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AGRONEGÓCIO

Conectividade via satélites LEO impulsiona eficiência e segurança na logística do agronegócio no Brasil

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Expansão da conectividade redefine a logística no campo e nas estradas

A evolução da conectividade no Brasil vem transformando a logística aplicada ao agronegócio e ao transporte de cargas. A expansão das redes 4G e 5G nas rodovias, somada ao avanço de soluções via satélites de baixa órbita (LEO), deve acelerar a digitalização do setor e ampliar a eficiência operacional em todo o país.

Segundo estimativas do governo federal, a cobertura de internet móvel em rodovias deve crescer cerca de 60% nos próximos quatro anos, impulsionada por obrigações previstas em editais de concessão da faixa de 700 MHz, voltados à ampliação do sinal de telefonia e dados móveis.

Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pouco mais da metade dos 445.972 km de rodovias federais e estaduais contam com cobertura 4G ou 5G, evidenciando um grande potencial de expansão da conectividade no país.

Infraestrutura digital é peça-chave para eficiência logística

A digitalização da logística se torna cada vez mais estratégica diante dos desafios da infraestrutura rodoviária brasileira. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que cerca de 62% das rodovias estão em condições regulares, ruins ou péssimas, o que reforça a necessidade de soluções tecnológicas para gestão de risco e eficiência operacional.

Nesse contexto, tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e comunicação máquina a máquina (M2M) já permitem o monitoramento em tempo real de veículos, manutenção preditiva e maior controle sobre o transporte de cargas.

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A conectividade possibilita, por exemplo, o acompanhamento de alertas dos veículos e diagnósticos remotos, permitindo o agendamento de manutenções preventivas e corretivas com maior precisão.

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Satélites LEO ampliam cobertura em áreas sem sinal

Apesar dos avanços das redes terrestres, grande parte da malha rodoviária ainda enfrenta limitações de cobertura, especialmente em regiões remotas e trechos não pavimentados. Nesse cenário, os satélites de baixa órbita (LEO) surgem como alternativa estratégica para garantir conectividade contínua.

Essas soluções permitem o monitoramento em tempo real de cargas, mesmo em “áreas de sombra”, onde não há sinal de rede móvel. Além disso, viabilizam transmissão de dados operacionais, suporte técnico remoto e atualizações de sistemas sem interromper o fluxo logístico.

A tecnologia também pode ser aplicada tanto ao transporte rodoviário quanto ferroviário, ampliando o controle sobre toda a cadeia de suprimentos.

Infraestrutura híbrida fortalece segurança e rastreabilidade

A adoção de uma infraestrutura híbrida, combinando redes celulares e satélites LEO, vem sendo apontada como uma das principais tendências para o setor logístico.

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Esse modelo permite rastreamento contínuo das mercadorias ao longo de toda a jornada, aumentando a visibilidade operacional e contribuindo diretamente para a prevenção de roubos, desvios e perdas.

Com dados em tempo real, as empresas conseguem:

  • Otimizar rotas de transporte
  • Reduzir consumo de combustível
  • Melhorar o planejamento logístico
  • Antecipar interrupções e atrasos
  • Reforçar protocolos de segurança
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Além disso, a integração de plataformas de monitoramento garante que diferentes áreas da operação — como armazéns, transporte e coordenação logística — tenham acesso a informações atualizadas para tomada de decisão mais precisa.

IoT e satélites ampliam controle sobre a carga

A combinação entre satélites LEO e IoT também permite monitoramento avançado das condições da carga durante o transporte. Sensores podem acompanhar variáveis como temperatura, umidade e condições atmosféricas, fator essencial para produtos sensíveis como alimentos perecíveis e insumos farmacêuticos.

Com isso, ajustes podem ser feitos em tempo real para evitar perdas e garantir a integridade dos produtos ao longo da cadeia logística.

Logística mais inteligente e resiliente

O avanço da conectividade por satélite representa um passo decisivo para tornar a logística brasileira mais eficiente, segura e integrada. A supervisão contínua de veículos e cargas permite maior previsibilidade operacional, redução de custos e aumento da competitividade no agronegócio.

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A tendência é que a infraestrutura híbrida de conectividade se consolide como base para cadeias de suprimentos mais ágeis, resilientes e sustentáveis, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nutrição Castrolanda combina tecnologia e precisão para impulsionar produtividade leiteira e eficiência no campo

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A evolução da pecuária leiteira da Castrolanda é resultado de uma combinação entre genética, manejo, tecnologia e, sobretudo, nutrição animal. Ao longo das últimas décadas, a cooperativa consolidou um sistema produtivo mais tecnificado, no qual a alimentação se tornou fator determinante para o aumento da produtividade por vaca e da eficiência do rebanho.

Com a modernização dos sistemas de produção — que migraram do modelo a pasto para estruturas semiconfinadas e confinadas —, a nutrição passou a responder por até 60% da matéria seca consumida por vacas de alta produção e por mais de 70% da produção de leite.

Evolução histórica da nutrição acompanha transformação da pecuária leiteira

Desde o início da década de 1950, a alimentação do rebanho leiteiro na Castrolanda era baseada principalmente em forragens de inverno e verão, complementadas por rações concentradas.

Com a inauguração da Fábrica de Rações em 1970, a produção ganhou escala e passou a atender também outras cadeias pecuárias, como suínos e aves, acompanhando o crescimento da agricultura regional.

De acordo com o Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen, as primeiras formulações seguiam uma lógica simples, baseada no teor proteico e no tipo de sistema produtivo da época, com rações que variavam entre 15%, 18% e 23% de proteína, além de concentrados mais tecnificados para uso em propriedades rurais.

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Expansão industrial e modernização das formulações nutricionais

Com o avanço da pecuária leiteira, a Castrolanda ampliou sua estrutura industrial. Em 1990, a fábrica matriz em Castro foi expandida. Em 2003, foi inaugurada a unidade de Piraí do Sul, em parceria com a Perdigão S/A. Já em 2009, a unidade matriz passou por nova ampliação.

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Atualmente, a Nutrição Castrolanda trabalha com um portfólio diversificado de rações com níveis de proteína que variam entre 16%, 18%, 20% e 23%, atendendo diferentes fases e sistemas de produção.

O portfólio também inclui suplementos energéticos, minerais, núcleos, concentrados e dietas específicas para vacas secas, pré-parto, novilhas e bezerras, além de aditivos voltados à saúde ruminal, imunidade e eficiência alimentar.

Uso de aditivos e nutrição de precisão melhora desempenho do rebanho

Segundo Huibert Janssen, a evolução das formulações incorporou tecnologias validadas por pesquisas científicas e instituições reconhecidas, incluindo aditivos como monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, tamponantes e adsorventes de micotoxinas.

Esses componentes contribuem para melhor digestibilidade, saúde do rúmen, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo, refletindo diretamente na qualidade e no teor de sólidos do leite produzido.

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Na prática, uma nutrição equilibrada favorece maior imunidade, melhor desempenho reprodutivo e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo das vacas leiteiras.

Tecnologia industrial garante precisão e padronização das rações

Nas unidades industriais da Castrolanda, o processo de produção de ração é totalmente monitorado, desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final.

Segundo o coordenador de produção da fábrica matriz, Mahani Piacentini, cada carga passa por classificação, análise laboratorial e controle de qualidade antes da liberação, com tempo médio de avaliação de aproximadamente 30 minutos.

O processo é altamente automatizado, garantindo precisão na dosagem de microingredientes — em alguns casos, com variações mínimas de gramas — para assegurar fidelidade entre a formulação e o produto final entregue ao cooperado.

Controle de qualidade mede homogeneidade e eficiência da ração

Durante a produção, parâmetros técnicos como o Coeficiente de Variação (CV) são utilizados para avaliar a uniformidade da mistura, enquanto o Índice de Durabilidade do Pellet (PDI) mede a resistência física da ração.

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Esses indicadores são fundamentais para garantir que o animal consuma uma dieta equilibrada e com alta eficiência nutricional, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento dos nutrientes.

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Além disso, o controle de qualidade inclui amostragem em todas as etapas do processo, certificação do Ministério da Agricultura e adoção de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Linha exclusiva para bovinos leiteiros reforça segurança produtiva

Um dos diferenciais da Castrolanda é a segregação das linhas de produção. A fábrica mantém linhas exclusivas para bovinocultura leiteira, evitando contato com rações de outras espécies.

Essa separação garante maior segurança nutricional e reduz riscos de contaminação cruzada, fator considerado essencial para a eficiência do sistema produtivo.

Produção em escala e foco no cooperado fortalecem desempenho no campo

Em 2025, a Castrolanda produziu cerca de 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais destinados à pecuária leiteira.

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Segundo Mahani Piacentini, o principal objetivo da Nutrição Castrolanda é garantir qualidade, regularidade no fornecimento e suporte ao desempenho do cooperado no campo.

A ração é considerada um complemento estratégico às dietas formuladas nas propriedades, e sua eficiência impacta diretamente na conversão alimentar e na produtividade do rebanho.

“O foco é entregar um produto de qualidade, no prazo correto, para que o produtor mantenha sua dieta sem interrupções e alcance os melhores resultados”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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