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Exportações brasileiras para a China avançam 9,5% em maio e reforçam liderança do país como principal parceiro comercial

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A China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras em maio de 2026, ampliando sua relevância para a balança comercial do país. Os embarques para o mercado chinês cresceram 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas para Argentina e Estados Unidos registraram retração.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e mostram mudanças importantes no fluxo comercial brasileiro com seus principais parceiros internacionais.

China impulsiona superávit e amplia corrente de comércio

As exportações brasileiras para a China somaram US$ 10,50 bilhões em maio, crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

As importações de produtos chineses também avançaram, registrando alta de 24,2% e alcançando US$ 6,80 bilhões.

Com isso, o Brasil encerrou o mês com superávit comercial de US$ 3,70 bilhões na relação bilateral. A corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 17,30 bilhões, avanço de 14,8% na comparação anual.

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No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, os números reforçam a força do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro:

  • Exportações: US$ 46,26 bilhões (+21,8%)
  • Importações: US$ 30,76 bilhões (+4,1%)
  • Superávit comercial: US$ 15,50 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 77,02 bilhões (+14,1%)

O desempenho confirma a importância da China para setores estratégicos do agronegócio brasileiro, especialmente soja, carnes, celulose, minério de ferro e outros produtos de base exportadora.

Exportações para a Argentina recuam mais de 20% em maio

A Argentina apresentou o movimento oposto e registrou forte retração nas compras de produtos brasileiros.

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As exportações para o país vizinho totalizaram US$ 1,33 bilhão em maio, queda de 21,7% na comparação anual. Já as importações brasileiras provenientes da Argentina cresceram 2,8%, somando US$ 1,19 bilhão.

O saldo comercial permaneceu positivo para o Brasil em US$ 130 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 2,52 bilhões, representando retração de 11,8%.

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No acumulado de janeiro a maio de 2026:

  • Exportações brasileiras: US$ 6,03 bilhões (-19,6%)
  • Importações: US$ 5,12 bilhões (+0,9%)
  • Superávit comercial: US$ 910 milhões
  • Corrente de comércio: US$ 11,14 bilhões (-11,3%)

A desaceleração da economia argentina continua impactando o desempenho das exportações brasileiras, especialmente nos setores industrial e automotivo.

Comércio com os Estados Unidos segue em queda

Os Estados Unidos também registraram redução nas operações comerciais com o Brasil durante maio.

As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,09 bilhões, queda de 14% em relação ao mesmo mês de 2025.

As importações recuaram 11%, totalizando US$ 3,21 bilhões.

O resultado foi um déficit comercial de US$ 120 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 6,30 bilhões, retração de 12,5%.

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Entre janeiro e maio de 2026, o desempenho acumulado aponta:

  • Exportações: US$ 14,01 bilhões (-16%)
  • Importações: US$ 15,48 bilhões (-12,6%)
  • Déficit comercial: US$ 1,47 bilhão
  • Corrente de comércio: US$ 29,49 bilhões (-14,3%)
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Os números refletem um ambiente de menor dinamismo nas trocas comerciais entre as duas maiores economias do continente.

União Europeia amplia compras de produtos brasileiros

A União Europeia apresentou desempenho positivo e manteve trajetória de crescimento nas relações comerciais com o Brasil.

Em maio, as exportações brasileiras para o bloco europeu atingiram US$ 4,91 bilhões, avanço de 8,8% na comparação anual.

As importações provenientes da Europa recuaram 6,9%, totalizando US$ 4,01 bilhões.

O resultado gerou superávit de US$ 900 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 8,92 bilhões, crescimento de 1,2%.

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No acumulado dos cinco primeiros meses do ano:

  • Exportações: US$ 21,81 bilhões (+6,7%)
  • Importações: US$ 19,55 bilhões (-3,4%)
  • Superávit comercial: US$ 2,26 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 41,37 bilhões (+1,7%)
Agronegócio segue como motor das exportações brasileiras

O desempenho da balança comercial brasileira em 2026 evidencia a crescente dependência dos mercados asiáticos, especialmente da China, para a sustentação das exportações nacionais.

