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AGRONEGÓCIO

Preço do chocolate segue elevado no Dia dos Namorados mesmo após queda do cacau no mercado internacional

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O consumidor que pretende celebrar o Dia dos Namorados com chocolates encontrou preços mais elevados em 2026, especialmente nos produtos premium. Apesar da percepção de encarecimento nas prateleiras, o mercado internacional do cacau já vive uma realidade diferente daquela observada durante a crise de oferta que marcou 2024.

Segundo Lucca Bezzon, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, as cotações do cacau nos mercados futuros recuaram significativamente em comparação aos níveis recordes registrados no ano passado. No auge da valorização, o contrato negociado na Bolsa de Nova York chegou a atingir US$ 12,5 mil por tonelada. Atualmente, os preços operam em uma faixa considerada mais próxima da normalidade, entre US$ 3 mil e US$ 4 mil por tonelada.

No entanto, essa correção ainda não foi totalmente percebida pelo consumidor final.

Queda do cacau demora a chegar às prateleiras

De acordo com o especialista, a indústria do chocolate precisou implementar uma série de ajustes durante o período de forte alta da matéria-prima. Entre as estratégias adotadas estiveram reformulações de produtos, redução de gramaturas e reajustes de preços para preservar margens e manter a competitividade.

Além disso, o setor trabalha com estoques, contratos de longo prazo e políticas de compras que retardam o repasse das oscilações do mercado internacional para o varejo.

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“Os efeitos da recente queda do cacau levam tempo para chegar às prateleiras. No início de 2026, por exemplo, os preços ainda estavam próximos de US$ 6 mil por tonelada. Em geral, a indústria leva entre oito e doze meses para absorver mudanças mais significativas nos custos da matéria-prima”, explica Bezzon.

Esse intervalo faz com que o consumidor continue sentindo os reflexos da crise de oferta que pressionou o mercado global nos últimos anos.

Incertezas climáticas mantêm setor em alerta

Outro fator que contribui para a manutenção dos preços elevados é a cautela da indústria diante das incertezas relacionadas à produção mundial de cacau.

O mercado acompanha atentamente a recuperação dos estoques globais, principalmente em países africanos, responsáveis pela maior parte da produção mundial da commodity. Eventos climáticos adversos continuam representando riscos para a oferta internacional.

No Brasil, que também busca ampliar sua participação na produção global de cacau, as condições climáticas seguem sendo um elemento relevante para a formação das expectativas do mercado.

Diante desse cenário, fabricantes mantêm uma postura conservadora na retomada dos padrões anteriores de produção e formulação, especialmente nos segmentos de maior valor agregado.

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Chocolates premium continuam pressionados

Os chocolates premium, tradicionalmente mais procurados em datas comemorativas como o Dia dos Namorados, são os que mais refletem essa combinação de fatores.

Mesmo com a expressiva queda das cotações internacionais do cacau, o receio de novas oscilações na oferta global e nos preços da matéria-prima mantém os custos sob pressão. Como resultado, os produtos de maior qualidade e valor agregado continuam chegando ao consumidor com preços superiores aos observados antes da crise.

Mercado busca equilíbrio após forte volatilidade

A trajetória recente do cacau mostra um movimento de acomodação após um dos períodos mais voláteis da história da commodity. Embora as cotações atuais indiquem um cenário mais equilibrado, a normalização completa dos preços ao consumidor ainda dependerá da recomposição dos estoques globais, da estabilidade climática nas regiões produtoras e da velocidade com que a indústria conseguirá repassar os menores custos ao mercado.

Até lá, o chocolate seguirá como um dos itens mais impactados pelas transformações ocorridas na cadeia global de alimentos nos últimos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

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O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

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Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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