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AGRONEGÓCIO

Governo calcula impacto de R$ 139,8 bilhões em projeto de renegociação de dívidas do agro

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A estimativa do Ministério da Fazenda de que a renegociação das dívidas rurais pode gerar impacto fiscal de R$ 139,8 bilhões ao longo de 13 anos foi contestada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que afirma que o cálculo não reflete a natureza financeira e reembolsável das operações previstas no projeto em discussão no Congresso.

Para a bancada do agro, a proposta não deve ser tratada como despesa primária, uma vez que envolve linhas de crédito com retorno ao sistema financeiro e ao Tesouro ao longo do tempo. Segundo parlamentares ligados ao setor, a inclusão da equalização de juros como custo fiscal distorce a leitura do impacto real da medida sobre as contas públicas.

A FPA também questiona a metodologia utilizada pela equipe econômica, que toma como referência a taxa Selic e projeta cenários de captação bancária ao longo de 13 anos, com três anos de carência. Na avaliação do setor, o modelo não incorpora adequadamente o caráter dos recursos envolvidos, que incluem o Fundo Social e mecanismos já existentes de crédito rural, o que reduziria o impacto efetivo da operação sobre o orçamento.

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Outro ponto de divergência está na previsão de encargos adicionais na modelagem da Fazenda. O projeto considera a existência de um spread bancário de cerca de 4% ao ano, além de remuneração de 1% ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo repasse dos recursos. Representantes do agro defendem que, por se tratar de recursos públicos direcionados à recomposição da capacidade produtiva, não haveria justificativa para a cobrança de margens adicionais de intermediação financeira.

Engenheiro Agrônomo Isan Rezende, presidente do IA

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Apesar das divergências, a equipe econômica trabalha com a estimativa de que o volume total de dívidas potencialmente enquadráveis supera R$ 300 bilhões. Desse total, cerca de R$ 200 bilhões seriam efetivamente elegíveis para a nova linha de crédito, considerando critérios como perdas superiores a 30% da renda da atividade em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025.

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) Isan Rezende, é preciso lembrar que trata-se de uma situação extraordinária, construída ao longo de várias safras marcadas por quebras de produção, eventos climáticos severos e aumento expressivo dos custos financeiros.

“A renegociação não representa um benefício ao produtor, mas uma tentativa de preservar a capacidade de milhares de agricultores e pecuaristas continuarem produzindo, gerando empregos e sustentando parte importante da economia brasileira”, comentou o presidente.

“Os números apresentados pela equipe econômica precisam ser analisados sob uma perspectiva mais ampla. O custo de uma eventual reestruturação das dívidas deve ser comparado ao custo que o País terá se parte desses produtores perder acesso ao crédito, reduzir investimentos ou até abandonar a atividade. O impacto sobre a produção de alimentos, sobre as exportações e sobre a arrecadação pode ser muito mais significativo do que os valores estimados pela Fazenda ao longo dos próximos anos”, disse.

Rezende avaliou ainda que os efeitos indiretos de uma crise de inadimplência no campo poderiam superar as estimativas fiscais apresentadas pela equipe econômica. “A perda de produção, de exportações e de arrecadação decorrente de uma restrição mais ampla no crédito rural pode ter impacto mais relevante do que os números projetados no curto prazo”, disse.

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Para ele, a discussão deve ser conduzida com foco na estabilidade do setor. “O agro brasileiro depende de previsibilidade e acesso a crédito para manter sua capacidade de investimento. Mais do que um custo, trata-se de uma medida de equilíbrio para uma atividade que sustenta parte relevante da economia nacional. Preservar a capacidade financeira do produtor significa preservar a segurança alimentar, a competitividade das exportações e a atividade econômica em centenas de municípios. Mais do que uma despesa, é preciso enxergar essa iniciativa como uma medida de estabilização de um setor que responde por parcela relevante do crescimento e da geração de riqueza no País”, completou Isan Rezende.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Leilão Bonsmara Santa Silvéria 2026 destaca genética adaptada ao Brasil e alta fertilidade para pecuária de corte

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A crescente busca por eficiência produtiva, maior fertilidade e adaptação às condições climáticas brasileiras tem impulsionado a demanda por genética bovina de alto desempenho. Nesse cenário, a raça Bonsmara vem ganhando espaço na pecuária nacional por reunir características estratégicas para sistemas de produção de carne mais rentáveis e sustentáveis.

