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AGRONEGÓCIO

Inadimplência rural atinge recorde em 2025 e reforça importância da gestão financeira no agronegócio

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A inadimplência no agronegócio brasileiro alcançou o maior patamar da série histórica em 2025, acendendo um sinal de alerta para produtores rurais, instituições financeiras e agentes do setor. De acordo com dados do Boletim Agro da Serasa Experian, 8,2% da população rural encerrou o ano com débitos em atraso superior a 180 dias, refletindo os desafios enfrentados pelo campo em um ambiente de custos elevados, crédito mais caro, instabilidade climática e oscilações nos mercados agrícolas.

O avanço da inadimplência evidencia a crescente necessidade de planejamento financeiro e gestão eficiente das propriedades rurais, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição aos riscos de mercado.

Norte lidera ranking da inadimplência rural

O levantamento mostra diferenças significativas entre as regiões brasileiras. Enquanto a Região Sul apresentou os menores índices de inadimplência, os estados do Norte concentraram os percentuais mais elevados.

O Rio Grande do Sul registrou a menor taxa do país, com 5,3% dos produtores rurais inadimplentes, seguido por Paraná e Santa Catarina. Em contraste, o Amapá apresentou o maior índice nacional, alcançando 19,9%.

Na análise regional, o Norte lidera com taxa média de 12,5%, seguido pelo Centro-Oeste, com 9,6%, e pelo Nordeste, com 9,4%. Já a Região Sul apresentou o melhor desempenho, com média de 5,7%.

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Segundo especialistas, os dados refletem não apenas diferenças econômicas entre as regiões, mas também distintos níveis de acesso ao crédito, assistência técnica e ferramentas de gestão financeira.

Planejamento financeiro ganha protagonismo no campo

Para Kelvia Carneiro, presidente da Cactvs, a sustentabilidade financeira das propriedades rurais depende cada vez mais da capacidade de gestão dos produtores.

Segundo a especialista, os desafios enfrentados pelo agronegócio nos últimos anos impactaram diretamente o fluxo de caixa das atividades rurais, exigindo maior controle sobre receitas, despesas e investimentos.

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O aumento dos custos de produção, aliado às perdas provocadas por eventos climáticos e às oscilações nos preços das commodities, reduziu a capacidade financeira de muitos produtores e ampliou a dependência de financiamentos.

Nesse contexto, a organização financeira passa a desempenhar papel tão importante quanto a eficiência produtiva dentro das propriedades.

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Como evitar o endividamento excessivo

Especialistas destacam que algumas medidas podem contribuir para reduzir os riscos financeiros e fortalecer a saúde econômica das atividades rurais.

Entre as principais recomendações está a separação entre as finanças pessoais e os recursos da propriedade. A prática facilita o controle financeiro e permite uma visão mais precisa dos resultados da atividade produtiva.

Outro ponto considerado essencial é o acompanhamento contínuo do fluxo de caixa. O registro detalhado de receitas, despesas, financiamentos e investimentos ajuda a identificar períodos de maior pressão financeira e permite a adoção de medidas preventivas.

A formação de reservas para emergências também é apontada como estratégia importante, principalmente em um setor altamente dependente das condições climáticas.

Além disso, especialistas recomendam que a contratação de crédito seja precedida por análises criteriosas sobre a capacidade de pagamento e o retorno esperado do investimento.

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Renegociação pode evitar agravamento das dívidas

Para os produtores que já enfrentam dificuldades financeiras, a orientação é agir rapidamente e evitar o acúmulo de encargos.

O primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da situação financeira, identificando valores devidos, credores, taxas de juros e prazos de vencimento. Com essas informações, torna-se possível estabelecer prioridades e buscar renegociações em condições mais favoráveis.

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Especialistas alertam que ignorar o problema tende a ampliar os custos da dívida e reduzir as alternativas de recuperação financeira.

Também é desaconselhada a contratação de novos empréstimos com juros elevados para quitar débitos anteriores, prática que pode aprofundar ainda mais o ciclo de endividamento.

Microcrédito rural ganha espaço como alternativa

Em meio ao aumento da inadimplência, o microcrédito rural vem se consolidando como uma ferramenta de apoio para pequenos produtores que buscam reorganizar suas finanças e manter a atividade produtiva.

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A modalidade permite acesso a recursos destinados ao capital de giro, compra de insumos e investimentos que podem contribuir para o aumento da produtividade e da geração de renda.

Segundo especialistas do setor, quando utilizado de forma planejada, o microcrédito pode auxiliar na recuperação da capacidade financeira das propriedades e reduzir os impactos de dificuldades temporárias.

A orientação é que o acesso ao crédito ocorra de forma estratégica, com foco em investimentos que fortaleçam a atividade produtiva e aumentem a capacidade de geração de receita.

Gestão financeira será decisiva para a sustentabilidade do agro

Com a inadimplência rural em níveis recordes, o fortalecimento da educação financeira no campo ganha relevância para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Especialistas avaliam que produtores que investem em planejamento, controle de custos, gestão de caixa e uso consciente do crédito tendem a enfrentar melhor períodos de instabilidade econômica e climática.

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Em um ambiente cada vez mais desafiador, a combinação entre eficiência produtiva e disciplina financeira deverá ser um dos principais diferenciais para garantir a competitividade e a longevidade das propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

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O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

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Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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