Ao mesmo tempo, os resultados mostram um cenário mais desafiador nas relações comerciais com Argentina e Estados Unidos, enquanto a União Europeia mantém trajetória de crescimento gradual.

Para o agronegócio, que responde por parcela significativa das exportações brasileiras, o fortalecimento da demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de sustentação da geração de divisas e do saldo positivo da balança comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Incertezas sobre El Niño freiam vendas antecipadas de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27

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A comercialização antecipada da safra de milho 2026/27 em Mato Grosso segue abaixo do ritmo histórico. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores haviam negociado até maio apenas 4,77% da produção estimada para o próximo ciclo.

O percentual representa pouco mais da metade da média histórica para o período, que é de 9,1%, e também fica abaixo do registrado no mesmo momento da safra anterior, quando as vendas antecipadas já alcançavam 5,6% da produção prevista.

Apesar do avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, o mercado segue cauteloso diante das incertezas relacionadas ao comportamento climático para o segundo semestre de 2026.

Possível El Niño preocupa produtores

A principal razão para a lentidão nas negociações está associada às previsões climáticas que apontam para a possível formação de um fenômeno El Niño de maior intensidade.

Segundo especialistas, um evento climático mais forte pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil, impactando diretamente o calendário agrícola e a produtividade das lavouras.

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De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, a preocupação está relacionada principalmente aos reflexos sobre a safra de soja, que influencia diretamente a janela de plantio do milho segunda safra.

Caso ocorram atrasos no início das chuvas ou volumes abaixo do esperado durante a semeadura da soja em Mato Grosso, prevista para começar em setembro, o plantio do milho poderá ser postergado, reduzindo o período ideal de desenvolvimento da cultura.

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Estratégias para reduzir riscos podem afetar o milho

Diante das incertezas climáticas, alguns produtores já avaliam alternativas para aumentar a segurança das lavouras de soja.

Entre as estratégias consideradas está a adoção de cultivares de ciclo mais longo e maior tolerância a períodos de estiagem. No entanto, essa decisão pode gerar impactos indiretos sobre o milho.

Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o uso de variedades de soja com ciclo mais extenso tende a atrasar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela disponível para o plantio do milho safrinha e aumentando os riscos produtivos.

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Esse cenário tem levado muitos agricultores a postergar decisões de comercialização para a safra futura, aguardando maior clareza sobre as condições climáticas dos próximos meses.

Preços estáveis não impulsionam negócios

Mesmo com preços relativamente estáveis, o avanço das vendas antecipadas continua limitado.

Dados do Imea mostram que a saca de milho para entrega na safra 2026/27 foi negociada em média a R$ 45,39 em maio, praticamente sem variação em relação ao mês anterior.

A estabilidade nas cotações, aliada às incertezas climáticas, reduz o interesse dos produtores em travar preços neste momento, mantendo o ritmo de comercialização abaixo do esperado.

Safra 2025/26 mantém ritmo de vendas acima do ano passado

Enquanto os negócios da safra futura avançam lentamente, a comercialização da produção 2025/26 segue em ritmo mais acelerado.

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Até o final de maio, os produtores mato-grossenses haviam negociado 47,32% da produção estimada para o ciclo atual, avanço de 1,48 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

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O percentual supera os 46,30% registrados no mesmo período do ano passado, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 53,09%.

Segundo a Famato, o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do cereal no mercado têm favorecido as negociações, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão sobre os preços.

Mato Grosso caminha para mais uma grande safra

O Imea estima que Mato Grosso deverá produzir 53,35 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

Embora o volume represente redução de 3,76% em relação ao recorde alcançado no ciclo anterior, o estado segue consolidado como o maior produtor de milho do Brasil.

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Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento da oferta para os mercados interno e externo, reforçando a importância do cereal mato-grossense no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras.

Diante das incertezas climáticas e do potencial impacto do El Niño sobre a próxima temporada, produtores permanecem atentos ao mercado e às previsões meteorológicas antes de ampliar os compromissos de venda da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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