 67% do valor total exportado pelo estado e por mais de 86% de todo o volume embarcado no período.

O principal destaque foi o complexo soja, beneficiado pela entrada mais forte da nova safra no mercado. As exportações do segmento somaram US$ 347,6 milhões — cerca de R$ 1,74 bilhão — avanço de 97% sobre abril de 2025.

A soja em grão liderou a recuperação. O Rio Grande do Sul embarcou 405,5 mil toneladas do produto, com crescimento superior a 100% tanto em volume quanto em receita. A China retomou protagonismo nas compras e ampliou significativamente os embarques da oleaginosa gaúcha.

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O farelo de soja também avançou, puxado principalmente pela demanda de países como Irã, Coreia do Sul, França e Vietnã. Já o óleo de soja bruto ganhou espaço nas exportações para a Índia, que praticamente concentrou as compras do produto no mês.

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Outro destaque foi o milho. As exportações do cereal dispararam em relação ao ano passado e somaram US$ 69,8 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 349 milhões. Em volume, os embarques chegaram a 302,4 mil toneladas.

Enquanto soja e milho avançaram, o trigo seguiu caminho oposto. As exportações do cereal caíram mais de 68% na comparação anual. Segundo a Farsul, o recuo está ligado à ausência de operações excepcionais realizadas com a Nigéria em 2025 e ao cenário internacional de elevada oferta e forte concorrência entre exportadores.

As proteínas animais também sustentaram o crescimento das vendas externas do estado. A carne bovina registrou alta de 41,9% em valor, impulsionada pela retomada da demanda chinesa. A carne suína teve um dos melhores desempenhos do mês, com forte crescimento nas vendas para Filipinas, Malásia, Vietnã, África do Sul e Chile.

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A Ásia manteve posição de principal destino do agronegócio gaúcho, movimentando mais de US$ 572 milhões em abril. A China voltou a liderar o ranking de compradores, seguida por Estados Unidos, Vietnã, Índia e Coreia do Sul.

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No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, as exportações do agro do Rio Grande do Sul somam US$ 4,26 bilhões, cerca de R$ 21,3 bilhões, com crescimento de 3,5% frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento também aponta uma mudança gradual no perfil dos mercados compradores, com aumento da participação de países como Filipinas, Egito, Índia e Turquia. Para a Farsul, o movimento demonstra maior diversificação das exportações gaúchas, reduzindo parcialmente a dependência do mercado chinês.

Fonte: Pensar Agro

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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

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Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

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Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

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O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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