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Mercado do açúcar recua nas bolsas internacionais, enquanto preços no Brasil mostram sinais de recuperação

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O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira (10) em queda nas principais bolsas globais, pressionado pelo aumento da oferta mundial, pelo desempenho das exportações dos grandes produtores e pela forte desvalorização do petróleo. No Brasil, porém, os preços do açúcar cristal e do etanol registraram recuperação diária, indicando uma possível reação do mercado interno.

Açúcar bruto fecha em baixa na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto voltaram a recuar. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,04 ponto.

Os demais contratos também encerraram o pregão no campo negativo:

  • Outubro/26: 14,54 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Março/27: 15,42 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Demais vencimentos também registraram desvalorizações.

O movimento reflete a percepção de um mercado amplamente abastecido, especialmente diante da forte produção observada nos principais países exportadores.

Açúcar branco acompanha perdas em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou a sessão em baixa.

Os principais contratos fecharam em:

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  • Agosto/26: US$ 445,00 por tonelada (-US$ 0,10);
  • Outubro/26: US$ 439,30 por tonelada (-US$ 0,90);
  • Dezembro/26: US$ 437,80 por tonelada (-US$ 1,00).
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A pressão sobre as cotações internacionais continua associada ao avanço da safra brasileira e ao aumento da disponibilidade global da commodity.

Mercado físico brasileiro apresenta recuperação

Em sentido contrário ao mercado externo, o açúcar cristal negociado no mercado paulista registrou valorização.

De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 92,90, alta de 1,69% em relação ao fechamento anterior.

Apesar da recuperação diária, o indicador ainda acumula recuo de 0,11% em junho, refletindo um ambiente de negócios cauteloso em meio ao avanço da moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul.

Etanol hidratado também registra avanço

O mercado de etanol acompanhou o movimento positivo observado no açúcar.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.321,50 por metro cúbico, registrando valorização de 0,39% na comparação diária.

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Mesmo com a recuperação recente, o biocombustível ainda acumula queda de 1,28% no mês, pressionado pela maior oferta decorrente do pico da safra sucroenergética.

Petróleo e oferta global seguem no radar do mercado

A recente queda dos preços do petróleo continua sendo um dos principais fatores de pressão para o açúcar. Com combustíveis fósseis mais baratos, o etanol perde competitividade, reduzindo o incentivo para a destinação da cana à produção de biocombustíveis.

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Nesse cenário, cresce a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar, aumentando a oferta disponível no mercado internacional.

Além disso, os investidores seguem monitorando o desempenho das exportações da Tailândia e o forte ritmo produtivo do Centro-Sul do Brasil, fatores que reforçam a perspectiva de abundância global da commodity.

Por outro lado, preocupações climáticas relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre importantes regiões produtoras continuam limitando quedas mais acentuadas nas cotações internacionais, mantendo um componente de risco no mercado para os próximos meses.

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Perspectivas

O mercado do açúcar segue dividido entre a pressão de uma oferta global robusta e as incertezas climáticas que podem afetar a produção futura. No Brasil, a recuperação dos preços do açúcar cristal e do etanol sugere maior sustentação no mercado físico, embora a evolução da safra e o comportamento do petróleo continuem sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Queijo de cabra de Barbacena (MG) conquista Super Ouro no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026

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Barbacena (MG) celebra destaque nacional na produção de queijos artesanais

O queijo maturado de leite de cabra meia cura com sabor defumado, produzido pelo laticínio Caprikil, de Barbacena (MG), foi um dos grandes vencedores do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026 ao receber a distinção Super Ouro.

Entre os 22 queijos que alcançaram nota máxima (100 pontos) e foram considerados sem defeitos pelos jurados, apenas dez conquistaram o título especial. A produção mineira estreou no concurso já entre os destaques, consolidando reconhecimento imediato no cenário da queijaria artesanal.

Da criação de cabras à produção premiada

A história da Caprikil começou de forma inesperada em 2022, quando a produtora Ádila Gomes iniciou a criação de cabras com o objetivo inicial de comercializar leite como alternativa de renda rural.

O plano mudou quando o transporte do leite deixou de atender a propriedade, dificultando o escoamento da produção. Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de transformar o leite em queijo.

Uma mensagem recebida por uma rede social de um restaurante de Barbacena acabou sendo o ponto de virada. Sem experiência prévia na área, Ádila decidiu apostar na produção artesanal, buscou capacitação e realizou cursos especializados em queijos de leite de cabra, iniciando uma nova fase do negócio.

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Assistência técnica fortalece gestão e produção rural

Desde setembro de 2025, a queijaria passou a integrar o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato Rural de Barbacena.

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A técnica de campo Letícia Campos acompanha a propriedade e atua em áreas como manejo do rebanho, higiene, processos produtivos e gestão empresarial.

Segundo ela, um dos principais desafios iniciais foi a ausência de controle gerencial e produtivo estruturado. Com o acompanhamento técnico, a propriedade avançou na organização interna e ampliou o número de produtos registrados no Serviço de Inspeção Municipal (SIM): de um para quatro itens certificados, com mais um em fase de regularização.

Produção cresce com foco em qualidade e gestão profissional

Atualmente, a Caprikil processa cerca de 600 litros de leite de cabra por mês, resultando em aproximadamente 70 quilos de queijos artesanais mensais.

O destaque da produção é o queijo tipo boursin, de origem francesa, reconhecido pela textura cremosa e sabor suave. Já o queijo meia cura defumado foi o produto premiado com o Super Ouro no festival.

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Para a equipe técnica, o diferencial da propriedade está na combinação entre técnica e gestão. A produção de queijos de cabra ainda enfrenta resistência no mercado, mas o trabalho de qualificação tem elevado o padrão dos produtos e ampliado a aceitação do consumidor.

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Gestão profissional e expansão do laticínio

Com o suporte técnico, a propriedade passou a adotar indicadores de produção e planejamento estratégico, permitindo decisões mais estruturadas sobre investimentos e expansão.

A produtora Ádila Gomes destaca que a atividade passou a ser tratada como uma empresa rural, sem perder o caráter artesanal da produção.

A expectativa agora é expandir o laticínio, diversificar a linha de produtos derivados do leite de cabra e fortalecer a presença no mercado, mantendo o foco na qualidade e na identidade artesanal que garantiu o reconhecimento no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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