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AGRONEGÓCIO

Senado aprova projeto de renegociação de dívidas rurais e amplia apoio financeiro aos produtores

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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que estabelece medidas para a renegociação das dívidas dos produtores rurais em todo o Brasil. A proposta, considerada estratégica para o agronegócio, cria instrumentos de apoio financeiro para agricultores e pecuaristas afetados pela combinação de juros elevados, queda das commodities, oscilações cambiais e adversidades climáticas.

O texto recebeu aval do Plenário após intensas negociações entre parlamentares e representantes do governo federal. Apesar das discussões com o Ministério da Fazenda, não houve consenso sobre a matéria. Agora, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

Setor agropecuário enfrenta cenário de pressão financeira

Durante a votação, lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacaram que o agronegócio atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Entre os fatores apontados estão a redução dos preços internacionais das commodities agrícolas, o aumento do custo do crédito rural, a valorização do real frente ao dólar em relação ao período de plantio e os impactos climáticos registrados em diversas regiões produtoras.

Segundo parlamentares da bancada ruralista, a medida é necessária para evitar um agravamento da inadimplência no campo e garantir condições para que os produtores mantenham a capacidade de investimento e produção nas próximas safras.

Nova linha de crédito terá recursos de fundos constitucionais e do Fundo Social

Entre os principais pontos do projeto está a criação de uma linha especial de financiamento destinada à renegociação de débitos rurais. Os recursos poderão ser provenientes do Fundo Social e dos fundos constitucionais de financiamento, especialmente para atender produtores das regiões Norte e Nordeste.

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O texto aprovado prevê que a utilização desses recursos seja autorizativa, sem estabelecer um limite financeiro específico para sua aplicação.

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Condições favorecem recuperação financeira dos produtores

As regras definidas para a nova linha especial de crédito oferecem condições diferenciadas para os beneficiários:

  • Taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
  • Limite de financiamento de até R$ 10 milhões por produtor rural;
  • Limite de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações;
  • Prazo de pagamento de até 10 anos;
  • Carência de três anos para início da amortização;
  • Possibilidade de extensão do prazo total para até 15 anos em situações específicas.

A expectativa dos defensores da proposta é que as condições oferecidas permitam a reorganização financeira de milhares de produtores que enfrentam dificuldades para honrar compromissos junto às instituições financeiras.

Relatório amplia alcance da medida até 2026

O texto final incorporou alterações que ampliam o alcance da renegociação. Entre elas está a inclusão de operações de crédito rural que tenham sido renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estivessem adimplentes no momento da contratação.

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A mudança busca contemplar um número maior de produtores que tiveram suas operações afetadas por fatores externos ao longo dos últimos ciclos agrícolas.

Educação e saúde ficam preservadas

Uma das preocupações levantadas durante as negociações envolvia o possível impacto da utilização dos recursos do Fundo Social sobre áreas prioritárias do orçamento público.

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Para evitar esse efeito, o relatório reforçou dispositivos que garantem a preservação dos recursos destinados à educação e à saúde, mantendo a destinação constitucional dessas áreas.

Agronegócio reforça importância econômica da medida

Parlamentares favoráveis ao projeto argumentam que a renegociação das dívidas rurais representa um investimento na sustentabilidade econômica do setor agropecuário brasileiro.

O agronegócio segue como um dos principais motores da economia nacional, respondendo por parcela significativa das exportações, da geração de empregos e da formação do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo representantes da FPA, a recuperação financeira dos produtores é considerada essencial para assegurar a continuidade da produção, a oferta de alimentos e a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

Com a aprovação no Senado, o setor agora acompanha a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados, onde a expectativa é de que a matéria avance rapidamente diante da urgência apontada pelas lideranças do agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Cultivo de peixes em reservatório de hidrelétricas é regulamentado

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério de Minas e Energia (MME) definiram as diretrizes e responsabilidades para o uso de Área de Preservação Permanente (APP) e da borda de reservatórios de geração de energia hidrelétrica para fins de aquicultura. A decisão foi divulgada por meio da Portaria Interministerial Nº 4 de 9 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é estabelecer o marco normativo para promover maior segurança jurídica, previsibilidade regulatória e coordenação institucional para o desenvolvimento da aquicultura em reservatórios de hidrelétricas.

A proposta passou por consulta pública e ampla discussão com o setor produtivo. A ideia é que essa regulamentação traga mais sustentabilidade para a produção aquícola nas águas dos reservatórios, promovendo a coexistência harmônica entre a aquicultura e a geração de energia.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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