Com esse propósito, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no dia 1º de julho, às 20h, o 22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria. O evento será realizado em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, disponibilizando ao mercado reprodutores desenvolvidos dentro de um rigoroso programa de melhoramento genético voltado às necessidades da pecuária tropical.

Genética voltada para fertilidade e produtividade

Os animais ofertados no remate são resultado de décadas de seleção genética, avaliações de desempenho e aprimoramento contínuo do rebanho.

O foco do programa está na produção de touros férteis, adaptados às condições de campo e capazes de apresentar elevado desempenho reprodutivo mesmo em sistemas extensivos. Entre os atributos buscados estão precocidade, ganho de peso, eficiência produtiva e capacidade de cobertura em grandes áreas de pastagem.

Além disso, os reprodutores foram desenvolvidos para transmitir características que contribuem diretamente para o aumento da produtividade dos rebanhos comerciais, uma demanda cada vez mais presente na pecuária brasileira.

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical

A expansão da raça Bonsmara no Brasil está diretamente relacionada à sua capacidade de combinar adaptação ao ambiente tropical com elevado potencial produtivo.

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Originária da África do Sul, a raça foi desenvolvida para produzir carne de qualidade em condições climáticas desafiadoras, característica que favoreceu sua adaptação às diferentes regiões pecuárias brasileiras.

Introduzido no país em 1997, o Bonsmara passou por um longo processo de seleção e adaptação às condições locais, incorporando avaliações genéticas e genômicas que fortaleceram seu desempenho nos sistemas de produção nacionais.

Vigor híbrido amplia resultados nos cruzamentos

Um dos principais diferenciais da raça está na sua elevada capacidade de gerar heterose, conhecida também como vigor híbrido.

Nos cruzamentos industriais, o Bonsmara potencializa características importantes como fertilidade, adaptação ambiental, ganho de peso, eficiência alimentar e desempenho produtivo, resultando em animais mais competitivos e rentáveis para o produtor.

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Por possuir origem genética distinta dos zebuínos e dos taurinos europeus, a raça oferece elevado potencial de complementaridade genética, favorecendo a obtenção de descendentes mais precoces, férteis e produtivos.

Além dos ganhos reprodutivos, os cruzamentos com Bonsmara também contribuem para a produção de carne de qualidade superior, característica valorizada tanto pelo mercado interno quanto pelos compradores internacionais.

Pioneirismo impulsionou o desenvolvimento da raça no Brasil

A Fazenda Santa Silvéria é considerada uma das pioneiras na introdução e desenvolvimento da raça Bonsmara no Brasil.

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Segundo a proprietária da fazenda, Clélia Pacheco, o interesse pela raça surgiu da necessidade de encontrar uma alternativa genética que permitisse manter a precocidade das fêmeas oriundas de cruzamentos com Angus sem abrir mão da adaptação ao ambiente tropical, da fertilidade e dos benefícios da heterose.

Os resultados obtidos ao longo dos anos confirmaram o potencial da raça para as condições brasileiras, estimulando investimentos na criação de animais puros e no desenvolvimento de um programa de seleção voltado para as demandas da pecuária nacional.

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Oportunidade para investir em genética validada a campo

O 22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria chega ao mercado em um momento de crescente profissionalização da pecuária de corte, quando a genética se torna um dos principais fatores para aumento da produtividade e da rentabilidade das fazendas.

A expectativa é atrair produtores interessados em incorporar ao rebanho animais desenvolvidos e avaliados em condições reais de produção, com foco em fertilidade, adaptação, eficiência e qualidade da carne.

Com genética consolidada, histórico de resultados comprovados e forte adaptação aos sistemas tropicais, o Bonsmara reforça sua posição como uma das alternativas mais promissoras para os pecuaristas que buscam maior desempenho produtivo e competitividade no mercado da carne bovina.

Cadastre-se para o leilão

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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