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Vazio Sanitário da soja começa em Mato Grosso e Aprosoja MT alerta para combate à ferrugem asiática

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Teve início na última segunda-feira (8) o período do Vazio Sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais medidas fitossanitárias adotadas para o controle da ferrugem asiática, considerada a doença mais agressiva da cultura no Brasil. Durante os próximos 90 dias, fica proibida a presença e o manejo de plantas de soja em todo o estado, com a semeadura da nova safra autorizada somente a partir de 7 de setembro.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância do cumprimento rigoroso das regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacando que a medida é fundamental para reduzir a pressão do fungo causador da doença e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra.

Ferrugem asiática pode causar perdas severas na produtividade

A ferrugem asiática é provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja, provocando lesões, desfolha precoce e comprometimento da fotossíntese.

Com a redução da área foliar, a planta perde capacidade de realizar o enchimento adequado dos grãos, o que resulta em queda de produtividade e prejuízos econômicos para o produtor rural.

Segundo especialistas, a doença apresenta rápida disseminação e elevado potencial destrutivo quando não controlada adequadamente.

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Eliminação de plantas voluntárias é fundamental

O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, ressalta que o principal objetivo do Vazio Sanitário é interromper o ciclo biológico do fungo entre uma safra e outra.

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De acordo com ele, a permanência de plantas voluntárias — conhecidas como soja guaxa ou tigueras — favorece a sobrevivência do patógeno e aumenta os riscos de infestação logo no início do próximo ciclo produtivo.

A recomendação é que os produtores eliminem completamente qualquer planta de soja existente nas propriedades durante o período determinado, evitando a manutenção do hospedeiro que permite a multiplicação da doença.

Transporte de grãos também exige atenção

Além das restrições relacionadas ao cultivo, o Vazio Sanitário estabelece regras específicas para o transporte de grãos e sementes de soja.

Os caminhões devem estar devidamente vedados e com a documentação regularizada para evitar perdas de carga durante o trajeto. O derramamento de grãos nas rodovias pode favorecer a germinação espontânea de plantas às margens das estradas, comprometendo a eficácia da medida fitossanitária.

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Segundo Gilson Antunes, a fiscalização é realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), que mantém inspeções e barreiras sanitárias em diferentes regiões do estado para coibir irregularidades.

Medida é adotada há quase duas décadas

Implementado há cerca de 20 anos, o Vazio Sanitário tornou-se uma das principais ferramentas de controle da ferrugem asiática no Brasil, contribuindo significativamente para a redução da incidência da doença e para a preservação da produtividade das lavouras.

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A pesquisadora do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), Daniela Facco, explica que a ferrugem asiática possui evolução rápida e pode comprometer severamente o potencial produtivo das áreas afetadas.

Segundo ela, quando a doença se instala e não recebe controle eficiente, ocorre intensa desfolha das plantas, redução do enchimento dos grãos e queda expressiva da rentabilidade da atividade.

Cumprimento das regras protege a próxima safra

A Aprosoja MT destaca que o sucesso do Vazio Sanitário depende do comprometimento de todos os produtores rurais. O cumprimento das determinações contribui para reduzir a incidência de doenças, preservar a competitividade da soja mato-grossense e garantir maior segurança produtiva para a safra 2025/26.

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Além disso, a entidade orienta os agricultores a acompanharem as recomendações dos órgãos de defesa agropecuária e a manterem vigilância constante sobre áreas agrícolas, estradas e locais de armazenamento para evitar a presença de plantas voluntárias durante o período de restrição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

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A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

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4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

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Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

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Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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