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Compras de fertilizantes e defensivos avançam com cautela no Brasil e mercado segue amplamente aberto para safra 2026/27

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O mercado brasileiro de insumos agrícolas iniciou junho com comportamentos distintos entre fertilizantes e defensivos, refletindo a cautela dos produtores rurais diante dos desafios econômicos, climáticos e de rentabilidade das próximas safras. Apesar de alguns sinais positivos, como a queda dos preços da ureia, as negociações seguem em ritmo moderado, especialmente para o milho safrinha 2027.

De acordo com análise de Jeferson Souza, especialista em inteligência de mercado da Agrinvest, o cenário atual ainda é marcado pela necessidade de recomposição das margens dos produtores, o que tem influenciado diretamente o ritmo das compras.

Ureia recua 30% e melhora poder de compra do produtor

Entre os fertilizantes, a ureia foi o principal destaque dos últimos meses. Desde meados de abril, o nitrogenado acumulou recuo próximo de 30%, contribuindo para uma melhora na relação de troca com o milho.

Apesar do alívio nos custos, o indicador ainda permanece acima das médias históricas em sacas necessárias para aquisição de uma tonelada do produto. Dessa forma, a redução dos preços ainda não foi suficiente para acelerar significativamente as negociações.

Segundo a análise, o movimento trouxe melhores oportunidades de compra, mas o produtor continua avaliando o cenário com cautela antes de assumir novos compromissos.

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Compras para o milho safrinha 2027 registram menor avanço desde 2019

O levantamento aponta que as aquisições de fertilizantes destinadas ao milho safrinha 2027 apresentam o menor avanço para este período do ano desde 2019.

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Entre os fatores que explicam a lentidão estão os preços ainda pouco atrativos do milho, a preocupação com o comportamento climático nos próximos meses e as incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safra de soja.

Além disso, o temor em torno dos impactos do fenômeno El Niño e seus reflexos sobre o calendário agrícola tem levado muitos produtores a postergar decisões estratégicas de compra.

Mercado de defensivos desacelera, mas ainda possui grande volume de negócios pela frente

No segmento de defensivos agrícolas, o ritmo das negociações mostrou avanço até o início de maio, mas perdeu intensidade ao longo das últimas semanas.

Mesmo com a desaceleração, os dados indicam que uma parcela expressiva do mercado permanece em aberto. Para a safra de soja 2026/27, mais da metade das compras ainda não foi realizada pelos produtores brasileiros.

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Até 31 de maio, o percentual negociado alcançava 47%, superando os 44% registrados no mesmo período do ciclo anterior. No entanto, o desempenho segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 51%.

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O resultado demonstra um adiantamento de três pontos percentuais em relação à temporada passada, mas ainda distante dos patamares observados em anos de comercialização mais acelerada.

Defensivos para milho seguem com até 90% do mercado em aberto

No caso do milho, a abertura do mercado é ainda mais significativa. As estimativas indicam que entre 85% e 90% das compras de defensivos agrícolas para os próximos ciclos ainda não foram realizadas.

Esse elevado volume de demanda potencial abre espaço para novas negociações ao longo dos próximos meses, dependendo da evolução dos preços dos insumos, das condições climáticas e da percepção de risco por parte dos produtores.

Perspectiva para os próximos meses

A expectativa do mercado é de que a definição do clima para a safra de verão, o comportamento dos preços do milho e da soja e as oscilações do mercado internacional de fertilizantes sejam fatores decisivos para determinar o ritmo das compras no segundo semestre.

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Enquanto isso, produtores seguem monitorando oportunidades pontuais e buscando equilibrar custos de produção com a necessidade de proteger margens em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Venda de soja acelera em Mato Grosso e comercialização da safra 2025/26 supera 81%; preços avançam

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Comercialização da soja em Mato Grosso avança com força e preços registram alta

A comercialização da soja em Mato Grosso ganhou ritmo nos últimos meses, impulsionada principalmente pela necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a chegada da segunda safra de milho. O movimento também foi favorecido pela valorização dos preços da oleaginosa, levando produtores a intensificarem as negociações tanto da safra atual quanto dos ciclos futuros.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da safra 2025/26 alcançaram 81,04% da produção estimada até maio, representando avanço de 8,52 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O percentual também supera em 5,02 pontos percentuais o registrado no mesmo período da temporada 2024/25.

Liberação de armazéns acelera negociações

O avanço da comercialização está diretamente relacionado à necessidade dos produtores de escoar os estoques de soja para receber a safra de milho, cuja colheita começa a ganhar intensidade em diversas regiões do estado.

Além da questão logística, a melhora nas cotações contribuiu para estimular novas vendas. O preço médio da soja da safra 2025/26 encerrou maio em R$ 106,58 por saca, registrando valorização de 1,85% em comparação com abril.

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O cenário reforça a estratégia adotada pelos produtores de aproveitar momentos de recuperação dos preços para ampliar a comercialização e reduzir riscos de mercado.

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Safra 2026/27 também registra avanço nas vendas

O movimento de antecipação não se limita à temporada atual. Segundo o Imea, a comercialização da safra 2026/27 atingiu 18,49% da produção projetada, avanço de 4,96 pontos percentuais frente ao mês anterior.

O desempenho também supera em 4,34 pontos percentuais o registrado no mesmo período do ciclo anterior, evidenciando maior interesse dos produtores em travar parte da produção futura.

A antecipação das negociações foi favorecida pela valorização de 1,37% no preço médio mensal da safra futura, que encerrou maio cotada a R$ 109,11 por saca.

Custos elevados e clima mantêm produtores atentos

Apesar do avanço nas vendas, o cenário para os próximos ciclos continua cercado por desafios. O Imea destaca que os elevados custos de produção e as incertezas climáticas seguem sendo fatores de atenção para os agricultores mato-grossenses.

Diante desse ambiente, muitos produtores optam por aproveitar janelas favoráveis de preços para garantir margens e reduzir a exposição às oscilações do mercado.

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A estratégia de comercialização antecipada tem sido uma ferramenta importante para o gerenciamento de riscos, especialmente em um contexto de volatilidade nos mercados agrícolas e de custos ainda elevados para a implantação das lavouras.

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Preço da soja disponível também avança

No mercado físico, a soja disponível em Mato Grosso registrou valorização na última semana. O indicador do Imea apresentou alta de 0,54%, encerrando a sexta-feira cotado a R$ 105,17 por saca.

O desempenho positivo reforça o cenário de maior movimentação comercial no estado, que segue como principal produtor de soja do Brasil e referência para o mercado nacional da oleaginosa.

Com a colheita do milho avançando e os produtores atentos às oportunidades de mercado, a tendência é de continuidade do fluxo de vendas nas próximas semanas, tanto para a safra atual quanto para os ciclos futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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