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POLÍTICA NACIONAL

CDR aprova criação de Programa de Armazenagem Rural

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A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (19) a criação do Programa de Armazenagem Rural (PAR), para ampliar a capacidade de armazenagem de grãos e oleaginosas nas propriedades rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O PL 1.070/2024 beneficia os produtores rurais.

Da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), o projeto foi aprovado na forma de um substitutivo do relator, senador Cid Gomes (PSB-CE). O texto segue à análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A proposta cria uma linha de financiamento no âmbito dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) para construção de novas estruturas de armazenagem, vedando a ampliação ou reforma das já existentes. O programa terá vigência de dez anos, prorrogável por mais dez.

Cid Gomes promoveu alterações no texto original ao estabelecer no substitutivo que, a partir de 2027, o PAR contará com recursos equivalentes a, no mínimo, 5% das disponibilidades líquidas do FCO e 3% das disponibilidades líquidas do FNO e do FNE — percentuais menores do que o previsto no projeto original, de 10% para todos os fundos. 

Energia

O relator também incluiu na proposta a destinação de 2% das disponibilidades líquidas dos fundos à armazenagem de energia em sistemas de baterias, a vigorar a partir de 2027. Para ele, essa destinação de recursos nas regiões menos desenvolvidas vai contribuir para torná-las mais dinâmicas e inovadoras.

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— Hoje, creio que o maior desafio seja a questão do armazenamento de energia. Portanto, colocamos percentuais diferenciados, com priorização no Norte e no Nordeste, para armazenamento de energia.

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Limites de financiamento

O projeto original previa limite de financiamento de R$ 12 milhões por usuário, mas o texto alternativo do relator retirou essa limitação, mantendo apenas o limite para assistência anual de R$ 30 milhões. Também foi suprimida, no substitutivo, a fixação de taxas de juros para os financiamentos. Além disso, o relator Cid Gomes aumentou o prazo de reembolso de 12 para 15 anos, e o prazo de carência de três para cinco anos.

O relator explicou que buscou flexibilizar o projeto, retirando do texto aspectos como valores financiáveis, taxas de juros e garantias, para que sejam definidos nos planos regionais de desenvolvimento e nas diretrizes dos programas de financiamento de cada um dos fundos.

— Ao remover esses aspectos da norma legal, nós buscamos evitar o engessamento das operações e o eventual empoçamento de recursos e adequar a proposição à legislação de encargos vigente para os fundos constitucionais de financiamento, inclusive com taxas mais vantajosas para a armazenagem — afirmou Cid Gomes.

Matopiba

Poderão ser beneficiários produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, associações e condomínios formais, que cultivem até 1.500 hectares. A capacidade máxima de armazenagem a ser instalada será de seis mil toneladas por beneficiário.

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A senadora Dorinha explicou que a proposta é reduzir o déficit crônico de armazenagem, que, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superou 130 milhões de toneladas na safra 2022/2023, representando riscos à produção, perdas logísticas e prejuízos aos produtores. Para a senadora, “a armazenagem é um problema grave”:

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— Quero citar o exemplo do meu estado [Tocantins), que pertence à região do Matopiba, cuja a capacidade de armazenamento hoje não supera a 36% do que é produzido no estado, com grave problema de armazenagem, e isso é um problema do Brasil inteiro — afirmou Dorinha, referindo-se à fronteira agrícola no arco que alcança Mato Grasso, Tocantins, Piauí e Bahia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Esperidião Amin cobra transparência em concessões de rodovias em Santa Catarina

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (20), o senador Esperidião Amin (PP-SC) cobrou esclarecimentos do governo federal e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o projeto de concessão de rodovias federais em Santa Catarina. O parlamentar afirmou que o estado enfrenta há anos dificuldades estruturais em corredores logísticos estratégicos e criticou a falta de informações detalhadas sobre o modelo do leilão anunciado.

Amin explicou que o projeto prevê concessões de trechos da BR-282, da BR-470, da BR-153 e da BR-480, mas deixa de fora segmentos considerados fundamentais para o escoamento da produção catarinense e para a segurança viária. O senador citou como exemplo o trecho da BR-101 no município de Morro dos Cavalos, e disse que as negociações envolvendo melhorias na rodovia seguem sem definição concreta.

Os nossos interesses, do estado, em matéria de logística quanto às rodovias federais, têm sido destratados há muito tempo — declarou.

O parlamentar informou que a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de uma audiência pública para discutir o projeto antes das consultas regionais previstas pelo governo federal. Segundo ele, a intenção é reunir representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Ministério dos Transportes, do governo estadual e de municípios atingidos pelas concessões.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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