Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Safra 2026/27 deve pressionar margens e elevar exigência de gestão financeira no agronegócio

Publicado em

A safra 2026/27 deve marcar um novo ciclo de exigência para o agronegócio brasileiro, no qual a eficiência produtiva, por si só, não será suficiente para garantir sustentabilidade econômica. A avaliação é do economista Vitor Ozaki, CEO da Picsel e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

Segundo o especialista, o setor entra em um ambiente de margens comprimidas, crédito mais seletivo, juros elevados e impacto de passivos financeiros acumulados de safras anteriores, exigindo maior disciplina na gestão de caixa e risco.

Novo ciclo reduz espaço para ineficiências e amplia risco financeiro

De acordo com a análise, o comportamento do mercado agrícola muda em relação a ciclos anteriores, quando preços mais favoráveis e maior disponibilidade de crédito ajudavam a compensar perdas pontuais de produtividade.

Na safra 2026/27, esse amortecedor tende a ser menor. Mesmo operações com bom desempenho no campo podem enfrentar dificuldades financeiras caso iniciem o ciclo com estrutura de capital fragilizada ou alto nível de alavancagem.

O resultado é um ambiente em que decisões de gestão passam a ter peso equivalente — ou até superior — ao desempenho agronômico.

Advertisement
Diferenças regionais ampliam desafios no campo brasileiro

O impacto do novo cenário não será homogêneo entre as regiões produtoras.

Leia Também:  Setor sucroenergético enfrenta pressão com ATR baixo e custos elevados, mas mercado projeta recuperação dos preços

No Centro-Oeste, ganhos de escala e maior diluição de custos seguem como vantagens competitivas importantes, embora insuficientes para garantir estabilidade financeira automática.

No MATOPIBA, fatores logísticos, dependência de infraestrutura e maior sensibilidade a variações de produtividade aumentam a vulnerabilidade das operações.

Já no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a combinação de eventos climáticos recorrentes e renegociações de dívidas pressiona ainda mais a capacidade de recuperação financeira dos produtores.

Gestão de risco passa a ser determinante para sustentabilidade da operação

Com margens mais estreitas, qualquer frustração relevante de safra pode impactar diretamente o fluxo de caixa e comprometer o cumprimento de obrigações financeiras.

Advertisement

Nesse contexto, a gestão de risco deixa de ser complementar e passa a ocupar posição central na estratégia das propriedades rurais.

A tendência, segundo a análise, é de maior profissionalização das decisões, com uso intensivo de dados, monitoramento de áreas produtivas e integração entre produção, crédito e seguro rural.

Seguro agrícola ganha protagonismo na preservação da liquidez

O seguro agrícola passa a ter papel ampliado dentro da estrutura de proteção do produtor rural.

Leia Também:  Cuiabá reúne lideranças femininas do agro na próxima quinta-feira

Mais do que uma ferramenta de compensação de perdas, ele se consolida como instrumento de preservação de liquidez e continuidade operacional em cenários de instabilidade climática e financeira.

A função do seguro, nesse novo contexto, está diretamente ligada à capacidade de manutenção da atividade produtiva diante de choques de receita.

Advertisement
Agronegócio entra em fase de maior exigência em governança e eficiência

A análise aponta que o setor avança para uma fase em que a sustentabilidade das operações dependerá menos de fatores isolados e mais da integração entre gestão financeira, governança e controle de risco.

O desempenho da safra 2026/27, portanto, será definido não apenas no campo, mas principalmente na capacidade das operações de se manterem economicamente estruturadas em um ambiente mais complexo e restritivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

Published

on

O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

Advertisement
Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Leia Também:  Setor sucroenergético enfrenta pressão com ATR baixo e custos elevados, mas mercado projeta recuperação dos preços

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Advertisement
Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

Leia Também:  Crédito sustentável no agro se aproxima de US$ 1 bilhão, mas Amazônia recebe apenas 2% dos recursos

Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA