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Copa do Mundo

Campeã e vice estreiam na Copa do Mundo em rodada de terça-feira

Argentina e França estreiam na Copa do Mundo nesta terça-feira (16). Rodada define primeiros pontos dos grupos I e J e marca retorno do Iraque à competição após 40 anos.

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estreia argentina frança copa
Vice-campeã da última edição, seleção da França estreia na competição com forte potencial ofensivo liderado por Mbappé e Dembelé.Foto:IA

Argentina encara a Argélia e França joga contra o Senegal; programação marca retorno do Iraque ao torneio após 40 anos

Veja a tabela dos jogos de hoje no final da matéria.

As seleções da Argentina e da França, atuais campeã e vice-campeã do mundo, estreiam na Copa do Mundo nesta terça-feira (16), com partidas válidas pelos grupos J e I, respectivamente. A rodada marca o início da trajetória das duas principais favoritas ao título e define as dinâmicas iniciais de classificação para a segunda fase.

A programação estabelece quatro partidas até o fechamento da primeira rodada dessas chaves, distribuídas entre cidades dos Estados Unidos. A equipe francesa realiza o primeiro jogo do dia, às 16h (horário de Brasília), contra o Senegal, no estádio de Nova Jersey. O Iraque joga às 19h contra a Noruega, em Boston. A Argentina entra em campo às 22h, diante da Argélia, em Kansas City. O fechamento ocorre na madrugada de quarta-feira (17), à 1h da manhã, com o confronto entre Áustria e Jordânia, em São Francisco.

Grupo I e a força ofensiva francesa

Uma das equipes apontadas para a conquista do torneio é a França, que atua como cabeça de chave do Grupo I. Com um histórico de duas Copas do Mundo vencidas nas edições de 1998 e 2018, a equipe conta com um elenco qualificado e experiente para a disputa. O potencial ofensivo do time é garantido pela presença de dois destaques atuais do futebol mundial: os atacantes Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé.

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O adversário de estreia, Senegal, representa uma das principais forças do futebol do continente africano. A equipe exige atenção do sistema tático francês por apresentar organização defensiva estruturada, atrelada a características de força física e velocidade de transição.

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Iraque e Noruega completam o Grupo I. O confronto entre os dois países define as chances iniciais de classificação para a etapa eliminatória. A Noruega entra no torneio como candidata direta a disputar a segunda colocação da chave ao lado do Senegal. O time nórdico consolidou um futebol competitivo e demonstrou alta eficiência no ataque durante a fase de eliminatórias, puxado pelo desempenho do goleador Erling Haaland.

Já a seleção do Iraque retorna a uma edição de Copa do Mundo após 40 anos de ausência. A equipe é considerada o azarão do grupo. A última participação do país ocorreu no ano de 1986, em torneio disputado no México. Naquela ocasião, os iraquianos sofreram três derrotas e encerraram a participação eliminados ainda na fase de grupos.

Grupo J e o favoritismo argentino

No Grupo J, a atual campeã mundial detém o favoritismo absoluto para terminar a fase inicial na primeira colocação. A Argentina entra na competição mantendo a base da equipe e a organização tática responsável pela conquista do título da Copa de 2022, realizada no Catar. O grupo sul-americano apresenta vasta experiência em jogos decisivos.

A Argélia, oponente na partida de estreia, traça uma estratégia voltada à sobrevivência no saldo de gols. Os argelinos entram em campo buscando conquistar um ponto em caso de um eventual empate diante de um time considerado superior. Caso a derrota seja inevitável, a meta principal passa a ser evitar uma goleada sofrida para a Argentina, utilizando o saldo de gols como critério de desempate para os próximos jogos.

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A expectativa projetada é que a segunda vaga classificatória do Grupo J fique centralizada na disputa entre Argélia e Áustria. A Áustria encara a Jordânia e a tendência técnica aponta para a execução de pressão ofensiva contra o adversário, apontado como o mais fraco da chave. O objetivo austríaco é similar ao cenário argelino: a construção imediata de um saldo de gols que confira vantagem na corrida pela classificação. A seleção da Jordânia inicia o torneio correndo por fora, sem expectativas estruturais de avanço no campeonato.

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Polícia desarticula esquema de sextorsão contra influenciadora

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Operação cumpre mandados em Juína e Castanheira após grupo criminoso exigir R$ 20 mil usando perfil falso de jogador de futebol

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Falso 9 para cumprir cinco ordens judiciais contra um grupo investigado por chantagear uma influenciadora digital do interior do estado. A ação desarticula um esquema no qual criminosos utilizaram identidades falsas em aplicativos de mensagens para obter imagens íntimas da vítima e, posteriormente, cobrar dinheiro para não vazar o material na internet.

