Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Operação Narke 6 avança contra lavagem de dinheiro do narcotráfico no Rio Grande do Sul

Publicado em

Porto Alegre, 11/06/26 – Como parte da Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater o tráfico de drogas, a lavagem de capitais e as organizações criminosas, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na quinta-feira (11), a Operação Apakani. A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na ocultação de recursos provenientes do narcotráfico.

Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (Dipac), a ofensiva cumpriu 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 69 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas de bloqueio de 59 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos.

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha no município de Canoas (RS). A partir das diligências, a Polícia Civil identificou uma organização voltada à distribuição de cocaína e crack em larga escala no Rio Grande do Sul, com atuação interestadual e uso de imóveis alugados para armazenamento de entorpecentes.

Leia Também:  MME participa de evento sobre minerais críticos e estratégicos no Reino Unido

As diligências ocorreram em municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de empresas localizadas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mandados também foram cumpridos em unidades prisionais do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Movimentação milionária

Advertisement

Ao longo das apurações, foram implementadas 71 medidas cautelares para quebra de sigilos bancário, fiscal, financeiro e telemático, o que permitiu identificar o funcionamento do esquema financeiro do grupo.

Segundo a Polícia Civil, a organização movimentou mais de R$ 21,3 milhões durante o período investigado. Os recursos eram ocultados por meio de empresas de fachada, aquisição de veículos, movimentações bancárias fracionadas, uso de contas de terceiros e outras estratégias destinadas a dificultar o rastreamento dos valores.

As análises financeira e patrimonial identificaram ainda 21 empresas utilizadas para operacionalizar o esquema de lavagem de dinheiro nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os bens e valores vinculados a essas empresas são alvo de medidas judiciais de indisponibilidade.

Leia Também:  FNSP lança nova ferramenta para gestão de transferências de recursos

Ao todo, a ação mobiliza 299 policiais civis dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, o objetivo é responsabilizar lideranças do grupo criminoso e sua rede de operadores financeiros e logísticos, além de enfraquecer a base econômica que sustenta as atividades ligadas ao narcotráfico.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Advertisement

BRASIL

Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado

Published

on


Brasília, 12/6/2026
– O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.

A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.

Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.

Governança permanente

Advertisement

A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.

Leia Também:  FNSP lança nova ferramenta para gestão de transferências de recursos

Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.

A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.

Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

Reunião no MJSP
Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil

Resultados reforçam papel das forças federais

O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.

Advertisement

A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

Leia Também:  MJSP inicia implantação do Padrão Segurança Máxima em unidade estratégica de Mato Grosso do Sul

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.

Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.

As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.

A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

Advertisement

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA