Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Topigs Norsvin debate inovação genética e governança na suinocultura e reforça capacitação de multiplicadores no Sul do Brasil

Publicado em

Suinocultura mais profissional e tecnológica pauta encontros no Sul

A evolução da suinocultura brasileira passa, cada vez mais, pela integração entre inovação genética, governança corporativa e gestão eficiente nas granjas. Esse foi o foco central de duas edições do Conexão Tecnológica promovidas pela Topigs Norsvin no início de junho, nos estados do Paraná e Santa Catarina.

Os encontros reuniram produtores rurais, gestores, cooperativas e especialistas do setor, com o objetivo de fortalecer a troca de conhecimento e ampliar a competitividade das granjas multiplicadoras no Brasil.

Segundo o diretor regional América Central e do Sul da companhia, André Costa, a atualização constante é determinante para a sustentabilidade do negócio.

“Informações sobre gestão, biosseguridade e mercado são essenciais para garantir a lucratividade e a longevidade das operações”, destacou.

Curitiba (PR) debate sucessão, gestão e mercado

A primeira etapa do evento ocorreu em Curitiba, entre os dias 1 e 2 de junho, com foco na profissionalização da gestão das propriedades e no fortalecimento da relação com parceiros multiplicadores.

Advertisement

A programação abordou temas estratégicos para o setor, como:

  • Planejamento sucessório nas propriedades rurais
  • Retenção de mão de obra qualificada no campo
  • Impactos da reforma tributária no agronegócio
Cenário macroeconômico e mercado de carnes e grãos

O consultor da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Iuri Pinheiro Machado, contribuiu com análises sobre o mercado e tendências da cadeia de proteína animal.

Já a pauta de sanidade e biosseguridade contou com a participação da auditora fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Juliane Galvani, que atualizou os participantes sobre normas e boas práticas sanitárias.

Durante o encontro, a Topigs Norsvin também apresentou o programa Marcas de Valor e destacou inovações relacionadas ao reprodutor TN Duroc, reforçando sua estratégia de evolução genética contínua.

Chapecó (SC) foca em genética, performance e GA 2030

No dia 3 de junho, a programação seguiu para Chapecó (SC), sediada na matriz da Cooperativa Central Aurora Alimentos, reunindo cooperativas filiadas e equipes técnicas no Encontro de Multiplicadores GA 2030.

A abertura foi conduzida pelo diretor agropecuário da Aurora, Marcos Antônio Zordan, reforçando a importância da integração entre cooperativa e programas de melhoramento genético.

Advertisement

O evento teve como foco a atualização técnica dos sistemas de produção e o avanço do programa GA 2030, desenvolvido com base na matriz TN70.

Segundo Cleisson Trevisan, consultor técnico comercial da Topigs Norsvin, o encontro reforça a qualificação do sistema produtivo:

“O objetivo é capacitar gerentes e supervisores para aprimorar a operação de multiplicação em todo o sistema integrado”, afirmou.

Representantes da Aurora, Evandro Nottar e Adriano Brambatti, apresentaram indicadores de desempenho e benchmarking do programa.

Já o diretor técnico da Topigs Norsvin no Brasil, Marcos Lopes, destacou o avanço da seleção genômica:

“A genética moderna permite ganhos expressivos em produtividade. Já observamos granjas alcançando cerca de 300 kg de leitão desmamado por fêmea ao ano, com maior longevidade e eficiência”, explicou.

Biosseguridade e nutrição reforçam desempenho das granjas

A programação em Santa Catarina também abordou estratégias avançadas de biosseguridade e nutrição animal, com foco no suporte à alta performance das fêmeas hiperprolíficas.

Advertisement

Especialistas da empresa e o professor do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), José Crestani, discutiram práticas de manejo, cuidados na maternidade e prevenção de desafios sanitários.

Integração entre genética e gestão define futuro da suinocultura

O encerramento do evento reforçou a visão de integração entre tecnologia genética, gestão eficiente e qualificação técnica como pilares da suinocultura moderna.

Para o diretor de negócios e marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, o avanço do setor depende da combinação entre inovação e capacitação contínua:

“A união entre genética de excelência e processos bem estruturados fortalece toda a cadeia produtiva e torna a suinocultura mais sustentável e competitiva”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global

AGRONEGÓCIO

Portos brasileiros avançam em sustentabilidade e ganham protagonismo com acordo Mercosul-União Europeia

Published

on

A agenda de sustentabilidade dos portos brasileiros ganha importância estratégica diante da expectativa de implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Além de ampliar o fluxo comercial entre os blocos, o pacto reforça a necessidade de adequação das cadeias logísticas às exigências ambientais cada vez mais rigorosas do mercado europeu.

Com compromissos voltados à proteção ambiental, combate às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável, o acordo coloca a infraestrutura portuária no centro das discussões sobre competitividade internacional e acesso a mercados.

Nesse cenário, os investimentos realizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em descarbonização, transição energética e modernização da infraestrutura logística passam a representar não apenas uma agenda ambiental, mas também um diferencial estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Exigências ambientais da Europa pressionam cadeias logísticas

Nos últimos anos, a União Europeia ampliou significativamente as regras ambientais que impactam o transporte marítimo e o comércio global. Entre as principais medidas estão:

  • Metas progressivas de redução das emissões de carbono dos navios;
  • Inclusão do setor marítimo em sistemas de precificação de carbono;
  • Incentivo ao uso de energia elétrica para embarcações atracadas;
  • Exigências de rastreabilidade ambiental em diversas cadeias produtivas;
  • Estímulo à utilização de combustíveis de baixo carbono.

A adaptação a essas normas tornou-se um requisito fundamental para países exportadores que desejam manter competitividade nos mercados internacionais.

Sustentabilidade se torna fator de competitividade

Para o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão ambiental para se consolidar como um elemento estratégico para o crescimento econômico.

Advertisement

Segundo ele, a transformação da logística global exige investimentos em eficiência energética, inovação tecnológica e redução de emissões, fatores que fortalecem a infraestrutura nacional e ampliam a capacidade do Brasil de atender às demandas do comércio internacional.

Política de Sustentabilidade acelera transição energética

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos instituiu sua Política de Sustentabilidade, estabelecendo diretrizes voltadas à redução de gases de efeito estufa, promoção da transição energética e fortalecimento da resiliência climática nos setores portuário, hidroviário e aeroportuário.

Leia Também:  Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global

Como parte dessa estratégia, foi criado o Pacto pela Sustentabilidade, programa que incentiva empresas do setor de transportes a adotarem práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Empresas participantes podem obter certificações oficiais e benefícios institucionais, incluindo prioridade na análise de projetos, acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e reconhecimento das boas práticas implementadas.

Além disso, o planejamento portuário nacional contempla:

Advertisement
  • Eletrificação de equipamentos;
  • Ampliação do uso de energias renováveis;
  • Gestão e monitoramento de emissões;
  • Inclusão de critérios ESG em concessões e projetos de infraestrutura.
Corredores verdes ganham espaço na logística internacional

Outro destaque da agenda brasileira é o desenvolvimento dos chamados corredores marítimos sustentáveis, modelo que busca integrar infraestrutura moderna, combustíveis limpos e soluções tecnológicas para reduzir a pegada de carbono do transporte marítimo.

O tema vem sendo debatido em fóruns internacionais como G20, BRICS e COP30, consolidando-se como uma das principais estratégias globais para a descarbonização do setor.

Nesse contexto, Brasil, Noruega e Países Baixos avançam na construção de um corredor marítimo verde ligando a América do Sul à Europa. Desde a assinatura de um memorando de entendimento em 2025, equipes técnicas realizam estudos de viabilidade e definem possíveis rotas para a iniciativa.

Portos brasileiros já implementam projetos sustentáveis

Diversos portos do país já desenvolvem ações concretas alinhadas à transição energética e à redução das emissões de carbono.

Suape terá primeiro terminal de contêineres 100% elétrico da América Latina

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, está em implantação o primeiro terminal de contêineres totalmente elétrico da América Latina.

O empreendimento recebeu investimentos superiores a R$ 2 bilhões e contará com equipamentos eletrificados, automação operacional e infraestrutura digital integrada. A expectativa é elevar em 55% a capacidade logística do complexo, ao mesmo tempo em que reduz significativamente as emissões.

Advertisement
Porto de Santos reduz consumo de diesel com energia em terra

No Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, foi implantado o sistema Onshore Power Supply (OPS), tecnologia que permite o fornecimento de energia elétrica diretamente da rede terrestre para embarcações atracadas.

Leia Também:  Pavilhão Brasil aproxima alimentos e bebidas nacionais do varejo mexicano na Expo ANTAD

A medida reduz a necessidade de uso de motores movidos a diesel durante as operações portuárias, diminuindo emissões e melhorando a eficiência energética.

Paranaguá aposta em energia solar e ampliação ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá fortalece sua estratégia sustentável por meio da expansão da logística ferroviária e da geração de energia solar.

Entre os projetos em andamento está o Moegão, obra que ampliará significativamente a movimentação ferroviária de cargas, reduzindo o fluxo de caminhões e as emissões associadas ao transporte rodoviário.

Pecém busca liderança na economia do hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém consolida sua posição como um dos principais polos brasileiros de hidrogênio verde.

Advertisement

Além da atração de investimentos internacionais, o complexo desenvolve projetos voltados à produção de amônia verde, combustível considerado fundamental para a descarbonização da indústria e do transporte marítimo.

Porto do Açu investe em combustíveis de baixo carbono

No Rio de Janeiro, o Porto do Açu avança em iniciativas voltadas à criação de corredores verdes e ao desenvolvimento de projetos relacionados ao hidrogênio e combustíveis de baixa emissão de carbono.

Os investimentos reforçam o papel estratégico dos portos brasileiros na transição energética global e na construção de uma logística mais sustentável.

Sustentabilidade fortalece exportações brasileiras

Com a evolução das exigências ambientais internacionais, especialmente no mercado europeu, a modernização sustentável dos portos brasileiros se torna um fator decisivo para ampliar a competitividade das exportações nacionais.

A combinação entre infraestrutura moderna, energia limpa, eficiência operacional e redução de emissões posiciona o Brasil de forma mais favorável para aproveitar as oportunidades comerciais abertas pelo acordo Mercosul-União Europeia e consolidar sua presença nos principais mercados globais.

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA