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AGRONEGÓCIO

Senado deve votar projeto do endividamento rural nesta semana; FPA intensifica articulação para aprovação

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Senado analisa projeto do endividamento rural e FPA busca assegurar avanço dos biocombustíveis

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) concentra esforços nesta semana para avançar em duas pautas consideradas estratégicas para o setor agropecuário brasileiro: a votação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que trata da renegociação do endividamento rural, e a inclusão do diferencial competitivo para os biocombustíveis no Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026.

As duas propostas devem movimentar o Congresso Nacional nos próximos dias e são vistas pela bancada ruralista como fundamentais para a sustentabilidade econômica do campo e para a competitividade da matriz energética brasileira.

Endividamento rural é prioridade para o agro

O PL 5.122/2023 está previsto para ser analisado pelo Senado Federal nesta quarta-feira (10). A proposta busca criar mecanismos para reestruturação das dívidas dos produtores rurais, especialmente diante das dificuldades financeiras enfrentadas em diversas regiões do país.

Durante reunião da FPA realizada nesta terça-feira (9), o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou a importância da aprovação do texto construído no Senado.

Segundo ele, a proposta representa uma solução viável para um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos produtores rurais brasileiros.

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“O endividamento rural é hoje a principal preocupação dos produtores. Precisamos garantir a aprovação de um texto que seja efetivo e capaz de oferecer condições reais para a recuperação financeira do setor”, afirmou.

Inclusão de dívidas não bancárias gera debate

O relatório aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) enfrenta resistência por parte do Ministério da Fazenda e do sistema financeiro, especialmente em relação à utilização de recursos de fundos públicos para viabilizar a renegociação e à inclusão de dívidas contraídas fora do sistema bancário.

Para a FPA, limitar a proposta apenas aos débitos bancários não resolveria a situação enfrentada pelos produtores.

A bancada argumenta que boa parte do financiamento das atividades agrícolas ocorre por meio de cooperativas, fornecedores de insumos, cerealistas e tradings, tornando necessária uma abordagem mais ampla para a renegociação.

Bancada busca evitar vetos do Executivo

Além da aprovação no Senado, a articulação política também tem como objetivo construir entendimento com o governo federal para evitar possíveis vetos presidenciais.

O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), defendeu a construção de consensos que garantam a efetividade da medida.

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Segundo ele, a aprovação de um texto sem diálogo com o Executivo pode comprometer a implementação das soluções esperadas pelos produtores.

A preocupação é compartilhada por parlamentares do Rio Grande do Sul, estado que enfrenta uma grave crise no setor agropecuário após sucessivas perdas climáticas.

O deputado Pedro Westphalen (PP-RS) afirmou que muitos produtores já se encontram em situação financeira crítica e dependem da aprovação da proposta para manter suas atividades.

Enquanto isso, lideranças rurais gaúchas articulam uma mobilização em Brasília para pressionar pela votação e manutenção dos avanços conquistados durante a tramitação da matéria na CAE.

Biocombustíveis ganham espaço em novo projeto

Outra pauta considerada prioritária pela FPA é o PLP 114/2026, que prevê a utilização da arrecadação adicional gerada pela alta dos preços internacionais do petróleo para compensar tributos sobre combustíveis e reduzir o impacto ao consumidor.

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A proposta original, no entanto, não contemplava mecanismos para preservar a competitividade dos biocombustíveis frente aos combustíveis fósseis.

Diante disso, a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), deve apresentar um parecer incluindo dispositivos que garantam o diferencial competitivo previsto pela Constituição Federal para produtos como etanol e biodiesel.

Segundo a parlamentar, a medida foi uma demanda prioritária do setor e considerada essencial para evitar perdas de competitividade diante das oscilações do mercado internacional de energia.

Setor defende equilíbrio concorrencial

O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ressaltou que a proposta não cria novos benefícios para os biocombustíveis, mas busca preservar condições justas de concorrência em relação aos combustíveis derivados do petróleo.

Para o parlamentar, o objetivo é assegurar que a política tributária não comprometa os avanços obtidos pelo Brasil na produção e utilização de combustíveis renováveis.

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A expectativa da bancada ruralista é que o PLP 114/2026 seja apreciado pelo Plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta quarta-feira (10). Caso aprovado, o texto seguirá para análise do Senado Federal.

Congresso terá semana decisiva para o agro

Com a votação das duas propostas, o Congresso Nacional vive uma semana considerada decisiva para o agronegócio brasileiro.

De um lado, produtores aguardam medidas que possam aliviar o crescente endividamento no campo. De outro, o setor de bioenergia busca preservar a competitividade dos combustíveis renováveis, considerados estratégicos para a transição energética e para a redução das emissões de carbono.

A expectativa é que as decisões tomadas nos próximos dias tenham impacto direto sobre a sustentabilidade financeira dos produtores rurais e sobre o futuro da matriz energética nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

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O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

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Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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