Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Trigo: produção brasileira deve cair 20% em 2026 enquanto preços seguem firmes no mercado interno

Publicado em

A produção brasileira de trigo deverá registrar forte retração na safra 2026, refletindo o cenário de incertezas climáticas, custos elevados e dúvidas sobre a rentabilidade da cultura. Ao mesmo tempo, a oferta limitada disponível no mercado interno mantém os preços sustentados e reforça as expectativas de valorização do cereal nos próximos meses.

Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção nacional de trigo poderá alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 20% inferior ao obtido na safra anterior e 1,4% abaixo da projeção divulgada em maio.

A redução também deve atingir a área cultivada, estimada em 2,12 milhões de hectares, representando queda de 13,4% frente à temporada passada e de 1,1% na comparação com a estimativa anterior. Já a produtividade média é projetada em 2,974 toneladas por hectare, recuo de 7,6% em relação à safra de 2025.

Clima e rentabilidade limitam investimentos

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), muitos produtores seguem cautelosos diante das condições climáticas ainda indefinidas e das margens apertadas da atividade. Esse cenário tem reduzido o interesse pela ampliação da área plantada e pelos investimentos na cultura.

A combinação entre menor intenção de plantio e perspectiva de produção reduzida aumenta as preocupações do mercado quanto ao abastecimento interno ao longo do próximo ciclo.

Advertisement
Oferta restrita sustenta preços do trigo

Enquanto as projeções indicam uma safra menor, o mercado físico segue operando com disponibilidade limitada. De acordo com o Cepea, produtores permanecem retraídos nas negociações, aguardando melhores oportunidades de comercialização, o que contribui para sustentar os preços.

Leia Também:  Conectividade via satélites LEO impulsiona eficiência e segurança na logística do agronegócio no Brasil

A percepção de que poderá haver escassez de produto até a entrada da próxima safra também influencia o comportamento dos vendedores. Conforme análise da TF Agroeconômica, a demanda tornou-se mais seletiva, priorizando lotes de melhor qualidade, enquanto os negócios seguem ocorrendo de forma pontual.

Rio Grande do Sul pode ampliar necessidade de importação

No Rio Grande do Sul, a procura dos moinhos permanece concentrada em trigo de maior qualidade industrial, especialmente aqueles com elevado índice de força de glúten (W).

Analistas do mercado estimam que a disponibilidade atual no estado esteja próxima de 210 mil toneladas, enquanto a necessidade de importação pode alcançar cerca de 240 mil toneladas até a chegada da nova safra.

Esse cenário aproxima os preços domésticos da paridade de importação. Com o trigo argentino chegando à região de Canoas ao redor de US$ 300 por tonelada, os valores pagos pela indústria gaúcha ao produto nacional registraram avanço.

Advertisement

As indicações para trigo destinado ao embarque ficaram em torno de:

  • R$ 1.350 por tonelada para junho e julho;
  • R$ 1.370 por tonelada para julho e agosto;
  • R$ 1.400 por tonelada para agosto.

No mercado CIF, os preços do trigo de melhor qualidade variaram entre R$ 1.480 e R$ 1.500 por tonelada.

Leia Também:  Brazil Wine Challenge reúne 89 especialistas internacionais e avalia mais de 1.100 amostras de 19 países em Bento Gonçalves (RS)
Santa Catarina registra negócios acima de R$ 1.360 por tonelada

Em Santa Catarina, foram registrados negócios de trigo-pão a R$ 1.360 por tonelada FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400 FOB.

Nas principais regiões produtoras, os preços de balcão permaneceram estáveis, embora algumas praças tenham apresentado valorização, caso de Canoinhas e São Miguel do Oeste, refletindo ajustes pontuais na oferta e na demanda regional.

Mercado segue travado no Paraná

No Paraná, os negócios continuam limitados pela postura cautelosa dos vendedores, que aguardam novas altas nas cotações.

As negociações recentes ocorreram ao redor de R$ 1.420 por tonelada CIF nos Campos Gerais e R$ 1.480 CIF na região Norte do estado.

Advertisement

Para a safra nova, as referências giram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada FOB para entrega em setembro, com expectativa de valorização caso se confirme o cenário de menor oferta nacional.

Perspectiva para o mercado de trigo

A combinação entre queda na área cultivada, redução da produção e estoques mais ajustados mantém o mercado brasileiro de trigo atento à evolução da safra e ao comportamento das importações.

Caso as projeções de produção menor se confirmem, o Brasil poderá aumentar sua dependência do trigo importado, especialmente da Argentina, enquanto os preços internos tendem a permanecer sustentados pela oferta restrita e pela demanda da indústria moageira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional

Published

on

O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia.  O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.  

A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.   

Pesca e Aquicultura  

Advertisement

Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).  

Leia Também:  Greening ameaça avançar sobre nova fronteira da citricultura

Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura. 

De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.   

Advertisement

Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.  

Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas. 

Advertisement
Leia Também:  Controle de qualidade dos pintinhos no alojamento é decisivo para a produtividade da avicultura

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA