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TECNOLOGIA

Brasília ganha Hub de Inovação Aeroespacial

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O novo Hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB) une o necessário para o desenvolvimento espacial do Brasil: conexão entre governos, universidades, centros de pesquisa, startups e empresas capazes de transformar o conhecimento em soluções tecnológicas e novos negócios. O ecossistema colaborativo possibilita desenvolver soluções aeroespaciais de alta complexidade na capital do País.

O projeto foi lançado durante o SpaceBR Show, nesta terça-feira (16), e conta com a parceria da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). O objetivo é consolidar Brasília (DF) como um polo de referência em governança aeroespacial, inteligência territorial, defesa tecnológica e economia espacial na América Latina.

O hub vai funcionar como um ambiente permanente de colaboração entre setor público, academia e iniciativa privada para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial (IA), defesa, governo digital, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta também contempla programas de aceleração, inovação aberta e espaços de experimentação regulatória de novas tecnologias aeroespaciais.

Ele abrigará laboratórios especializados, estação de comando e monitoramento, infraestrutura de supercomputação e plataformas digitais de análise de dados geoespaciais. O espaço vai servir de apoio para o desenvolvimento e a validação de soluções para aplicações civis e de defesa, além de possibilitar oportunidades para experimentação regulatória e inovação aberta.

Mais do que uma estrutura física

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O Hub de Inovação Aeroespacial não nasce do zero. A iniciativa reúne laboratórios, plataformas tecnológicas, infraestrutura especializada e projetos que já existem na UnB e, assim, organiza todas essas capacidades em uma estratégia comum voltada ao desenvolvimento do setor espacial. O diretor do Parque Tecnológico da UnB Renato Borges conta que a proposta é criar uma governança capaz de conectar pesquisadores, empresas, investidores e instituições públicas em torno de desafios tecnológicos estratégicos.

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“Já existe uma infraestrutura madura de desenvolvimento e testes dentro da universidade. O que estamos fazendo agora é estruturar o hub para trazer governança, integração e representatividade para essa capacidade instalada”, explica.

A iniciativa aproveita uma característica única do Distrito Federal: a proximidade com órgãos de governo, agências reguladoras e instituições ligadas à defesa. Para os idealizadores do projeto, essa articulação pode acelerar o desenvolvimento de tecnologias espaciais e facilitar a transformação de pesquisas em soluções aplicadas à sociedade. “O hub foi concebido não como um parque industrial tradicional, mas como um ambiente estratégico de articulação tecnológica e inovação cooperativa em áreas essenciais para o futuro do País”, afirma Borges.

Integração

A coordenadora de Estudos Estratégicos e Novos Negócios da AEB, Leila Fonseca, afirma que a iniciativa contribuirá para ampliar a capacidade nacional de inovação, estimular novos negócios de base tecnológica e fortalecer a competitividade brasileira em áreas estratégicas do setor aeroespacial.

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“Iniciativas como o Programa Incuba Espaço, o Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, a Rede de Estudos Estratégicos e os workshops de indústria espacial, conduzidas pela agência, vão encontrar no hub um ambiente complementar para integração de competências, desenvolvimento de tecnologias de uso dual, formação de parcerias estratégicas e geração de soluções inovadoras para aplicações espaciais”, afirmou.

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Renato Borges afirma que o espaço reúne características únicas para liderar esse movimento. “Ele foi concebido não como um parque industrial tradicional, mas como um ambiente estratégico de articulação tecnológica e inovação cooperativa em áreas essenciais para o futuro do País”, afirma.

A iniciativa também reúne instituições públicas, empresas e centros de pesquisa nacionais e internacionais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), a Saipher ATC, a Ideia Space, a Airvants, o Instituto Start, além de organizações da Espanha e do Reino Unido.

Sobre a AEB

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a AEB formula, coordena e executa a Política Espacial Brasileira. Criada em 1994, a instituição atua para promover o desenvolvimento do setor espacial. Nesse contexto, o Hub está alinhado à estratégia de fortalecer o ecossistema espacial brasileiro por meio da integração entre governo, academia, indústria, investidores e ambientes de inovação, ampliando a geração de conhecimento, a formação de profissionais qualificados e a capacidade do País de desenvolver tecnologias estratégicas.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Pesquisadores discutem combate à desertificação em seminário internacional do MCTI

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Pesquisadores que estudam a desertificação do Brasil e do mundo se reuniram, nesta quarta-feira (17), no Seminário Internacional sobre Combate à Desertificação: Desafios Científicos e Tecnológicos para o Semiárido, evento promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para debater causas, impactos e combate do fenômeno.  

Para a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa, o seminário foi, acima de tudo, estratégico para a pasta. “Além de reunirmos dados internacionais super atualizados, como os que foram apresentados pela FAO, pelo Instituto IRD da França, pelo Conicet da Argentina, nós conseguimos também apresentar os desafios ambientais e o aumento da desertificação, principalmente no Brasil”, disse a representante. 

Segundo informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, estudos indicam que as áreas classificadas como semiáridas no Brasil aumentaram 75 mil km² por década, em média, desde 1960. As áreas classificadas como semiáridas no País se concentram na região Nordeste e no Norte de Minas Gerais. 

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Mais do que apresentar os problemas, o encontro foi um espaço para destacar as soluções desenvolvidas pelas instituições, como o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa também ligada ao MCTI e localizada em Campina Grande (PB). “Em 22 anos, o Insa desenvolveu diversas tecnologias, especialmente em uma perspectiva social, para a transformação da convivência com o semiárido e é muito importante termos espaços de apresentação e discussão para que o conhecimento seja divulgado”, afirmou o diretor do instituto, Etham Barbosa. 

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Entre os projetos apresentados pelo diretor, está a tecnologia de Saneamento Ambiental e Reúso de Água (Sara), que, visando a vulnerabilidade hídrica e a falta de esgotamento sanitário comum do clima, promove a coleta e tratamento do esgoto domiciliar para produção de uma fonte alternativa de água e nutrientes na agricultura familiar. 

De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD, na sigla em inglês), a desertificação é um processo de degradação das terras que ocorre essencialmente nas áreas onde se situam as zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas. Ela é caracterizada por um ciclo vicioso associado à vulnerabilidade climática, com secas prolongadas e alta de evapotranspiração, e à ação humana predatória. 

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Seminário Internacional sobre Combate à Desertificação 

O encontro contou com duas mesas de debates. A primeira, Causas e Impactos Econômicos, Ambientais e Sociais da Desertificação, contou com a participação da diretora do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina, Elena María Abraham; do representante do Brasil no Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, Abdelfetah Siffedine; e do representante adjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Gustavo Kauark Chianca. 

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“A América Latina passou e continua passando por momentos críticos de desertificação e é como se estivéssemos em um estado de hibernação sobre o assunto. Então, precisamos dar força ao tema, nos movimentar e unir os povos antes que seja impossível conviver. E, para mim, esse evento é isso: um momento de renascimento das discussões”, disse a diretora do Conicet, Elena María Abraham. 

Na América Latina, o semiárido pode ser encontrado no Nordeste brasileiro, no Grande Chaco Americano, região compartilhada pela Argentina, Bolívia e Paraguai, e no Corredor Seco da América Central.  

Já a segunda mesa discutiu Ciência, Tecnologia e Inovação para a Inclusão Socioprodutiva no Combate à Desertificação e contou com a presença do diretor do Insa, Etham Barbosa; do diretor técnico da Fundação Araripe, Francisco Campello; e do representante da Articulação para o Semiárido Brasileiro (ASA). 

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O seminário antecipa a 17ª Convenção das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que ocorrerá de 17 a 28 de agosto, na Mongólia. O evento reunirá 197 países e terá como tema Restaurando a Terra, Restaurando a Esperança. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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