As apurações apontam que a rede criminosa elaborou um perfil se passando por um jogador de futebol famoso, estabelecendo contato direto com a vítima, que também atua como modelo. Sob o peso de intensa pressão psicológica descrita no boletim de ocorrência institucional, a influenciadora chegou a realizar uma transferência bancária eletrônica via Pix no valor de R$ 4 mil, cedendo parcialmente à cobrança imposta pelos suspeitos para evitar a exposição pública.

Segundo o texto oficial divulgado pela Assessoria da Polícia Civil-MT, a ofensiva policial foca no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra o principal responsável pelas extorsões, morador do município de Juína. As diligências se estendem ao município vizinho de Castanheira, onde as equipes policiais buscam localizar outros possíveis envolvidos na prática delitiva coordenada.

A engenharia social e o crime de “sextorsão”

O inquérito, conduzido pelos agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), mapeou a modalidade criminosa enquadrada tecnicamente como “sextorsão”. A prática consiste na extorsão financeira mediante a ameaça contínua de divulgação de imagens ou vídeos privados de teor íntimo. O documento da Polícia Civil-MT relata que os suspeitos criaram uma narrativa fictícia para conquistar a confiança da vítima antes de iniciar as exigências financeiras.

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O nome atribuído à operação, “Falso 9”, faz referência direta ao principal artifício empregado pelos extorsionários durante a fase de aproximação. Ao se passarem por um suposto “jogador de futebol famoso”, os suspeitos forjaram um vínculo de segurança e intimidade, o que facilitou o acesso ao conteúdo restrito da modelo.

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Uma vez com as imagens privadas sob o controle do grupo, a abordagem mudou de tom. A quadrilha passou a fazer ameaças incisivas, chegando a cobrar o montante total de R$ 20 mil para assegurar que o conteúdo não fosse compartilhado ou vendido. A Polícia Civil destaca que a extorsão gerou um cenário de coação que resultou no pagamento inicial de R$ 4 mil.

O detalhamento processual e os mandados judiciais

A Justiça de Mato Grosso deferiu integralmente as representações formuladas pela autoridade policial, baseadas nos indícios de autoria e materialidade coletados na fase sigilosa da investigação. O delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, estruturou o pedido demonstrando a atuação coordenada dos suspeitos sediados nas regiões de Juína e Castanheira.

Das cinco ordens judiciais executadas pelas equipes especializadas até o fechamento da matéria, a tipologia se divide em três frentes de atuação para descapitalizar e desarticular a quadrilha. A primeira concentra-se na restrição de liberdade, efetivada pelo mandado de prisão preventiva contra o alvo principal.

Simultaneamente, os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo destas incursões físicas é recolher dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e anotações. A terceira frente processual abrange a execução de dois mandados de quebra de sigilo telemático, essenciais para o rastreamento do fluxo de mensagens, do perfil “Falso 9” e do destino final da transferência via Pix realizada pela modelo.

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“A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, afirmou o delegado Guilherme Campomar da Rocha no documento oficial. A declaração reforça o protocolo de segurança adotado para blindar a identidade da influenciadora, cujas iniciais e nome foram integralmente omitidos nos autos divulgados para preservar sua imagem.

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Conexão com a Operação Pharus e próximos passos

De acordo com o material da Polícia Civil-MT, a ofensiva deflagrada nesta terça-feira (16) integra um escopo maior do planejamento estratégico traçado para o ano de 2026.

Essa diretriz macro é classificada sob o escopo da “Operação Pharus”, uma força-tarefa contínua focada no combate rigoroso à atuação de grupos criminosos organizados que operam em diferentes modalidades delitivas em todo o território mato-grossense. O alinhamento da ação da DRCI com a Operação Pharus indica uma padronização na repressão a crimes de base tecnológica que geram lucro ilícito imediato.

Os investigadores prosseguem com o escrutínio dos materiais apreendidos em Juína e Castanheira. A extração de dados telemáticos autorizada pela Justiça busca a elucidação de todos os fatos que envolvem a extorsão de R$ 20 mil. As autoridades policiais informam que a análise do histórico de conversas e das contas bancárias utilizadas para o recebimento do Pix tem a finalidade de mapear a estrutura completa do grupo e viabilizar a identificação de outras possíveis vítimas que tenham caído no mesmo golpe do falso jogador de futebol em Mato Grosso.

 

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