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AGRONEGÓCIO

Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros elevam incertezas no comércio exterior e pressionam câmbio

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Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros elevam incertezas no comércio exterior e pressionam câmbio

A possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros voltou a gerar preocupação entre exportadores, investidores e agentes do agronegócio. A proposta do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, com exceções para itens como café, suco de laranja e aeronaves, adiciona um novo fator de risco ao cenário econômico global e às perspectivas para o comércio exterior brasileiro.

A medida ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países e reforça um ambiente já marcado por incertezas geopolíticas, volatilidade cambial e desaceleração econômica em importantes mercados consumidores.

Balança comercial mantém desempenho positivo

Apesar das incertezas externas, a balança comercial brasileira segue apresentando resultados robustos. Em maio, o saldo comercial alcançou superávit de US$ 7,8 bilhões, superando as expectativas do mercado.

As exportações somaram US$ 31,9 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões. No acumulado de 2026, o superávit comercial chegou a US$ 32,7 bilhões, crescimento de 34,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela indústria de transformação. Entre os destaques das exportações estiveram:

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  • Soja, com alta de 14,6%;
  • Algodão, avanço de 45,3%;
  • Carne bovina, crescimento de 50,2%;
  • Ouro não monetário, aumento de 56,7%;
  • Derivados de petróleo, com expansão superior a 75%.
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A demanda internacional por commodities brasileiras continua favorecida pelo cenário global, especialmente diante das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, que vêm sustentando preços mais elevados para energia e matérias-primas.

Indústria brasileira registra quarta alta consecutiva

Outro indicador que trouxe sinais positivos para a economia foi a produção industrial. Em abril, o setor avançou 0,7% na comparação mensal, registrando o quarto crescimento consecutivo em 2026.

Na comparação com abril do ano passado, a produção industrial apresentou alta de 2,7%.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado positivo estão:

  • Indústrias extrativas;
  • Petróleo e biocombustíveis;
  • Produtos de madeira;
  • Setor têxtil;
  • Borracha e materiais plásticos;
  • Máquinas e equipamentos elétricos.

Por outro lado, alguns setores apresentaram retração, como produtos químicos, farmacêuticos, metalurgia e fabricação de máquinas e equipamentos.

Mesmo com os avanços recentes, analistas avaliam que a atividade industrial deve perder força ao longo dos próximos meses em função dos juros elevados, das incertezas fiscais e do ambiente político associado às eleições de 2026.

Dólar ganha força e mercado revisa projeções

O cenário internacional mais desafiador também influenciou o mercado cambial. O real encerrou a última semana em desvalorização frente ao dólar, acompanhando o fortalecimento global da moeda norte-americana.

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Além das tensões geopolíticas, pesam sobre o câmbio fatores como:

  • Redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos;
  • Dúvidas sobre a trajetória fiscal brasileira;
  • Incertezas em torno do crescimento econômico global;
  • Possível recuperação mais consistente do dólar nos mercados internacionais.
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Diante desse quadro, a projeção para a taxa de câmbio no encerramento de 2026 foi revisada para R$ 5,35 por dólar.

Agronegócio acompanha impactos das tarifas

Embora produtos estratégicos para o agronegócio brasileiro, como café e suco de laranja, estejam entre as exceções inicialmente previstas pela proposta americana, o setor acompanha com atenção a evolução das negociações.

Especialistas alertam que medidas protecionistas podem afetar cadeias produtivas, logística de exportação e decisões de investimento, além de gerar efeitos indiretos sobre preços e competitividade internacional.

Ao mesmo tempo, a forte demanda por commodities agrícolas brasileiras e a diversificação dos mercados compradores ajudam a reduzir parte dos riscos associados ao aumento das barreiras comerciais.

Próximos indicadores no radar

O mercado agora concentra suas atenções na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e dos dados do setor de serviços, indicadores que poderão oferecer sinais mais claros sobre o ritmo da atividade econômica e os próximos passos da política monetária brasileira.

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Enquanto isso, o cenário externo continua sendo o principal fator de atenção para investidores, exportadores e produtores rurais, especialmente diante das discussões sobre tarifas, conflitos geopolíticos e perspectivas para o comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

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O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

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Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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